{"id":68544,"date":"2025-02-07T10:30:37","date_gmt":"2025-02-07T12:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=68544"},"modified":"2025-02-07T10:30:38","modified_gmt":"2025-02-07T12:30:38","slug":"janeiro-de-2025-foi-mais-quente-da-historia-diz-observatorio-copernicus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/janeiro-de-2025-foi-mais-quente-da-historia-diz-observatorio-copernicus\/","title":{"rendered":"Janeiro de 2025 foi mais quente da hist\u00f3ria, diz observat\u00f3rio Copernicus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00eas passado foi o janeiro mais quente j\u00e1 registrado no planeta, anunciou nesta quinta-feira (6) o observat\u00f3rio europeu Copernicus, que destacou que o recorde estabelecido h\u00e1 um ano foi quebrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do fen\u00f4meno &#8216;La Ni\u00f1a&#8217;, que tem um efeito de resfriamento, janeiro de 2025 teve um aumento da temperatura m\u00e9dia de 1,75\u00baC na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas desde o per\u00edodo pr\u00e9-industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recorde coincide com o aumento das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa provocadas pelo ser humano. Os cientistas esperavam que o per\u00edodo excepcional chegasse ao fim ap\u00f3s um fen\u00f4meno de &#8216;El Ni\u00f1o&#8217; quente ter alcan\u00e7ado o ponto m\u00e1ximo em janeiro de 2024 e da mudan\u00e7a gradual das condi\u00e7\u00f5es para &#8216;La Ni\u00f1a&#8217;, que \u00e9 a fase oposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o calor prossegue em n\u00edvel recorde ou quase recorde desde ent\u00e3o, o que gerou um debate entre os cientistas sobre quais outros fatores poderiam estar impulsionando o aquecimento para o extremo superior das expectativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso \u00e9 o que torna um pouco surpreendente&#8230; n\u00e3o estamos vendo o efeito de resfriamento, ou pelo menos um freio tempor\u00e1rio, na temperatura global que esper\u00e1vamos ver&#8221;, disse Julien Nicolas, um cientista do observat\u00f3rio Copernicus, \u00e0 AFP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 de um fen\u00f4meno &#8216;La Ni\u00f1a&#8217; fraco e de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Copernicus, as temperaturas predominantes em partes do Oceano Pac\u00edfico equatorial sugerem &#8220;uma desacelera\u00e7\u00e3o ou estagna\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o para &#8216;La Ni\u00f1a'&#8221;. Os efeitos poderiam desaparecer completamente at\u00e9 mar\u00e7o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Temperatura do oceano<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas passado, o Copernicus afirmou que as temperaturas m\u00e9dias globais de 2023 e 2024 superaram 1,5\u00baC pela primeira vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o representou uma ruptura permanente do objetivo de aquecimento a longo prazo de 1,5\u00baC sob o Acordo do Clima de Paris, mas \u00e9 um sinal claro de que o limite est\u00e1 pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas alertam que cada fra\u00e7\u00e3o de grau de aquecimento acima de 1,5\u00baC aumenta a intensidade e a frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e secas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Copernicus, o gelo marinho do \u00c1rtico atingiu um recorde m\u00ednimo mensal em janeiro, virtualmente empatado com 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, os cientistas n\u00e3o esperam que 2025 siga 2023 e 2024: as previs\u00f5es indicam que ser\u00e1 o terceiro ano mais quente j\u00e1 registrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Copernicus destaca que vai monitorar com aten\u00e7\u00e3o redobrada as temperaturas oce\u00e2nicas durante 2025, em busca de pistas sobre a dire\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 tomada pelo clima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os oceanos s\u00e3o um regulador clim\u00e1tico vital e um sumidouro de carbono. \u00c1guas mais frias podem absorver maiores quantidades de calor da atmosfera, ajudando a reduzir a temperatura do ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A massa de \u00e1gua que cobre dois ter\u00e7os do planeta tamb\u00e9m armazena 90% do calor excessivo capturado pela libera\u00e7\u00e3o humana de gases do efeito estufa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Este calor est\u00e1 destinado a ressurgir periodicamente&#8221;, disse Nicolas. &#8220;Acredito que essa tamb\u00e9m \u00e9 uma das perguntas: Isso \u00e9 o que tem acontecido nos \u00faltimos anos?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As temperaturas da superf\u00edcie do mar foram excepcionalmente quentes em 2023 e 2024. O Copernicus informou que as medi\u00e7\u00f5es de janeiro foram as segundas mais elevadas j\u00e1 registradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso \u00e9 o que \u00e9 um pouco desconcertante: por que permanecem t\u00e3o quentes?&#8221;, questiona Nicolas.<\/p>\n<div id=\"ppBoxFinalMateria\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"pads_intext-173893118588966\" data-premium=\"\" data-adunit=\"CORREIO_DO_POVO_FINAL_MATERIA_01\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"5\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CJaJm_PHsYsDFTpouAQd1og3_w\"><em>Fonte: Correio do Povo<\/em><\/div>\n<div data-premium=\"\" data-adunit=\"CORREIO_DO_POVO_FINAL_MATERIA_01\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"5\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CJaJm_PHsYsDFTpouAQd1og3_w\"><em>Foto: Pedro Piegas<\/em><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/janeiro-de-2025-foi-mais-quente-da-historia-diz-observatorio-copernicus\/image-2-5\/\" rel=\"attachment wp-att-68545\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-68545\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-2.webp\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-2.webp 768w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-2-300x150.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas passado foi o janeiro mais quente j\u00e1 registrado no planeta, anunciou nesta quinta-feira (6) o observat\u00f3rio europeu Copernicus, que destacou que o recorde estabelecido h\u00e1 um ano foi quebrado. Apesar do fen\u00f4meno &#8216;La Ni\u00f1a&#8217;, que tem um efeito de resfriamento, janeiro de 2025 teve um aumento da temperatura m\u00e9dia de 1,75\u00baC na compara\u00e7\u00e3o<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/janeiro-de-2025-foi-mais-quente-da-historia-diz-observatorio-copernicus\/\" title=\"Read More\"> <span class=\"button\">Read More<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":68545,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[47,46,3615,6172,28,33],"tags":[1524,1192],"class_list":["post-68544","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-estado","category-meio-ambiente","category-mundo","category-destaque","category-noticias","tag-calor","tag-rio-grande-do-sul"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68544\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}