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Histórias que não podem ser esquecidas.

Por Maria Eduarda Souza da Silva Cardomingo

O livro-reportagem do jornalista Eduardo Reina, intitulado Cativeiro sem fim, é uma obra que trata da história de bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil. Publicado em 2019 e produzido com técnicas do que é chamado, pelo próprio autor, de jornalismo de redescoberta, o livro traz relatos de vítimas que tentaram ser apagadas da memória histórica do país.

A ditadura militar brasileira se caracteriza pela quebra dos direitos humanos e por ferir a democracia. Caça a oposição, guerrilhas, torturas, mortes, sequestros. A quantidade de horrores desses 20 anos, apesar de ser estudada de tantas formas, continua com muitas lacunas a serem preenchidas. Um assunto de extrema relevância e que ninguém discute, sequestros que muitos brasileiros nunca ouviram falar, essa foi uma das brechas que a obra tentou responder. O livro conta com um incrível processo de pesquisa e uma impressionante quantidade de informações e fontes. É inquestionável a profundidade com que o assunto foi tratado, o comprometimento em saber mais.

No entanto, tão importante quanto fazer uma grande pesquisa, é saber selecionar o que e como cada detalhe entra na obra, caso contrário a leitura se torna cansativa e difícil. O gênero literário narrativo se divide em cinco elementos: enredo, personagens, tempo, espaço e narrador. O enredo da obra, com uma história importante e que merece ser contada, tem um encadeamento de fatos confuso como consequência da maneira como aparecem os outros elementos. Apresenta uma extensa lista de personagens, que têm a suas histórias entrelaçadas, mas da forma como foi contado torna tudo um emaranhado de pessoas. A passagem do tempo, sempre intercalando entre passado e presente, não tem uma marcação definida, assim como a mudança entre os espaços psicológico e físico.

Partindo para o último elemento, segundo Andréia Couto (2017), um narrador em primeira pessoa, sendo ele um protagonista ou testemunha, várias vezes se coloca no texto como “eu”. Já na narrativa em terceira pessoa, o narrador fica responsável por relatar aquilo que a ele foi contado. Para Couto (2017), narrar em terceira pessoa, em um livro-reportagem com perspectiva histórica, é imprescindível para a construção de um narrador neutro. Mas essa neutralidade não causaria um distanciamento entre o leitor e a história? Todo trauma passado pelas crianças sequestradas é um tópico de grande sensibilidade, mas ao contrário do que se é esperado, a forma como o narrador relata tudo é de certa frieza. A obra oscila entre narrações em primeira e terceira pessoa, mas nem mesmo essa troca foi capaz de causar sensação de aproximação com as histórias. A falta de um relato mais emocional implica na falta de envolvimento de quem lê, na dificuldade da construção dessa relação leitor e acontecimento.

Um exemplo dessas observações pode ser visto no sétimo capítulo do livro de Reina (2019) “ Lia Cecília”, onde a história da personagem só começa a ser contada 7 páginas após o começo do capítulo e o tempo não é passado de maneira linear. Em alguns momentos, lê-se sobre o passado de Lia e em outros já se está falando do presente, mas essa troca não fica clara. A quantidade de personagens inseridos e a forma como são apresentados é confusa, o desencadeamento de todo o enredo é nebuloso. Além disso, a narração em terceira pessoa traz seu toque de impessoalidade e até mesmo insensibilidade.

Outro ponto importante é a falta de desfecho para as personagens e isso se dá pelo fato de que, realmente, não acabou. A escolha do título da obra foi perfeita: o sequestro pode ter acabado, mas o que o acontecimento causou na vida dessas vítimas é permanente. Como o caso de Lia, onde é dito que ela se formou em gestão de recursos humanos e mora no Rio de Janeiro, mas ainda não descobriu quem é sua mãe biológica (REINA, 2019). Mesmo que essas pessoas tenham seguido com suas vidas e superado muitos desafios, alguns nunca serão resolvidos. O cativeiro de fato nunca terá um fim e, por isso, essas histórias precisam ser contadas.

Eduardo Reina foi sucinto na escolha da pauta para seu livro-reportagem: a curiosidade sobre como e por qual motivo essas coisas aconteceram, a curiosidade sobre quem foi afetado com isso e como essas vítimas estão agora. Estas e muitas outras motivações trouxeram à tona respostas para lacunas que nem mesmo sabíamos que existiam. E ainda mais importante que as respostas que o livro trouxe, as perguntas que foram deixadas são a garantia de que essas histórias não serão esquecidas. Apesar da narrativa confusa, a leitura cansativa e a frieza do narrador, a obra é importante para todos aqueles que querem saber mais sobre os horrores da ditadura.

REFERÊNCIAS:
COUTO, Andréia. O Foco Narrativo. In: COUTO, Andréia. Livro-reportagem: Guia
prático para profissionais e estudantes de jornalismo. Campinas: Alínea, 2017,
p. 108- 115.

REINA, Eduardo. Cativeiro sem fim: As histórias dos bebês, crianças e
adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil. São Paulo: Alameda,
2019.

Tags: opinião
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