{"id":61045,"date":"2023-12-12T12:05:49","date_gmt":"2023-12-12T14:05:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=61045"},"modified":"2023-12-12T12:05:49","modified_gmt":"2023-12-12T14:05:49","slug":"dilma-e-eleita-mulher-economista-de-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/dilma-e-eleita-mulher-economista-de-2023\/","title":{"rendered":"Dilma \u00e9 eleita \u2018Mulher Economista de 2023\u2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em ingl\u00eas), mais conhecido como Banco do Brics, foi eleita \u201cMulher Economista 2023\u2033, pelo sistema Cofecon\/Corecons, que re\u00fane o Conselho Federal de Economia e os Conselhos Regionais de Economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o comunicado do Cofecon, a escolha de Dilma, anunciada durante reuni\u00e3o plen\u00e1ria das entidades, realizada no s\u00e1bado, 9, em formato h\u00edbrido (presencial e virtual), levou em conta \u201csua significativa contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social do Pa\u00eds ao longo de sua carreira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA premia\u00e7\u00e3o marca n\u00e3o apenas a celebra\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito da economista, mas tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de reconhecer e valorizar as mulheres que desempenham pap\u00e9is relevantes na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento com responsabilidade social\u201d, diz o comunicado do Cofecon.\u201d A escolha de Dilma Rousseff como a Mulher Economista de 2023 reflete o reconhecimento do seu legado e expertise no campo econ\u00f4mico, bem como seu papel fundamental na formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que moldaram a trajet\u00f3ria econ\u00f4mica do Brasil.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o comunicado, publicado no site do Cofecon, a elei\u00e7\u00e3o de Dilma se deu em quatro fases. Primeiro, houve a indica\u00e7\u00e3o dos concorrentes pelos conselheiros federais, Conselhos Regionais de Economia e Comiss\u00e3o Mulher Economista e Diversidade da entidade. Depois, em lista secreta, o Plen\u00e1rio do Cofecon formou lista d\u00e9cupla, a partir da qual os Corecons, por meio de seus plen\u00e1rios, chegaram a uma lista tr\u00edplice dos concorrentes. Entre os tr\u00eas nomes mais votados, a ex-presidente saiu vencedora em vota\u00e7\u00e3o secreta, realizada pelo plen\u00e1rio do Cofecon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, antes de Dilma, as ganhadoras do pr\u00eamio, lan\u00e7ado em 2020, foram as economistas Denise Lobato Gentil e Esther Dweck, ambas professoras associadas do Instituto de Economia da UFRJ, que tamb\u00e9m s\u00e3o ligadas ao PT. Antes da formaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio, a economista T\u00e2nia Bacelar, que fez parte da equipe de transi\u00e7\u00e3o de Lula em 2022 e foi secret\u00e1ria de Planejamento e de Fazenda de Pernambuco, recebeu os t\u00edtulos de \u201cMulher Economista Destaque\u201d e \u201cPersonalidade Econ\u00f4mica de 2018\u2033 da entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha de Dilma como \u201cEconomista Mulher de 2023\u2033 chama a aten\u00e7\u00e3o pelo seu retrospecto na economia durante sua passagem pelo Pal\u00e1cio do Planalto, entre 2011 e 2016, e como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, nos dois primeiros mandatos de Lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alvo de um processo de impeachment aprovado pelo Congresso e referendado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por causa das chamadas \u201cpedaladas fiscais\u201d, que maquiaram o resultado das contas p\u00fablicas, Dilma levou o Pa\u00eds \u00e0 maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria, em 2015 e 2016, com uma queda acumulada de quase 7% do PIB (Produto Interno Bruto) no per\u00edodo. Nem na Grande Depress\u00e3o de 1929, a queda no PIB foi t\u00e3o grande. Em 1981 e 1983, a recess\u00e3o tamb\u00e9m foi forte, mas a queda do PIB n\u00e3o ocorreu em dois anos seguidos, como no caso de Dilma, e o impacto da retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica foi amenizado pelo crescimento de 0,83% do PIB em 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerada como autora da frase \u201cgasto \u00e9 vida\u201d, que se tornou alvo de ironias sem fim por parte de seus cr\u00edticos, Dilma produziu os dois maiores d\u00e9ficits prim\u00e1rios (saldos das receitas e despesas do governo, sem o pagamento dos juros da d\u00edvida) de quem se tem not\u00edcia pelo menos desde o in\u00edcio do governo Collor. No fim de sua gest\u00e3o, em 2015 e 2016, os rombos chegaram a 1,9% e 2,5% do PIB, respectivamente. S\u00f3 em 2020, no auge da pandemia, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio, de 9,8%, do PIB, conforme os dados da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco Central, foi maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de seu governo, Dilma emprestou quase R$ 500 bilh\u00f5es do Tesouro para os bancos p\u00fablicos, especialmente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social), quitados durante a gest\u00e3o de Paulo Guedes no extinto Minist\u00e9rio da Economia, no governo Bolsonaro. Com o suposto objetivo de alavancar a atividade econ\u00f4mica, que patinava sem dar sinais de rea\u00e7\u00e3o, os recursos eram captados pelo Tesouro a juros de mercado e transferidos para os bancos p\u00fablicos, que emprestavam os recursos para as empresas a taxas subsidiadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2012, ao \u201creorganizar\u201d o setor el\u00e9trico, que era considerado como sua \u201cespecialidade\u201d, na renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es das usinas hidrel\u00e9tricas, acabou promovendo um aumento de custo para as empresas do setor da ordem de R$ 198,4 bilh\u00f5es, segundo c\u00e1lculos da ANEEL (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica), que foi repassado \u00e0s tarifas e pago pelos consumidores de energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamada de \u201cm\u00e3e do PAC\u201d (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o de Crescimento), criado em 2007, no segundo governo Lula, com o alegado objetivo de impulsionar a economia com pesados investimentos estatais e repaginado pelo atual governo, o plano deixou dezenas de obras inacabadas pelo Pa\u00eds afora. Por sua atua\u00e7\u00e3o como coordenadora do PAC na \u00e9poca, Dilma ganhou o apelido de \u201cgerentona\u201d, que recebeu com satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Jornal de Bras\u00edlia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em ingl\u00eas), mais conhecido como Banco do Brics, foi eleita \u201cMulher Economista 2023\u2033, pelo sistema Cofecon\/Corecons, que re\u00fane o Conselho Federal de Economia e os Conselhos Regionais de Economia. 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