{"id":63647,"date":"2024-08-09T11:33:08","date_gmt":"2024-08-09T13:33:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=63647"},"modified":"2024-08-09T11:33:08","modified_gmt":"2024-08-09T13:33:08","slug":"o-tema-da-emergencia-climatica-e-o-grande-desafio-para-toda-a-humanidade-afirma-carlos-nobre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/o-tema-da-emergencia-climatica-e-o-grande-desafio-para-toda-a-humanidade-afirma-carlos-nobre\/","title":{"rendered":"&#8216;O tema da emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 o grande desafio para toda a humanidade&#8217;, afirma Carlos Nobre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuase todos os eventos extremos sempre existiram por milh\u00f5es de anos, mas agora eles batem recordes, porque tem uma situa\u00e7\u00e3o de muito mais energia na atmosfera. O aquecimento global est\u00e1 tornando os&nbsp;eventos extremos&nbsp;mais frequentes.\u201d A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do cientista e climatologista&nbsp;Carlos Nobre, ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz de 2007 e refer\u00eancia mundial sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nobre esteve no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (7), participando da palestra \u201cExtremos Clim\u00e1ticos: romper com o negacionismo, superar a crise\u201d, organizado pelo mandato da deputada federal Fernanda Melchionna em conjunto com a deputada estadual Luciana Genro, ambas do PSOL, e pela Comiss\u00e3o de Legisla\u00e7\u00e3o Participativa da C\u00e2mara dos Deputados, em parceria com a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). O evento aconteceu no Sal\u00e3o de Atos da UFRGS. Participaram da mesa de debate o vereador Roberto Robaima (PSOL) e a deputada estadual Sofia Cavedon (PT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por pouco mais de uma hora ele abordou sobre as&nbsp;mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, destacando eventos como as ondas de calor, impactos dos fen\u00f4menos El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a, aquecimento global e os desastres clim\u00e1ticos no pa\u00eds e no mundo. Durante o evento lembrou da meta de aumento de 1,5\u00baC da temperatura da terra, estabelecida no&nbsp;Acordo de Paris. Segundo ressaltou, ela corre grave risco de n\u00e3o ser atingida, uma vez que a temperatura vem cada vez aumentando mais, com estimativa de se chegar a 2\u00baC, 3\u00baC.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">\u2018Precisamos enfrentar o negacionismo clim\u00e1tico\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deputada Fernanda Melchionna recordou que o Rio Grande do Sul, por tr\u00eas anos consecutivos, foi marcado por seca, e nos \u00faltimos meses, por&nbsp;enchentes, cheias e ciclones extratropicais. \u201cIsso coloca o nosso estado no \u00e1pice da emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Sem contar os eventos no Esp\u00edrito Santo, Bahia, S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o tiveram a mesma repercuss\u00e3o. Sem contar ainda as ondas de calor que est\u00e1 tendo no Marrocos, como teve em Meca, os inc\u00eandios florestais na Austr\u00e1lia, que \u00e9 parte direta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que precisam ser enfrentadas. Por isso que n\u00f3s chamamos esse debate sobre a quest\u00e3o do&nbsp;negacionismo, a responsabilidade ou a irresponsabilidade dos governos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme pontuou a parlamentar, em geral, as popula\u00e7\u00f5es mais pobres, as mulheres, negros e negras s\u00e3o as mais impactadas com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, citando a pesquisa do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles.&nbsp;Segundo a pesquisa, na enchente de maio, as regi\u00f5es mais atingidas na regi\u00e3o Metropolitana foram aquelas que concentram maior n\u00famero de moradores com baixa renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s precisamos enfrentar esse negacionismo clim\u00e1tico, uma agenda comandada pela extrema direita, que esteve durante quatro anos no Pal\u00e1cio do Planalto, que desmontou todas as pol\u00edticas ambientais e fazia apologia ao garimpo ilegal, ao desmatamento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao negacionismo a parlamentar citou o negacionismo neoliberal, representando pelas privatiza\u00e7\u00f5es e a flexibiliza\u00e7\u00e3o de 400 leis do C\u00f3digo