Fato ou fake: vídeo de supostos cientistas da Pfizer afirmando que a imunidade gerada naturalmente é melhor que a promovida pela vacinação é falsa

Circula pelo WhatsApp um vídeo de supostos cientistas da Pfizer afirmando que a imunidade gerada naturalmente pela doença é melhor que a promovida pela vacinação. A informação foi analisada pela Lupa e é insustentável. Existem pontos ainda não esclarecidos pela comunidade científica com relação às diferenças entre a imunidade natural, produzida pela Covid-19, e a induzida pela vacinação.
Estudos apontam para um risco de infecção consideravelmente maior entre aqueles que já tiveram a doença e não buscaram a imunização. No entanto, é equivocada a ideia de que a imunidade natural é “melhor”, já que ignora a necessidade de se sobreviver a uma doença que pode levar à hospitalização, sequelas e até mesmo à morte. Além disso, um dos funcionários mostrados no vídeo começou a trabalhar na Pfizer em agosto de 2021 e não está “diretamente envolvido” na produção do imunizante da empresa.
Em um relatório publicado em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu evidências de que a infecção natural pode gerar “uma proteção semelhante à da vacina”, mas reforçou que a duração dessa imunidade e a proteção contra reinfecções ainda precisam ser mais bem esclarecidas. A orientação da entidade é para que as pessoas que já tiveram Covid-19 também busquem a vacinação. A mesma recomendação é feita pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos e pelo Ministério da Saúde brasileiro.
Estudos recentes feitos nos Estados Unidos demonstram que pessoas recuperadas da doença e não vacinadas têm mais chances de contraírem novamente a Covid-19 do que as pessoas totalmente imunizadas.
Portanto, não há provas de que a imunidade gerada pela infecção é melhor do que a da vacina.

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