SSP lança campanha para incentivar denúncias de violência contra a mulher

Rompa o silêncio. Você não está sozinha. Se precisar, é só chamar. Esse é o recado da campanha lançada nesta sexta-feira (21/5) pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) para incentivar as denúncias de violência contra a mulher. A ação, com foco no compartilhamento pelas redes sociais, busca difundir ao maior número de pessoas possível os canais para denúncias anônimas, que podem fazer a diferença para salvar a vida de mulheres vítimas de agressões e abusos no Rio Grande do Sul.

Denuncie:
– Emergências 190 (Brigada Militar) e 197 (Polícia Civil)
– Disque-Denúncia 181
– Denúncia Digital 181: ssp.rs.gov.br/denuncia-digital
– WhatsApp (Polícia Civil): (51) 98444.0606
– Escuta Lilás: 0800.541.0803

Inspirada em modelo adotado por diversas instituições de segurança do país, a campanha foi produzida pela Coordenadoria de Comunicação da SSP, com apoio da Secretaria de Comunicação (Secom), sem qualquer custo para o Estado. A ação é composta por seis cards e dois vídeos curtos, em arquivos pequenos para facilitar o download, disponibilizados em todas as redes sociais da SSP e do Governo do Estado.

Os vídeos, criados com foco especial no compartilhamento via WhatsApp, foram propositalmente produzidos sem som. Esse formato possibilita que sejam assistidos a qualquer momento, evitando o constrangimento de mulheres que se sintam de alguma maneira ameaçadas nesse momento de quarentena doméstica em razão da Covid-19. Além disso, a ausência de áudio nos vídeos instiga a reflexão sobre a urgência de romper o silêncio diante de crimes de violência contra a mulher. O primeiro vídeo foi divulgado ainda na sexta-feira com a proposta de compartilhamento orgânico pelos cidadãos. Nesta segunda-feira (25/5), a campanha entra na fase de divulgação ativa nas contas oficiais da secretaria e do governo nas redes.

 

Rompa o Silêncio – Denuncie a Violência Contra a Mulher

O vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, ressalta a importância de comunicar às autoridades logo no início das situações de abuso ou agressão, o que permite a adoção de medidas preventivas contra o agravamento do quadro. “São muito raros os casos em que o feminicídio é resultado da primeira agressão. Em geral, as mortes por motivação de gênero são o ponto final de um longo ciclo de violência que, quanto antes for rompido, tem mais chances de preservar as vítimas”, explica Ranolfo.

Em abril, o número de feminicídios no RS teve alta de 66% – foram 10 casos, quatro a mais do que no mesmo mês do ano passado. A análise realizada pelo Observatório da Segurança Pública e o Departamento de Inteligência da SSP revelou que nenhuma das 10 vítimas tinha qualquer registro de ocorrência anterior contra seus agressores. Na maioria dos inquéritos, porém, familiares e amigos relataram ter conhecimento de comportamentos abusivos na relação entre vítimas e agressores que tinham ligação íntima. “O ato de fazer a denúncia salva vidas. Nesse período de maior recolhimento domiciliar em razão da Covid-19, é ainda mais fundamental que as mulheres contem com a ajuda de amigos, familiares, vizinhos e mesmo desconhecidos que percebam alguma situação suspeita. Não hesitem. Nossas forças de segurança estão prontas para ajudar”, acrescentou o vice-governador.

Todas as peças da campanha trazem números dos principais canais de denúncia, que atendem 24 horas por dia, de forma gratuita e totalmente anônima. As informações aparecem em cartazes apresentados por mulheres que representam as instituições da SSP com atuação no combate a crimes violentos. Participam a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, a chefe do Estado Maior da Brigada Militar, coronel Cristine Rasbold, a diretora-geral do Instituto-Geral de Perícias (IGP), perita criminal Heloísa Küser, a diretora da Divisão de Proteção à Mulher (DIPAM) do Departamento de Proteção à Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, delegada Tatiana Bastos, a capitã Isabele Evers, do Comando de Policiamento da Capital (CPC) da BM, e a soldado Natascha Fonseca, da Assessoria Jurídica do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS).

*Ascom/SSP RS

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