Florestal do Rio Grande do Sul. \u201c\u00c9 uma luta do nosso tempo, da nossa gera\u00e7\u00e3o, a preserva\u00e7\u00e3o do futuro. Uma luta para aqueles que vir\u00e3o\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a deputada Luciana Genro os presentes ao evento t\u00eam o dever c\u00edvico de levar a palavra da ci\u00eancia para o restante da sociedade, nos mais diferentes espa\u00e7os. &#8220;Mostrando que, de fato, n\u00f3s estamos num momento limite de possibilidade de estarmos com o risco da extin\u00e7\u00e3o da vida no planeta. \u00c9 isso que est\u00e1 em jogo. E n\u00f3s precisamos que o tema do&nbsp;negacionismo clim\u00e1tico, o tema da necessidade de supera\u00e7\u00e3o desse modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico, seja cada vez mais conhecido da popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme afirmou Luciana, \u00e9 preciso mudar a l\u00f3gica do capitalismo que coloca o lucro acima da vida, da pr\u00f3pria exist\u00eancia da humanidade no futuro pr\u00f3ximo. &#8220;Isso \u00e9 uma necessidade preeminente, e a gente quer contribuir com essa luta, para que n\u00f3s possamos mudar essa l\u00f3gica, antes que eventos tr\u00e1gicos como os que n\u00f3s vivenciamos no Rio Grande do Sul se tornem ainda mais frequentes do que j\u00e1 s\u00e3o. E a tend\u00eancia \u00e9 que essa frequ\u00eancia aumente de tal modo que a vida se torne cada vez mais invi\u00e1vel. Antes que isso aconte\u00e7a, \u00e9 preciso um freio de emerg\u00eancia. E esse freio de emerg\u00eancia s\u00f3 vai poder ser dado para a preven\u00e7\u00e3o popular. E essa a\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e o conhecimento, pressup\u00f5e a compreens\u00e3o da profundidade do problema.\u201d<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Ondas de calor&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do debate, Nobre ressaltou a quest\u00e3o das ondas de calor. Conforme pontuou o cientista, o ano de 2023 foi o mais quente na terra, com a temperatura m\u00e9dia global pr\u00f3xima da superf\u00edcie em 1,45\u00baC. De acordo com ele, de junho de 2023 a julho de 2024, a temperatura em todos os meses passou de 1,5\u00baC. \u201c2024 continua muito quente. Em fevereiro deste ano, houve quatro dias de aumento da temperatura da terra acima de 2\u00baC. A onda de calor eleva em mais de 50 vezes as mortes do que as chuvas\u201d, ressaltou&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2000 e 2018, 48 mil mortes foram causadas no Brasil devido \u00e0s ondas de calor. No ver\u00e3o europeu de 2022, 62 mil pessoas morreram por causa do fen\u00f4meno. Em maio de 2024, durante a peregrina\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana \u00e0 Meca, 1.301 pessoas morreram devido ao calor, quando os term\u00f4metros chegaram a registrar 51,8\u00baC. As principais v\u00edtimas s\u00e3o os idosos, em especial as mulheres acima de 65 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 importante ter vegeta\u00e7\u00e3o urbana para combater essa emerg\u00eancia de ondas de calor em todo o planeta. As \u00e1rvores absorvem muita \u00e1gua, evitam eros\u00e3o\u201d, pontuou.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o cientista, o grande causador do aumento da temperatura no planeta \u00e9 o efeito estufa. Segundo ele, em 2020 o Brasil foi o quinto maior emissor de CO2 (g\u00e1s carb\u00f4nico), representando 4% das emiss\u00f5es globais, atr\u00e1s de China (23,7% do total), Estados Unidos (12,9%), \u00cdndia (6,5%) e R\u00fassia (4,2%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do&nbsp;Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa do Observat\u00f3rio do Clima (SEEG)&nbsp;mostram que, em 2021, o Brasil emitiu 2,42 bilh\u00f5es de toneladas brutas de CO2 equivalente. Segundo o SEEG, o desmatamento foi o principal respons\u00e1vel pelo aumento nas emiss\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2022, exp\u00f4s Nobre, 48% das emiss\u00f5es no pa\u00eds foram em decorr\u00eancia do&nbsp;desmatamento, 27% da agropecu\u00e1ria e 20% da energia. \u201cPor muitas d\u00e9cadas cientistas concordam, sobre o crescimento global, que n\u00f3s&nbsp; humanos, somos a causa prim\u00e1ria desse efeito, e isso pode ser considerado um total consenso\u201d.