{"id":67816,"date":"2024-12-20T11:47:35","date_gmt":"2024-12-20T13:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=67816"},"modified":"2024-12-20T12:09:02","modified_gmt":"2024-12-20T14:09:02","slug":"desculpa-o-aue-eu-nao-queria-magoar-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/desculpa-o-aue-eu-nao-queria-magoar-voce\/","title":{"rendered":"Desculpa o au\u00ea, eu n\u00e3o queria magoar voc\u00ea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Caroline Schepp, estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 manh\u00e3 de domingo. Ao acordar j\u00e1 sinto meu cora\u00e7\u00e3o acelerar s\u00f3 de imaginar que o outro dia ser\u00e1 segunda-feira. O cobertor em cima do corpo parece pesar uma tonelada e eu estou im\u00f3vel embaixo dele. As m\u00e3os e os p\u00e9s come\u00e7am a suar e, mesmo que eu saiba que tenho que me levantar, tomar um banho, comer, n\u00e3o consigo, porque o poder dela \u00e9 maior que a for\u00e7a do meu corpo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea se identifica com essas sensa\u00e7\u00f5es? Esses s\u00e3o alguns dos sintomas da ansiedade. M\u00e1rcio Bernik, psiquiatra e coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da USP, em reportagem publicada no Jornal da USP (21\/03\/2023), afirma que a ansiedade, quando n\u00e3o tratada, pode desencadear outros transtornos mentais, como a depress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo dados apresentados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, a OMS, aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade patol\u00f3gica. Na Am\u00e9rica Latina, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com mais preval\u00eancia de depress\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Esses transtornos podem surgir a partir de m\u00faltiplas causas, como a hereditariedade e o desequil\u00edbrio neuroqu\u00edmico. A exposi\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es estressantes, que podem ser de \u00e2mbito social, econ\u00f4mico e cultural, tamb\u00e9m desempenha um papel importante. Al\u00e9m disso, dificuldades em lidar com emo\u00e7\u00f5es, uso de drogas l\u00edcitas ou il\u00edcitas e viv\u00eancia de traumas s\u00e3o fatores que contribuem para o desenvolvimento desses dist\u00farbios.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o pesquisador do Instituto de Estudos para Pol\u00edticas de Sa\u00fade, Mat\u00edas Mjeren, os casos de depress\u00e3o entre jovens de 18 e 24 anos quase dobraram mesmo antes da pandemia. O aumento do transtorno nessa faixa et\u00e1ria cresceu 5,5% entre 2013 e 2019.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA preval\u00eancia de casos de depress\u00e3o j\u00e1 havia dobrado antes da pandemia e a situa\u00e7\u00e3o pode ter se tornado ainda pior com a crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica iniciada em 2020. A perda do emprego por um dos pais aumenta a probabilidade de jovens serem diagnosticados com algum tipo de transtorno mental\u201d, explica Mjeren.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Volnei Costa, m\u00e9dico psiquiatra e presidente do conselho cient\u00edfico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, a Abrata, explica que, com a carga tribut\u00e1ria elevada e remunera\u00e7\u00e3o baixa, os brasileiros precisam trabalhar muito mais para acessar servi\u00e7os b\u00e1sicos, que frequentemente s\u00e3o de baixa qualidade. Isso acaba sobrecarregando a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o, desencadeando transtornos mentais, como depress\u00e3o e ansiedade.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a OMS, as mulheres s\u00e3o mais suscet\u00edveis a ter depress\u00e3o. Elas apresentam duas vezes mais chances de terem o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a do que os homens. \u201cDo ponto de vista biol\u00f3gico, os menores n\u00edveis de testosterona acabam deixando a mulher mais exposta a doen\u00e7as. Por outro lado, na quest\u00e3o social e psicol\u00f3gica, a mulher corriqueiramente est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade que o homem e acaba ficando com muitas obriga\u00e7\u00f5es, o que aumenta as chances delas terem mais diagn\u00f3sticos do que eles\u201d, explica Volnei Costa.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A express\u00e3o \u201cgera\u00e7\u00e3o deprimida\u201d vem sendo usada para se referir aos adolescentes, jovens e adultos que nasceram entre os anos de 1985 e 2010. Bego\u00f1a Albalat Peraita, psic\u00f3loga espanhola, em um artigo publicado no site <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Conversation<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, aponta algumas raz\u00f5es para a gera\u00e7\u00e3o Millennials e Z serem chamadas assim. Entre elas, est\u00e3o a frustra\u00e7\u00e3o profissional e econ\u00f4mica, o uso prejudicial das redes sociais e o peso das preocupa\u00e7\u00f5es globais.