
Tainá Faligurski é homenageada na 3ª edição do Troféu Visibilidade Trans
O evento celebra a trajetória das pessoas trans na luta diária pela visibilidade e inclusão
Na noite desta quinta-feira (29), o Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, realizou no Teatro Túlio Piva, em Porto Alegre, a 3ª edição do Troféu Visibilidade Trans. O evento homenageou 44 pessoas trans que se destacaram no ano de 2025. Entre elas, a Frederiquense Tainá Faligurski foi premiada no evento.
A entrega do troféu tem como objetivo homenagear pessoas trans que promovem a visibilidade LGBTQIAPN+ e atuam na garantia de direitos no Estado.
Presidente da Associação da Diversidade da Região do Médio Alto Uruguai, Tainá atua na defesa da visibilidade trans, com o propósito de promover igualdade, inclusão e respeito na comunidade. “Defender a diversidade deixa de ser apenas uma pauta identitária e se afirma como uma defesa inegociável da democracia e dos direitos humanos,” afirma.
Sua trajetória foi marcada por desafios, especialmente por ter crescido no interior, onde haviam poucas informações, referências e espaços de diálogo sobre identidade de gênero. Mesmo assim, desde criança sempre expressou quem era. “Com o passar do tempo e o acesso à informação, pude compreender melhor esses sentimentos e me reconhecer como mulher trans. Nunca me identifiquei como menino, apenas ainda não tinha as palavras e o apoio necessários para nomear quem eu sempre fui,” comenta.
Tainá afirma que os desafios enfrentados pela comunidade trans muitas vezes são invisibilizados ou negados. Segundo ela, as oportunidades são poucas e a discriminação dificulta a vivência e a inclusão na sociedade.
O evento promovido pelo Governo do Estado marca a valorização da atuação cotidiana das pessoas trans, que enfrentam a discriminação e acolhem aquelas ainda em processo de reconhecimento de identidade de gênero.
O recebimento do Troféu Visibilidade Trans 2026 Marcelly Malta reconhece a persistência que as pessoas trans vivem diante do estigma e possibilita que outras se espelhem a continuar nessa causa. “Que não desistam de se reconhecer como seres pertencentes a esta sociedade, ainda que muitas vezes marcada pela hipocrisia e pela exclusão,” declara Tainá.
Escrito por Maria Caroline Faé Signori – Rádio Comunitária