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Enchentes no Rio Grande do Sul&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a sua apresenta\u00e7\u00e3o Nobre pontuou sobre eventos clim\u00e1ticos ocorridos no pa\u00eds nos \u00faltimos 15 anos, como o de maio de 2022 em Pernambuco, cujo desastre ambiental causou 133 mortes. Assim como o recorde de&nbsp;seca da Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do Rio Grande do Sul, pontuou o cientista, ele foi fortemente impactado pelo fen\u00f4meno El Nin\u00f5 (marcado por per\u00edodos de chuva), no ano passado, recordando a situa\u00e7\u00e3o vivida dos ciclones extratropicais e as enchentes, por exemplo, na&nbsp;regi\u00e3o do Vale do Taquari. \u201cEsses fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos existem h\u00e1 milh\u00f5es de anos, s\u00f3 que esse bateu o recorde. \u00c9 isso que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica faz. O ponto central \u00e9 que esses fen\u00f4menos agora s\u00e3o cada vez mais frequentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientista clim\u00e1tico h\u00e1 mais de 30 anos, Nobre vem continuamente fazendo alertas sobre os riscos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Ele afirmou que nunca houve tanta preocupa\u00e7\u00e3o com eventos extremos clim\u00e1ticos como agora, depois do desastre que aconteceu no RS. \u201cNunca tinha tido uma repercuss\u00e3o como dessa vez. Nem naquele evento de janeiro de 2011, na regi\u00e3o serrana do Rio, que&nbsp;matou 918 pessoas, n\u00e3o teve a repercuss\u00e3o que esse evento teve. Isso \u00e9 muito importante, realmente pela primeira vez, agora todos no Brasil est\u00e3o muito preocupados. E como eu acabei mencionar, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 chuva? Esses eventos est\u00e3o ficando mais extremos.\u201d No RS foram contabilizadas 182 mortes em decorr\u00eancia da enchente e mais de 800 pessoas feridas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele citou a&nbsp;pesquisa Quaest&nbsp;realizada ap\u00f3s a trag\u00e9dia da enchente, em que apontou que 99% dos entrevistados acreditam que as enchentes no RS tem liga\u00e7\u00e3o com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sendo 64% afirmaram que tem liga\u00e7\u00e3o total, 30% &#8220;em partes&#8221;, 5% &#8220;um pouco&#8221;, e 1% que &#8220;n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o nenhuma&#8221;.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Alertas&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nobre foi um dos criadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Ele contou que o \u00f3rg\u00e3o, em 2018, observou 925 munic\u00edpios, 92 milh\u00f5es de brasileiros e classificou que 8 milh\u00f5es estavam morando em \u00e1reas de risco de inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos. \u201cInclusive os ga\u00fachos estavam nessas \u00e1reas de risco. Milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o podem continuar morando onde moram porque est\u00e3o em \u00e1reas de risco.\u201d<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo frisou o cientista, h\u00e1 uma enorme responsabilidade de criar sistemas de alerta. \u201cNa regi\u00e3o serrana do Rio de Janeiro tem, e algumas cidades em S\u00e3o Paulo. Mas s\u00e3o pouqu\u00edssimas no pa\u00eds que t\u00eam sirenes. Pessoas que moram em \u00e1reas de risco, precisam ter sirene. Quando vem um alerta, dispara a sirene e as pessoas t\u00eam que saber pra onde ir.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele enfatizou o papel que a educa\u00e7\u00e3o precisa ter diante da nova realidade e da import\u00e2ncia de educar as crian\u00e7as e jovens sobre os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a import\u00e2ncia dos alertas, como o caso das crian\u00e7as japonesas, que s\u00e3o educadas desde pequenas de como agir em caso de terremoto.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Negacionismo&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme ressaltou Nobre o principal mecanismo hoje no mundo do negacionismo \u00e9 fake news, citando como exemplo o que aconteceu na pandemia, o movimento anti-vacina. Segundo ele, o setor mais negacionista do pa\u00eds \u00e9 o agroneg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ressaltou, o negacionismo cient\u00edfico representa uma s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 sustentabilidade a longo prazo da civiliza\u00e7\u00e3o humana, assim como do planeta. \u201cA relut\u00e2ncia em considerar evid\u00eancias emp\u00edricas e a nega\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia \u00e9 uma enorme barreira \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de um conhecimento t\u00e9cnico s\u00f3lido, a uma comunica\u00e7\u00e3o sobre ci\u00eancia eficiente e, consequentemente, ao exerc\u00edcio pleno de uma cidadania pautada em informa\u00e7\u00f5es embasadas e na responsabilidade e maturidade c\u00edvicas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ele, alguns negacionistas t\u00eam dito que o que causa o aquecimento do planeta \u00e9 porque o sol estaria aumentando de tamanho. N\u00e3o h\u00e1 estudos que mostrem isso. Outros usam os per\u00edodos de frio no Sul do pa\u00eds para negar o aquecimento global.