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como algu\u00e9m que observa e vive as ang\u00fastias da \u201cgera\u00e7\u00e3o deprimida\u201d, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber que os transtornos mentais s\u00e3o mais do que estat\u00edsticas alarmantes; s\u00e3o a realidade de muitas pessoas ao nosso redor, que frequentemente fingimos n\u00e3o perceber. Ap\u00f3s anos enfrentando uma guerra silenciosa dentro de mim, fui ignorada por minha fam\u00edlia, que considerava crises de ansiedade e depress\u00e3o um exagero, um \u201cau\u00ea\u201d. S\u00f3 fui diagnosticada com ansiedade generalizada e transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com hiperatividade (TDAH) aos 20 anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s alguns meses de terapia, iniciada quando meus pais perceberam que eu realmente precisava de ajuda profissional, minha terapeuta me fez alguns questionamentos e conseguiu identificar os transtornos. Saber o que eu realmente tinha foi um al\u00edvio, pois agora eu poderia iniciar um tratamento e buscar a redu\u00e7\u00e3o dos meus sintomas. No entanto, minha realidade \u00e9 muito diferente da grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira que vive em situa\u00e7\u00f5es de pobreza e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es financeiras de buscar um tratamento de qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, os estigmas associados \u00e0s doen\u00e7as mentais s\u00e3o outra barreira. Estigma vem do grego <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">st\u00edgma <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e significa sinal, tatuagem. Na Gr\u00e9cia Antiga, essa palavra n\u00e3o estava relacionada \u00e0 doen\u00e7a mental, mas j\u00e1 era associada ao conceito de vergonha, desvaloriza\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o. Na Idade M\u00e9dia, com a inquisi\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0s bruxas, al\u00e9m de representar forte misoginia, representava atitude negativa e condenat\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o aos transtornos mentais.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, o Hospital Psiqui\u00e1trico de Barbacena foi uma institui\u00e7\u00e3o que ficou marcada como um dos maiores s\u00edmbolos de abusos e crueldade contra pessoas com doen\u00e7as mentais. Ele foi inaugurado em 1903 e funcionou at\u00e9 1980, sendo palco de graves abusos contra pessoas pobres, negras e marginalizadas socialmente. Originalmente, o objetivo era realizar o tratamento de pacientes com transtornos mentais, mas se tornou um dep\u00f3sito de supostas esc\u00f3rias sociais. A maioria dos internos eram alco\u00f3latras, portadores de infec\u00e7\u00f5es ou doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, prostitutas, homossexuais, epil\u00e9ticos, m\u00e3es solteiras, esposas substitu\u00eddas por uma amante. Segundo Daniela Arbex, cerca de 60.000 pessoas morreram durante os anos de funcionamento do hospital.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os estigmas relacionados \u00e0s doen\u00e7as mentais afetam n\u00e3o apenas o paciente, mas tamb\u00e9m sua fam\u00edlia, as institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas, os profissionais de sa\u00fade e at\u00e9 mesmo os tratamentos utilizados. Esses estigmas representam maior obst\u00e1culo para a recupera\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o do paciente, funcionando como um elemento central da discrimina\u00e7\u00e3o enfrentada por essas pessoas no cotidiano. Como consequ\u00eancia, h\u00e1 uma piora significativa na qualidade de vida e na efic\u00e1cia do atendimento, prejudicando tanto o bem-estar do paciente quanto a qualidade da assist\u00eancia recebida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1988 afirmar que a sa\u00fade \u00e9 um direito de todos e que o Estado tem o dever de garanti-la, observamos que isso n\u00e3o ocorre de forma efetiva. Os dados mostram que os transtornos mentais v\u00eam atingindo um n\u00famero cada vez maior de pessoas, cujas causas v\u00e3o muito al\u00e9m de sintomas de descontrole emocional.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O SUS oferece uma s\u00e9rie de servi\u00e7os para o tratamento de transtornos mentais. Os Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS), disponibiliza tratamento multidisciplinar com psic\u00f3logos, psiquiatras, enfermeiros e assistentes sociais. Al\u00e9m de alguns hospitais comuns oferecerem leitos para pacientes que necessitam de interna\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo que o SUS ofere\u00e7a assist\u00eancia e tratamento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, por que os dados mostram um aumento nos casos de ansiedade e depress\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 poss\u00edvel considerar que hoje, com o acesso facilitado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, temos mais dados sobre sa\u00fade mental, o que contribui para uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os sintomas e diagn\u00f3sticos de transtornos mentais. Esse aumento na quantidade de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis tamb\u00e9m pode estimular uma maior busca por servi\u00e7os de sa\u00fade mental. O crescimento dos casos de ansiedade e depress\u00e3o n\u00e3o significa, necessariamente, que a preval\u00eancia desses transtornos seja algo novo, ao