{"id":64185,"date":"2024-08-22T15:01:07","date_gmt":"2024-08-22T17:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=64185"},"modified":"2024-08-22T15:01:08","modified_gmt":"2024-08-22T17:01:08","slug":"rio-grande-do-sul-comecara-perder-populacao-a-partir-de-2027-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/rio-grande-do-sul-comecara-perder-populacao-a-partir-de-2027-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul come\u00e7ar\u00e1 perder popula\u00e7\u00e3o a partir de 2027, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>O&nbsp;<strong>Rio Grande do Sul<\/strong>&nbsp;\u00e9 um dos tr\u00eas estados, junto de Alagoas e Rio de Janeiro, que j\u00e1 devem come\u00e7ar a perder popula\u00e7\u00e3o ainda nesta d\u00e9cada. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do&nbsp;<strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/strong>&nbsp;(IBGE) e foi divulgada nesta quinta-feira. Em Alagoas e no RS, a popula\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar a diminuir em 2027, e no Rio de Janeiro, em 2028.<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBGE, dois estados ainda devem manter crescimento populacional at\u00e9 a d\u00e9cada de 2060: Roraima e Santa Catarina (at\u00e9 2063). A popula\u00e7\u00e3o de Mato Grosso dever\u00e1 continuar crescendo pelo menos at\u00e9 2070 (o IBGE n\u00e3o projeta al\u00e9m desta data).<\/p>\n<p><strong>Segundo o Censo realizado em 2022&nbsp;<\/strong>e divulgado no ano passado, o Rio Grande do Sul tinha uma popula\u00e7\u00e3o 10.880.506 de habitantes, uma taxa de crescimento de 0,14%, uma das menores m\u00e9dias de crescimento anual desde 2010.<\/p>\n<h3><strong>Rela\u00e7\u00e3o com a fecundidade<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi,&nbsp;<strong>a queda de popula\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;tem rela\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o da taxa de fecundidade da mulher brasileira. Em 2023, a taxa chegou a 1,57 filho por mulher, bem abaixo da taxa considerada adequada para a reposi\u00e7\u00e3o populacional (2,1 filhos por mulher).<\/p>\n<p>Em 2000, o Brasil superava essa taxa, com 2,32 filhos por mulher, o que indicava a perspectiva de crescimento populacional para as d\u00e9cadas seguintes. Cinco anos depois, a taxa j\u00e1 havia ca\u00eddo para 1,95 filho, passando para 1,75 em 2010, 1,82 em 2015 e 1,66 em 2020.<\/p>\n<p>Em 2000, apenas a regi\u00e3o Sudeste estava ligeiramente abaixo da taxa de reposi\u00e7\u00e3o, com 2,06 filhos por mulher. Em 2015, apenas a regi\u00e3o Norte mantinha-se acima dessa taxa, com 2,16 filhos por mulher. Em 2020, j\u00e1 n\u00e3o havia nenhuma regi\u00e3o com taxa acima de 2,1.<\/p>\n<p>\u201cEssa queda da fecundidade tem um hist\u00f3rico mais longo. Ela ganhou for\u00e7a na metade da d\u00e9cada de 1960. Para a gente ter uma ideia, essa taxa, em 1960, era de 6,28 filhos por mulher\u201d, disse a pesquisadora do IBGE Marla Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o anterior, de 2020, era de que a popula\u00e7\u00e3o brasileira s\u00f3 come\u00e7asse a cair em 2048, depois de atingir o pico de 233,23 milh\u00f5es de pessoas em 2047 \u2013 ou seja, quase 13 milh\u00f5es a mais e seis anos mais tarde do que a nova proje\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es divulgadas nesta quinta-feira se baseiam nas novas estimativas populacionais feitas pelo IBGE, com base nos dados do Censo 2000, 2010 e 2022, na Pesquisa de P\u00f3s-Enumera\u00e7\u00e3o do Censo (PPE, que corrigiu inconsist\u00eancias do levantamento demogr\u00e1fico de 2022) e nos registros de nascimento, mortes e migra\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-pandemia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Rio Grande do Sul&nbsp;\u00e9 um dos tr\u00eas estados, junto de Alagoas e Rio de Janeiro, que j\u00e1 devem come\u00e7ar a perder popula\u00e7\u00e3o ainda nesta d\u00e9cada. 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