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme explicou Nobre os per\u00edodos de frio s\u00e3o causados pelo derretimento da camada polar da Ant\u00e1rtida, resultado de anos do aquecimento global. \u201cO derretimento da camada polar deixa &#8216;escapar&#8217; o jato polar at\u00e9 alcan\u00e7ar maiores latitudes e avan\u00e7ar pelo Sul da Am\u00e9rica do Sul, chegando at\u00e9 o Brasil. Se n\u00e3o houvesse o derretimento, esse jato polar ficaria preso apenas na Ant\u00e1rtida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cientista frisou que o impacto da trag\u00e9dia clim\u00e1tica no RS foi caracterizado como a combina\u00e7\u00e3o de eventos extremos de precipita\u00e7\u00e3o com implica\u00e7\u00f5es generalizadas.&nbsp;\u201c\u00c9 l\u00f3gico que o impacto teve muito a ver tamb\u00e9m, n\u00e3o s\u00f3 com o extremo da chuva, mas com as \u00e1reas em encostas e matas ciliares desmatadas. Eventos extremos, como inunda\u00e7\u00f5es, ondas de calor, servem de alerta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade e frequ\u00eancia dos mesmos. N\u00e3o volta mais, \u00e9 disso para mais eventos extremos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final de sua fala ele comentou que em 1979 seu professor de doutorado j\u00e1 mostrava estudos sobre os riscos do aquecimento global. \u201cA ci\u00eancia j\u00e1 mostrava, mas minha gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o fez nada.&nbsp;O Brasil com seus estados, cidades, sociedade, setor privado e financeiro, devem caminhar urgentemente na busca de sustentabilidade, como nosso principal legado para a estrutura das rela\u00e7\u00f5es. E a educa\u00e7\u00e3o dos jovens, para isso, \u00e9 muito importante. As novas gera\u00e7\u00f5es devem assumir lideran\u00e7a na luta de trajet\u00f3rias, de sustentabilidade para o planeta, com uma \u00eanfase em justi\u00e7a social e clim\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: Brasil de Fato<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Foto: Rafa Dotti<a href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/o-tema-da-emergencia-climatica-e-o-grande-desafio-para-toda-a-humanidade-afirma-carlos-nobre\/image_processing20240808-3906267-ivi9qv\/\" rel=\"attachment wp-att-63648\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-63648\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image_processing20240808-3906267-ivi9qv.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image_processing20240808-3906267-ivi9qv.webp 800w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image_processing20240808-3906267-ivi9qv-300x200.webp 300w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image_processing20240808-3906267-ivi9qv-768x512.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuase todos os eventos extremos sempre existiram por milh\u00f5es de anos, mas agora eles batem recordes, porque tem uma situa\u00e7\u00e3o de muito mais energia na atmosfera. O aquecimento global est\u00e1 tornando os&nbsp;eventos extremos&nbsp;mais frequentes.\u201d A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do cientista e climatologista&nbsp;Carlos Nobre, ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz de 2007 e refer\u00eancia mundial sobre mudan\u00e7as<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/o-tema-da-emergencia-climatica-e-o-grande-desafio-para-toda-a-humanidade-afirma-carlos-nobre\/\" title=\"Read More\"> <span class=\"button\">Read More<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":63648,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[44,46,33],"tags":[6198,6479],"class_list":["post-63647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-estado","category-noticias","tag-crise-climatica","tag-eventos-extremos"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63647\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}