RS tenta antecipar vacinação de professores, prevista atualmente para a 4ª fase

No dia 14 de dezembro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) solicitou aos governos que priorizem os professores no acesso às vacinas contra a covid-19, defendendo que estes profissionais devem ser tratados como trabalhadores da “linha de frente”. Em chamada de vídeo, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulayl, destacou que, no momento que as escolas e outros centros educacionais foram fechados para evitar a propagação do coronavírus, os docentes e trabalhadores da educação permaneceram atuando.

Helenir Aguiar Schurer, presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) afirma que, tendo em vista o plano de volta presencial do ano letivo em 2021 no Estado, a vacinação para a categoria precisa ser urgente. “Tanto o Melo quanto o Eduardo Leite querem que retornem às aulas presenciais em março, por isso nós estamos questionando e pressionando o governo para que todos os trabalhadores em educação sejam vacinados como prioridade”, diz. “A pandemia continua forte, continua assustando, continua contagiando e nós não podemos iniciar o ano letivo sem essa garantia, é importante a vacinação de todos e todas”, completa.

O plano nacional de imunização contra a Covid-19 no Brasil prevê que os professores estão na fase quatro de vacinação, a última antes da população em geral. O documento apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 11 de dezembro examina a disponibilização de 108,3 milhões de doses para mais de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários, divididos em quatro fases.

Na primeira, a previsão é a vacinação de trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Na segunda, pessoas de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras). Na quarta, professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

O governador Eduardo Leite afirmou que o Estado está considerando a antecipação da imunização dos professores. “A prioridade de vacinação, além dos profissionais de saúde, é para indígenas e idosos abrigados em asilos e com mais de 75 anos. Também pretendemos antecipar a imunização dos profissionais de educação. Queremos o quanto antes voltar às aulas de forma presencial”, disse.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, destacou que os professores e funcionários de escolas fazem parte do grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus e que o Estado já formalizou ao Ministério da Saúde um pedido de inclusão dos professores em fases anteriores da vacinação.

“O Estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Assembleia Legislativa, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems) e Ministério Público do Estado, por meio do Centro de Orientação Escolar, fez uma solicitação ao Ministério da Saúde para antecipar, no calendário de vacinação, a inclusão dos professores”, afirma.

Até o momento, a Secretaria de Saúde não obteve retorno objetivo sobre o assunto, mas o governo do Estado diz que segue lutando para viabilizar a inclusão dos trabalhadores da educação. “Essa é uma forma de protegê-los para o início do ano letivo com segurança, protegendo também as crianças e adolescentes”, completa.

*Sul 21

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


CAPTCHA Image[ Atualizar Imagem ]