{"id":71666,"date":"2026-02-04T10:43:29","date_gmt":"2026-02-04T12:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=71666"},"modified":"2026-02-04T10:43:29","modified_gmt":"2026-02-04T12:43:29","slug":"ufsm-tem-papel-central-no-avanco-da-acacia-negra-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/ufsm-tem-papel-central-no-avanco-da-acacia-negra-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"UFSM tem papel central no avan\u00e7o da ac\u00e1cia-negra no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><em>Trabalho de pesquisadores da Universidade nos \u00faltimos 10 anos tem sido essencial para a cultura<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A UFSM tem desempenhado um papel estrat\u00e9gico no desenvolvimento da ac\u00e1cia-negra no Rio Grande do Sul, por meio de pesquisas aplicadas e da coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de programas de melhoramento gen\u00e9tico da esp\u00e9cie. Nos \u00faltimos 10 anos, uma parceria em melhoramento gen\u00e9tico entre o N\u00facleo de Melhoramento e Propaga\u00e7\u00e3o Vegetativa de Plantas (MPVP), do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ci\u00eancias Rurais (CCR), e a empresa Seta S\/A Extrativa Tanino de Ac\u00e1cia tem reafirmado a atua\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da UFSM na gera\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, na sele\u00e7\u00e3o de materiais gen\u00e9ticos superiores e na adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie \u00e0s condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas do territ\u00f3rio ga\u00facho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Recentemente, o coordenador do projeto, Dilson A. Bisognin, professor do Departamento de Fitotecnia, entregou \u00e0 Seta um relat\u00f3rio dos principais avan\u00e7os com pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica alcan\u00e7ados nos \u00faltimos 10 anos de parceria. A Seta \u00e9 parceira da UFSM e vem financiando as pesquisas com melhoramento gen\u00e9tico de ac\u00e1cia-negra desde 2015, tendo como base plantas introduzidas da Austr\u00e1lia, que \u00e9 o centro de origem e diversifica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. A \u00e1rea experimental da empresa fica em Encruzilhada do Sul.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o professor, fica muito claro que os trabalhos conduzidos com participa\u00e7\u00e3o da Universidade permitiram avan\u00e7os significativos em produtividade, uniformidade dos plantios e qualidade da madeira e do tanino. A atua\u00e7\u00e3o da UFSM envolve desde a pesquisa b\u00e1sica at\u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica no campo, conectando ci\u00eancia, setor produtivo e produtores rurais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m dos ganhos econ\u00f4micos, o estudo ressalta a contribui\u00e7\u00e3o da UFSM na promo\u00e7\u00e3o de manejo florestal sustent\u00e1vel, com foco na conserva\u00e7\u00e3o do solo, no uso racional dos recursos naturais e na longevidade dos plantios. Esse conjunto de a\u00e7\u00f5es fortalece a competitividade da cadeia produtiva da ac\u00e1cia-negra e amplia seus impactos sociais e ambientais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dessa forma, com forte presen\u00e7a na pesquisa florestal e hist\u00f3rico de colabora\u00e7\u00e3o com o setor produtivo, a UFSM consolida-se como uma das principais institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico da ac\u00e1cia-negra no Rio Grande do Sul, refor\u00e7ando o papel da ci\u00eancia no desenvolvimento regional.<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: large;\">Banco Ativo de Germoplasma<\/span><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Um resultado importante do trabalho conduzido pela UFSM nos \u00faltimos 10 anos foi a estrutura\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do banco ativo de germoplasma (BAG) com as sementes das plantas selecionadas e que est\u00e3o sendo utilizadas para compor a variabilidade gen\u00e9tica do programa. Essas sementes, que representam todas as prog\u00eanies das plantas mais bem adaptadas que foram introduzidas da Austr\u00e1lia, necessitam ser conservadas para avalia\u00e7\u00e3o e cont\u00ednua utiliza\u00e7\u00e3o no melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c\u00c9 a variabilidade gen\u00e9tica que possibilita selecionar plantas cada vez mais adaptadas, com caracter\u00edsticas superiores, como resist\u00eancia a pragas e doen\u00e7as, e de maior produtividade e qualidade da madeira e do tanino\u201d, explica Dilson. Assim, o BAG \u00e9 crucial para o melhoramento gen\u00e9tico, estabelecimento de \u00e1reas demonstrativas e de novos pomares de sementes melhoradas para a produ\u00e7\u00e3o das mudas que s\u00e3o fornecidas para os produtores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Reunindo materiais gen\u00e9ticos de diferentes origens, o banco formou uma base diversificada