Mais uma Assembleia do Sindicato dos Servidores Municipais de Frederico Westphalen foi realizada na noite desta segunda-feira, dia 22. Em pauta estava a deflagração da greve geral.
A Administração Municipal apresentou uma nova proposta ao Sindicato no final do dia. Na proposta, permanece os 8% de reajuste, parcelados em quatro vezes, sendo 3% já no mês de fevereiro, 2% em março, 1,5% em setembro e outro 1,5% em dezembro. A mudança está no aumento de R$20 do cartão alimentação para os servidores dos padrões 1, 2 e 3.
Em uma reunião democrática, diversos servidores manifestaram sua opinião sobre a nova proposta e a deflagração da greve. Para decidir os rumos da categoria, foi realizada votações em que todos os servidores tiveram o direito de participar. A nova proposta da administração foi rejeitado por 52 votos a 3. Partiu-se então para a votação sobre a greve. Houve 1 abstenção, 4 votos contrários e, em decisão da maioria, 51 servidores presentes optaram pela greve. É a primeira greve dos servidores municipais na história do município.
O presidente da Câmara, Lídio Signori, em conversa com os demais vereadores presentes, sugeriu não conceder aumento aos vereadores neste ano e buscar antecipar parte do orçamento da Câmara para destinar ao reajuste dos servidores.
Na manhã desta terça-feira Lídio se reuniu com o Secretário de Administração, Eduardo Milani, a fim de discutir uma alternativa. O projeto de reajuste não foi protocolado na Câmara até o momento.
Ivonei Fão, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Frederico Westphalen, fala que o próximo passo é organizar um cronograma de ações da greve:
Se o projeto de reajuste apresentado pela administração for aprovado pela Câmara, os servidores decidirão em nova Assembleia se a greve continuará. Uma possibilidade é manter a mobilização pautando o aumento do valor do cartão alimentação, uma das reivindicações da categoria.
A assessoria jurídica do Sindicato reforça que a greve ocorrerá dentro da legalidade.
O Prefeito, Roberto Felin Junior, diz que fará o possível para que a população não sinta o impacto da greve e que, se necessário, buscará o serviço terceirizado.
Eduarda Wilhelm