contr\u00e1rio, pode refletir uma identifica\u00e7\u00e3o mais precoce e um incentivo maior para a procura de ajuda. No entanto, segundo o Dr. Drauzio Varella, a falta de psic\u00f3logos e psiquiatras dispon\u00edveis no SUS \u00e9 um dos principais motivos pelos quais muitas pessoas, especialmente as em maior vulnerabilidade social, n\u00e3o conseguem acessar o atendimento necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Maior investimento em pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade mental \u00e9 essencial para garantir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira assist\u00eancia e tratamento adequado. Mirian Gorender, diretora secret\u00e1ria adjunta da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP), avalia uma falha muito grande na assist\u00eancia que afeta a sa\u00fade e a vida da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, Gorender afirma que em outros pa\u00edses o servi\u00e7o de sa\u00fade mental \u00e9 mais adequado, o que resulta na diminui\u00e7\u00e3o constante da taxa de suic\u00eddio. <\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, essa taxa vem subindo de forma constante. Mirian refor\u00e7a que, com o avan\u00e7o da ci\u00eancia, o paciente pode levar uma vida normal e aproveitar seu potencial, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio que tenha acesso a tratamento eficaz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por tr\u00e1s do \u201cau\u00ea\u201d, das manifesta\u00e7\u00f5es intensas de sentimentos, h\u00e1 quest\u00f5es muito profundas e relevantes que precisam ser ouvidas, compreendidas e tratadas com aten\u00e7\u00e3o. Por isso, esteja atento aos sinais do seu corpo e das pessoas que est\u00e3o ao seu redor. A sa\u00fade mental garante o seu bem-estar, possibilitando o desenvolvimento de suas habilidades e melhor resposta aos desafios da vida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">GORT\u00c1ZAR, Naiara Galarraga. Barbacena, a cidade-manic\u00f4mio que sobreviveu \u00e0 morte atroz de 60.000 brasileiros. <\/span><b>El Pa\u00eds,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-09-05\/barbacena-a-cidade-manicomio-que-sobreviveu-a-morte-atroz-de-60000-brasileiros.html. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">PRADO, Alessandra Lemes; BRESSAN, Rodrigo Affonseca . <\/span><b>O estigma da mente; transformando o medo em conhecimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. PePsic: 2016.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">ROCHA, Lucas. Casos de ansiedade e depress\u00e3o cresceram 25% durante pandemia, diz OMS. <\/span><b>CNN Brasil,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/casos-de-ansiedade-e-depressao-cresceram-25-durante-pandemia-diz-oms\/. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">VARELLA, Drauzio . Como conseguir tratamento para a ansiedade no SUS?. <\/span><b>Uol,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/videos\/como-conseguir-tratamento-para-ansiedade-no-sus\/. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">PERAITA, Bego\u00f1a Albalat . Millennials e gera\u00e7\u00e3o Z: por que elas s\u00e3o &#8216;gera\u00e7\u00e3o deprimida&#8217;. <\/span><b>BBC News Brasil,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-60788360. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">CARVALHO, Rone . Por que o Brasil tem a popula\u00e7\u00e3o mais depressiva da Am\u00e9rica Latina. <\/span><b>BBC News Brasil,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/czkekymmv55o#:~:text=Na%20lista%20de%20pessoas%20mais,mulher%20mais%20exposta%20%C3%A0%20doen%C3%A7a.. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Depress\u00e3o entre jovens de 18 a 24 anos aumentou para 11,1% em 2019, segundo pesquisador do IEPS. <\/span><b>Instituto de Estudos para Pol\u00edticas de Sa\u00fade,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ieps.org.br\/depressao-entre-jovens-de-18-e-24-aumentou-para-111-em-2019-segundo-pesquisador-do-ieps%EF%BF%BC\/. Acesso em: 14 nov. 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Casos de ansiedade n\u00e3o tratados podem tornar-se problemas de sa\u00fade mental mais graves. <\/span><b>Jornal da USP,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/casos-de-ansiedade-nao-tratados-podem-tornar-se-problemas-de-saude-mental-mais-graves\/. Acesso em: 14 nov. 2024.<\/span><\/p>\n<p><em><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/desculpa-o-aue-eu-nao-queria-magoar-voce\/opiniao-do-ouvinte\/\" rel=\"attachment wp-att-67817\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-67817\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Opiniao-do-ouvinte.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Opiniao-do-ouvinte.jpg 1200w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Opiniao-do-ouvinte-300x175.jpg 300w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Opiniao-do-ouvinte-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Opiniao-do-ouvinte-768x448.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Caroline Schepp, estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen &nbsp; \u00c9 manh\u00e3 de domingo. 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