que permitiu a realiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de avalia\u00e7\u00f5es, sele\u00e7\u00f5es e intercruzamentos planejados, essencial para os avan\u00e7os obtidos e para sustentar o cont\u00ednuo progresso gen\u00e9tico. Durante esse per\u00edodo, o BAG garantiu a conserva\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico utilizado nas pesquisas, assegurando continuidade, seguran\u00e7a cient\u00edfica e suporte \u00e0s decis\u00f5es t\u00e9cnicas do programa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mais do que um reposit\u00f3rio de variabilidade gen\u00e9tica, o BAG \u00e9 um ativo estrat\u00e9gico constru\u00eddo ao longo de uma d\u00e9cada, fundamental para a evolu\u00e7\u00e3o do melhoramento gen\u00e9tico e para a sustentabilidade das a\u00e7\u00f5es futuras. A estrutura\u00e7\u00e3o de um BAG caracterizado possibilita estrat\u00e9gias mais assertivas de melhoramento gen\u00e9tico que maximizam o aumento de produtividade e qualidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo Dilson, o aumento de qualidade da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos enfoques mais importantes para os pr\u00f3ximos cinco anos de atividades dessa parceria consolidada entre a UFSM e a Seta.&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: large;\">Import\u00e2ncia econ\u00f4mica, social e ambiental<br \/>\n<\/span><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A ac\u00e1cia-negra (<em>Acacia mearnsii<\/em>) \u00e9 uma das principais esp\u00e9cies florestais cultivadas no Rio Grande do Sul, com grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica, ambiental e social. O estado concentra praticamente toda a produ\u00e7\u00e3o nacional da esp\u00e9cie, especialmente na regi\u00e3o Sul e Centro-Sul, onde as condi\u00e7\u00f5es de clima e solo s\u00e3o favor\u00e1veis. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Empresas Florestais, os plantios de ac\u00e1cia-negra ocupam cerca de 67 mil hectares de \u00e1rea, distribu\u00edda em 120 munic\u00edpios do estado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A ac\u00e1cia-negra \u00e9 amplamente utilizada na extra\u00e7\u00e3o de tanino e na produ\u00e7\u00e3o de madeira, para fins energ\u00e9ticos e industriais. A esp\u00e9cie \u00e9 uma fonte de renda muito importante para pequenos e m\u00e9dios produtores rurais. Tem papel estrat\u00e9gico na cadeia florestal ga\u00facha, integrando sistemas produtivos e promovendo desenvolvimento regional. \u201cAs parcerias e investimentos cont\u00ednuos em pesquisa, melhoramento gen\u00e9tico e manejo sustent\u00e1vel s\u00e3o fundamentais para manter a competitividade da cadeia produtiva e ampliar seus benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais no estado\u201d, destaca Dilson.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m do papel econ\u00f4mico, a ac\u00e1cia-negra tem relev\u00e2ncia ambiental importante no Rio Grande do Sul, especialmente quando manejada de forma adequada. A esp\u00e9cie \u00e9 reconhecida por sua capacidade de prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o do solo, sendo frequentemente utilizada em \u00e1reas degradadas ou suscet\u00edveis \u00e0 eros\u00e3o. Al\u00e9m disso, contribui para a fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio, melhorando a fertilidade do solo e favorecendo sistemas produtivos mais equilibrados. Sua r\u00e1pida cobertura vegetal auxilia na redu\u00e7\u00e3o do impacto das chuvas sobre o solo, diminuindo perdas por eros\u00e3o e assoreamento de cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 o papel da cultura na captura de carbono, colaborando para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Os plantios florestais de ac\u00e1cia-negra funcionam como reservat\u00f3rios tempor\u00e1rios de carbono, especialmente quando integrados a pr\u00e1ticas de manejo sustent\u00e1vel e rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/p>\n<p>Estudos tamb\u00e9m apontam que, dentro de sistemas bem planejados, a esp\u00e9cie pode contribuir para a estabilidade ambiental das propriedades rurais, conciliando produ\u00e7\u00e3o florestal com conserva\u00e7\u00e3o. Especialistas refor\u00e7am, no entanto, que o uso da ac\u00e1cia-negra deve sempre estar associado a planejamento t\u00e9cnico, evitando impactos negativos e garantindo equil\u00edbrio com a vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho de pesquisadores da Universidade nos \u00faltimos 10 anos tem sido essencial para a cultura A UFSM tem desempenhado um papel estrat\u00e9gico no desenvolvimento da ac\u00e1cia-negra no Rio Grande do&#8230;<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":71667,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28,33],"tags":[],"class_list":["post-71666","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71666"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71666\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}