{"id":69915,"date":"2025-05-06T12:08:04","date_gmt":"2025-05-06T14:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=69915"},"modified":"2025-05-06T12:08:04","modified_gmt":"2025-05-06T14:08:04","slug":"exportacoes-do-rs-atingem-us-47-bilhoes-no-primeiro-trimestre-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/exportacoes-do-rs-atingem-us-47-bilhoes-no-primeiro-trimestre-de-2025\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es do RS atingem US$ 4,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2025"},"content":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul atingiram US$ 4,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2025, valor 10,9% superior ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado. O crescimento equivale a US$ 462,4 milh\u00f5es em termos absolutos. Com o avan\u00e7o, o total exportado pelo Estado de janeiro a mar\u00e7o de 2025 representa, em termos nominais, o terceiro maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1997.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (6\/5) pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica, vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (DEE\/SPGG). O estudo, realizado pelos pesquisadores Ricardo Le\u00e3es e Fl\u00e1via Barbosa, aponta que o crescimento das vendas contrasta com a queda m\u00e9dia de 5,1% de todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>Ainda que o Rio Grande do Sul siga na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o entre os Estados exportadores (atr\u00e1s de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paran\u00e1 e Par\u00e1), sua participa\u00e7\u00e3o relativa saltou de 5,5% para 6,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Os principais produtos exportados pelo RS nos tr\u00eas primeiros meses de 2025 foram: fumo n\u00e3o manufaturado (US$ 602,8 milh\u00f5es), cereais (US$ 573,4 milh\u00f5es), carne de frango (US$ 340,9 milh\u00f5es), farelo de soja (US$ 271 milh\u00f5es), celulose (US$ 267,0 milh\u00f5es) e soja em gr\u00e3o (US$ 242,3 milh\u00f5es).<\/p>\n<h4>Destaques<\/h4>\n<p>No primeiro trimestre de 2025, os produtos que apresentaram os maiores crescimentos absolutos nas exporta\u00e7\u00f5es do Estado foram soja em gr\u00e3o (mais US$ 103,5 milh\u00f5es; crescimento de 74,5%), cereais (mais US$ 93 milh\u00f5es; 19,4%), celulose (mais US$ 41,4 milh\u00f5es; 18,4%), carne de frango (mais US$ 38,0 milh\u00f5es; 12,5%) e carne su\u00edna (mais US$ 33,2 milh\u00f5es; 27,7%).&nbsp;<\/p>\n<p>Em contrapartida, farelo de soja (menos US$ 34,6 milh\u00f5es; -11,3%), madeiras em bruto e manufaturas de madeira (menos US$ 31,2 milh\u00f5es; -28,9%) e colheitadeiras (menos US$ 15,3 milh\u00f5es; -40,4%) foram as tr\u00eas mercadorias com as maiores quedas nas exporta\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Principais destinos<\/p>\n<p>Entre janeiro e mar\u00e7o de 2025, o RS exportou para 188 destinos. Mais uma vez, a China manteve-se como a principal compradora, com o percentual de 15% das vendas. Uni\u00e3o Europeia (11,1%), Estados Unidos (9,9%), Argentina (7%), Vietn\u00e3 (5,6%), Indon\u00e9sia (3,5%), Ar\u00e1bia Saudita (3,4%) e M\u00e9xico (2,9%) completam o ranking. Os pa\u00edses que mais contribu\u00edram para a queda geral das vendas foram Filipinas, Uni\u00e3o Europeia, Jap\u00e3o e Tail\u00e2ndia.&nbsp;<\/p>\n<h4>Conjuntura<\/h4>\n<p>De acordo com o estudo elaborado pelo DEE, a miss\u00e3o oficial do governo brasileiro para Jap\u00e3o e Vietn\u00e3, realizada em mar\u00e7o deste ano, dever\u00e1 trazer consequ\u00eancias positivas para as exporta\u00e7\u00f5es do RS. \u201cO governo brasileiro concluiu mais de 80 acordos de coopera\u00e7\u00e3o com japoneses e vietnamitas, com a perspectiva de estreitar v\u00ednculos econ\u00f4micos e comerciais\u201d, explica Le\u00e3es no documento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as medidas assinadas, destaca-se a autoriza\u00e7\u00e3o para que o Brasil exporte at\u00e9 300 mil toneladas de carne bovina para o Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>\u2014 A participa\u00e7\u00e3o relativa do pa\u00eds asi\u00e1tico nas exporta\u00e7\u00f5es ga\u00fachas, entre 2018 e 2024, subiu de 0,8% para 3%, tornando-o o sexto principal importador de produtos do Rio Grande do Sul \u2014 destaca o pesquisador.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Argentina, as exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds vizinho voltaram a crescer a partir de julho de 2024, com altas mensais em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Entretanto, interven\u00e7\u00f5es recentes na economia argentina indicam um cen\u00e1rio desafiador para a manuten\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia positiva.&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014 Assim como a valoriza\u00e7\u00e3o cambial de 2024 provocou uma eleva\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es argentinas de produtos ga\u00fachos, pode-se esperar que a prov\u00e1vel desvaloriza\u00e7\u00e3o atue em sentido contr\u00e1rio \u2014 aponta Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>A perspectiva, se confirmada, afetaria principalmente os setores de autope\u00e7as, cal\u00e7ados, produtos qu\u00edmicos, fumo manufaturado, colheitadeiras e autom\u00f3veis.&nbsp;<\/p>\n<p>Outro desafio para as exporta\u00e7\u00f5es do Estado \u00e9 a guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao Brasil, foi anunciada a tarifa de 10% sobre todas as mercadorias vendidas ao pa\u00eds. Diante do quadro complexo, o Boletim de Exporta\u00e7\u00f5es apresenta tr\u00eas desdobramentos que podem se tornar vi\u00e1veis em m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>O primeiro deles cogita o aumento da exporta\u00e7\u00e3o de produtos ga\u00fachos para os EUA caso as tarifas de outros pa\u00edses sejam maiores do que as brasileiras. O segundo prev\u00ea a eleva\u00e7\u00e3o das vendas para a China em setores nos quais o RS compete com os Estados Unidos. Por fim, \u00e9 poss\u00edvel o crescimento nos pre\u00e7os de commodities exportadas pelo Estado.<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal de Not\u00edcias<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul atingiram US$ 4,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2025, valor 10,9% superior ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado. 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