Em Brasília, Marcha das Margaridas conta com representantes da região

Três meses antes de ser assassinada na porta de casa, na frente do marido e do filho pequeno, a líder sindical paraibana Margarida Maria Alves disse, em um discurso de comemoração pelo 1° de maio (Dia do Trabalhador), que era melhor morrer na luta do que morrer de fome. Trinta e dois anos depois de sua morte, as palavras de Margarida ainda ecoam entre as mulheres trabalhadoras rurais e dão força para a luta diária por representatividade e melhores condições de trabalho e de vida no campo.

Durante o dia e ontem, 11 e hoje, 12, ocorre em Brasília, a 5ª Marcha das Margaridas. Coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e por 11 entidades parceiras, mais de 70 mil pessoas de todo o Brasil estão participando do evento.

Entre os objetivos da marcha estão fortalecer e ampliar a organização, mobilização e formação sindical e feminista das mulheres trabalhadoras rurais, dar visibilidade à contribuição econômica, política e social das mulheres do campo e apresentar uma crítica ao modelo de desenvolvimento hegemônico a partir de uma perspectiva feminista.

A nossa região também estará representada no evento. Um ônibus de 40 mulheres de 23 municípios da nossa região irá participar da marcha deste ano.

Neides Ferigollo, que coordena o projeto da Cresol Mulheres que Cooperam, falou com a Rádio Comunitária sobre a Marcha das Margaridas:

O nome e dia da marcha é em homenagem a Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Alagoa Grande, na Paraíba. Durante sua vida, lutou pelos direitos trabalhistas dos agricultores, mas acabou assassinada no dia 12 de agosto por um latifundiário que se viu ameaçado pelas suas reinvindicações.

Durante a tarde de hoje, a Presidente Dilma Roussef vai a concentração da marcha, no Estádio Nacional Mané Garrincha, para ouvir as reivindicações das trabalhadoras. Maria Ana Borges, agricultora do Maranhão, assim como muitas outras margaridas que estão no evento, comenta que a vida no campo não é fácil:

O Ex-presidente Lula compareceu a abertura da marcha e defendeu o direito a livre manifestação:

Além das trabalhadoras do campo e da floresta, que caracterizam a Marcha das Margaridas, a caminhada de cerca de cinco quilômetros deve atrair Marias, Franciscas e Anas de outros movimentos sociais.

Agência Brasil 

 

 

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