
Lula faz discurso no 7 de Setembro:” ‘O povo não quer revólver. Quer comida’
Há 10 anos longe da cadeira de chefe de Estado, o ex-presidente Lula, para marcar o Dia da Independência, fez nesta segunda-feira (7) um longo e contundente discurso, em um tom típico de estadista.
No pronunciamento de mais de 23 minutos, o ex-presidente lamentou as mortes causadas pela pandemia do coronavírus, falou sobre a responsabilidade do governo Bolsonaro na tragédia que o país vive, denunciou o desmonte da soberania nacional e do meio ambiente e ainda apontou caminhos para que o Brasil volte a se desenvolver após a pandemia.
“Cada um desses mortos que o governo federal trata com desdém tinha nome, sobrenome, endereço. Tinha pai, mãe, irmão, filho, marido, esposa, amigos. Dói saber que dezenas de milhares de brasileiras e brasileiros não puderam se despedir de seus entes queridos. Eu sei o que é essa dor. Teria sido possível, sim, evitar tantas mortes”, afirmou, denunciando ainda que o dinheiro que poderia ser usado para o combate ao vírus foi utilizado pelo governo para pagar juros ao sistema financeiro.
Em outro ponto de seu pronunciamento, Lula falou sobre o desmonte da soberania nacional que vem sendo encampado pelo governo Bolsonaro e que, segundo ele, é um crime de lesa-pátria.
“Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário disso é dependência, servidão, submissão”, disse. “O governo atual subordina o Brasil aos Estados Unidos de maneira humilhante, e submete nossos soldados e nossos diplomatas a situações vexatórias. E ainda ameaça envolver o país em aventuras militares contra nossos vizinhos, contrariando a própria Constituição, para atender os interesses econômicos e estratégico-militares norte-americanos”, completou o ex-presidente.
Entre outros assuntos, Lula falou também sobre os planos do governo para privatizar estatais, como a Caixa e o Banco do Brasil, a venda de ativos do Pré-Sal e a entrega da Embraer.
Ouça:
Fonte: Revista Fórum

Leave a Reply