{"id":62550,"date":"2024-06-28T15:12:13","date_gmt":"2024-06-28T17:12:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=62550"},"modified":"2024-06-28T15:12:14","modified_gmt":"2024-06-28T17:12:14","slug":"produtores-devem-se-preparar-para-impactos-do-la-nina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/produtores-devem-se-preparar-para-impactos-do-la-nina\/","title":{"rendered":"Produtores devem se preparar para impactos do La Ni\u00f1a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A forma\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno clim\u00e1tico La Ni\u00f1a, previsto para o segundo semestre deste ano, preocupa os produtores agr\u00edcolas brasileiros por seu potencial impacto ao setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo ao aquecimento das \u00e1guas do Pac\u00edfico Equatorial provocado pelo El Ni\u00f1o, em algumas \u00e1reas, como a costa oeste da Am\u00e9rica do Sul, as temperaturas j\u00e1 se apresentam mais frias do que o normal, sinalizando a chegada de La Ni\u00f1a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A persist\u00eancia e a expans\u00e3o dessas \u00e1reas mais frias em dire\u00e7\u00e3o ao centro do oceano favorecem a forma\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno, com uma probabilidade de 62% de ocorrer entre julho e setembro, conforme proje\u00e7\u00f5es do IRI (International Research Institute for Climate and Society).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-fetch=\"true\">De acordo com Jos\u00e9 Eduardo Furtado, T\u00e9cnico de Desenvolvimento de Mercado, as proje\u00e7\u00f5es indicam que no Norte e Nordeste do Brasil dever\u00e1 haver um regime de chuvas acima do esperado (excesso de \u00e1gua).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no Sul, a expectativa \u00e9 de um per\u00edodo de estiagem prolongada. As regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste tendem a manter uma certa normalidade clim\u00e1tica, embora devido \u00e0 grande extens\u00e3o dessas \u00e1reas, possa haver varia\u00e7\u00f5es significativas no volume de chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para enfrentar esses desafios, Furtado recomenda o escalonamento planejado do plantio, a utiliza\u00e7\u00e3o de sementes de alto vigor e germina\u00e7\u00e3o, variedades geneticamente adaptadas e manejos que fortale\u00e7am a prepara\u00e7\u00e3o das plantas aos estresses abi\u00f3ticos, como nutri\u00e7\u00e3o balanceada e bioestimula\u00e7\u00e3o. \u201cUm planejamento cuidadoso nesse per\u00edodo pr\u00e9-La Ni\u00f1a \u00e9 essencial para mitigar os impactos adversos\u201d, explica.<\/p>\n<h3 id=\"h-impactos-do-la-nina-no-rio-grande-do-sul\" class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos do La Ni\u00f1a no Rio Grande do Sul<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-fetch=\"true\">No Sul, a previs\u00e3o de estiagem demanda estrat\u00e9gias espec\u00edficas para desenvolver os cultivos. Conforme os progn\u00f3sticos, as Regi\u00e3o Noroeste e Norte do Rio Grande do Sul ser\u00e3o as mais afetadas, que ter\u00e3o volumes de chuva abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Furtado explica que o foco do produtor deve ser adotar um manejo voltado para a resili\u00eancia das plantas. \u201cFazer uma base bem feita \u00e9 fundamental. A constru\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo e do perfil \u00e9 importante para criar essa resili\u00eancia no cultivo\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa base s\u00f3lida permitir\u00e1 que as plantas busquem \u00e1gua em profundidades maiores e suportem per\u00edodos mais longos de estresse h\u00eddrico. Al\u00e9m disso, o especialista ressalta a import\u00e2ncia de plantar na \u00e9poca certa e estar preparado para poss\u00edveis estiagens p\u00f3s-plantio, por isso alerta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-fetch=\"true\">\u201cO produtor precisar\u00e1 ter paci\u00eancia nesse per\u00edodo. Como ele ir\u00e1 enfrentar um processo de aus\u00eancia de chuvas, \u00e9 preciso fazer a semeadura na \u00e9poca adequada para reduzir o risco de ocorrer a estiagem no p\u00f3s plantio\u201d, diz.<\/p>\n<div id=\"P_AGORA_NO_RS_INTEXT_03_0\" data-premium=\"\" data-adunit=\"AGORA_NO_RS_INTEXT_03\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250],[2,2]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250],[2,2]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"2\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CLaNvp_j_oYDFRRc3QIdms0GTg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e9cnicas consagradas como o plantio direto tamb\u00e9m podem fazer parte das estrat\u00e9gias para mitigar os impactos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem j\u00e1 tem essa t\u00e9cnica consolidada na lavoura ir\u00e1 se beneficiar, pois, al\u00e9m de favorecer a ciclagem de nutrientes, o plantio direto contribui para maior reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, diminui\u00e7\u00e3o da temperatura do solo e fortalecimento da microbiota\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Furtado tamb\u00e9m recomenda o uso de ferramentas nutricionais, biol\u00f3gicas e bioestimulantes, as quais podem ser decisivas para a sobreviv\u00eancia das plantas durante os per\u00edodos de seca.<\/p>\n<p><em>Fonte: Agora RS<\/em><\/p>\n<p><em>Foto: Vitor de Arruda Pereira\/Agora RS<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/produtores-devem-se-preparar-para-impactos-do-la-nina\/img_20220109_122420383-768x575\/\" rel=\"attachment wp-att-62551\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-62551\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG_20220109_122420383-768x575-1.webp\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG_20220109_122420383-768x575-1.webp 768w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/IMG_20220109_122420383-768x575-1-300x225.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno clim\u00e1tico La Ni\u00f1a, previsto para o segundo semestre deste ano, preocupa os produtores agr\u00edcolas brasileiros por seu potencial impacto ao setor. 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