{"id":68181,"date":"2025-01-10T16:22:43","date_gmt":"2025-01-10T18:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=68181"},"modified":"2025-01-10T16:22:44","modified_gmt":"2025-01-10T18:22:44","slug":"clima-dolar-e-preco-da-carne-explicam-inflacao-acima-da-meta-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/clima-dolar-e-preco-da-carne-explicam-inflacao-acima-da-meta-em-2024\/","title":{"rendered":"Clima, d\u00f3lar e pre\u00e7o da carne explicam infla\u00e7\u00e3o acima da meta em 2024"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Aumento no pre\u00e7o dos alimentos, notadamente das carnes, impactos do clima e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar s\u00e3o os principais fatores que explicam a&nbsp;infla\u00e7\u00e3o oficial de 2024&nbsp;ter ficado acima do limite m\u00e1ximo da meta estipulada pelo governo.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1626488&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1626488&amp;o=node\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (10) que o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 4,83%, superando o teto da meta e infla\u00e7\u00e3o, de 4,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para apurar o \u00edndice, o IBGE colhe dados de 377 produtos e servi\u00e7os, os chamados subitens, que s\u00e3o distribu\u00eddos em nove grupos. A maior press\u00e3o de alta de pre\u00e7os em 2024 veio do grupo alimentos e bebidas, que subiu 7,69%, o que representa um impacto de 1,63 pontos percentuais (p.p.) no IPCA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa alta \u00e9 a maior desde 2022, quando ficou em 11,64%. \u00c0 \u00e9poca, a explica\u00e7\u00e3o foi o efeito de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, como o&nbsp;<em>La Ni\u00f1a<\/em>&nbsp;(resfriamento das \u00e1guas superficiais de partes central e leste do Pac\u00edfico Equatorial e de mudan\u00e7as na circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica tropical, impactando temperatura e chuva em v\u00e1rias partes do globo) e reflexos da pandemia nas cadeias de produ\u00e7\u00e3o. Em 2023, alimentos e bebidas subiram 1,03%.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Carnes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o comportamento dos produtos pesquisados, o IBGE identifica que a maior press\u00e3o de alta veio do item carnes. Em 2024, os cortes ficaram 20,84% mais caros, o que representa peso de 0,52 p.p. \u00c9 o maior aumento desde 2019, quando subiram (32,4%). Em 2023, o pre\u00e7o das carnes recuou 9,37%.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse encarecimento final de 2024 contrasta com o comportamento dos pre\u00e7os no come\u00e7o do ano, que ca\u00edram. Mas o repique de setembro a dezembro (+23,88%) foi suficiente para o ano fechar com alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa queda do primeiro semestre foi mais que compensada pelas altas\u201d, define o analista do IBGE Andr\u00e9 Almeida. Ele explica que h\u00e1 efeito direto de quest\u00f5es clim\u00e1ticas no comportamento do pre\u00e7o do alimento que vai ao prato do brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente teve uma forte estiagem, ondas de calor, seca em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, o que intensificou os efeitos da entressafra, quando as pastagens ficaram ainda mais restritas\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente teve, por conta do pr\u00f3prio ciclo da pecu\u00e1ria, um menor volume de animais para abates, o que reduz a oferta do produto para o consumidor final e acaba pressionando os pre\u00e7os\u201d, completa a explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar especificamente produtos aliment\u00edcios, o IBGE identificou que as principais altas dentro do item carnes foram o contrafil\u00e9 (20,06%), carne de porco (20,06%), alcatra (21,13%) e costela (21,33%). Esses subitens s\u00f3 perdem para o caf\u00e9 mo\u00eddo (39,60%) e o \u00f3leo de soja (29,21%). Mesmo assim, as carnes influenciam mais o IPCA, pois t\u00eam maior peso na cesta de produtos do brasileiro, segundo metodologia do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA influ\u00eancia do clima est\u00e1 muito ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos alimentos. Se chove muito ou fica muito seco, isso tudo compromete a produ\u00e7\u00e3o\u201d, aponta o gerente da pesquisa, Fernando Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao observar tamb\u00e9m os produtos n\u00e3o aliment\u00edcios, a gasolina \u2013 dona do maior peso na cesta de produtos pesquisada \u2013 subiu 9,71%, representando o impacto mais acentuado em todo o IPCA (representando 0,48 p.p.).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">C\u00e2mbio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Almeida acrescenta que outro fator ajuda a explicar o IPCA fora da meta de 2024: o c\u00e2mbio.&nbsp;Em 2024, o real viu o d\u00f3lar subir 27% em 12 meses, terminando o ano negociado a R$ 6,18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO c\u00e2mbio \u00e9 um dos fatores que influenciam no comportamento dos pre\u00e7os de diversos produtos, desde aliment\u00edcios, com a quest\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o de algumas&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;aliment\u00edcias em d\u00f3lar\u201d detalha ele, se referindo a mercadorias negociadas com pre\u00e7os internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O analista acrescenta que o real desvalorizado faz com que produtores prefiram destinar parte da produ\u00e7\u00e3o para o exterior, uma vez que receber\u00e3o as receitas em d\u00f3lar valorizado. \u201cIsso restringe oferta interna\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Almeida lembra ainda que o c\u00e2mbio influencia o custo de produtos que possuem componentes importados. \u201cExistem diversos mecanismos pelos quais o c\u00e2mbio pode influenciar na infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de 2024, o pa\u00eds teve 11 meses com infla\u00e7\u00e3o positiva e um com defla\u00e7\u00e3o (queda de pre\u00e7os). Foi em agosto (-0,02%), influenciado pelo recuo na conta de luz e al\u00edvio dos alimentos no bolso. O maior resultado mensal foi em fevereiro (0,83%), puxado pela educa\u00e7\u00e3o, por causa do reajuste de mensalidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Foto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil<a href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/clima-dolar-e-preco-da-carne-explicam-inflacao-acima-da-meta-em-2024\/inlacao1\/\" rel=\"attachment wp-att-68182\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-68182\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/inlacao1.webp\" alt=\"\" width=\"1170\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/inlacao1.webp 1170w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/inlacao1-300x179.webp 300w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/inlacao1-1024x613.webp 1024w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/inlacao1-768x459.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumento no pre\u00e7o dos alimentos, notadamente das carnes, impactos do clima e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar s\u00e3o os principais fatores que explicam a&nbsp;infla\u00e7\u00e3o oficial de 2024&nbsp;ter ficado acima do limite m\u00e1ximo da meta estipulada pelo governo. 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