Plano Rio 2016 garante utilização de espaços construídos após os Jogos Olímpicos

A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou ontem (29) um projeto de legado para a população do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e do Parque Radical, em Deodoro, ambos na zona oeste da cidade, depois dos Jogos Olímpicos de 2016. Na Barra, o local deve se tornar um amplo complexo esportivo e educacional, enquanto as instalações de Deodoro estão previstas para ser um parque aberto ao público após os Jogos.

O secretário de governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho, garantiu que os equipamentos a serem utilizados em 2016 ficarão para uso da população nos anos seguintes: “Essa será a Olimpíada do legado. Nós fizemos uma série de planos para não deixar elefantes brancos na cidade, como ocorreu em Atlanta, com o centro de tênis, e em Pequim, com a instalação de canoagens de Slalom, que ficou inutilizada. Pretendemos fazer parcerias público-privadas para garantir que os espaços onde vão acontecer os jogos não fiquem sem usar, mas sirvam como legado para os cariocas”, disse.

Parte do parque da Barra foi feita seguindo o conceito de “arquitetura nômade”, ou seja, após os jogos, as estruturas de uma das arenas serão desmontadas, e posteriormente reutilizadas na construção de quatro escolas públicas, duas em Jacarepaguá, na zona oeste, uma em São Cristóvão, na zona norte, e uma em local ainda não decidido. As estruturas do Estádio Aquático também serão desmontadas para dar origem a dois centros voltados à natação.

O restante dos equipamentos na Barra será permanente e a ideia é transformar o local em uma área voltada para o esporte de alto rendimento e para projetos sociais. O espaço poderá ser utilizado também para shows e eventos, que vão gerar renda e ajudar a manter o parque.

Em Deodoro, a previsão é tornar o parque aberto à população, atendendo a cerca de 1,5 milhão de pessoas de dez bairros e três municípios vizinhos. Segundo Pedro Paulo, o local será de “grande utilidade para os moradores, principalmente os jovens, que têm poucas opções de áreas de lazer”.

De acordo com o secretário, ainda não há o orçamento estimado para as  mudanças. O valor do montante ainda está sendo estudado e deverá ser divulgado no segundo semestre deste ano. Já a licitação para a escolha das empresas que farão a parceria com a prefeitura deve ser feita no início de 2016.

O diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, acompanhou a apresentação do projeto e disse que o plano de legado da Prefeitura, se executado, será um “presente” para a comunidade esportiva. “Visitamos 38 parques olímpicos em vários países e o do Rio será o único a ter uma escola funcionando dentro dele. É um projeto que une o esporte de alto rendimento a projetos sociais e educação. O COB apoia totalmente essa ideia”, declarou Freire.

Agência Brasil

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