{"id":61022,"date":"2023-12-11T09:52:09","date_gmt":"2023-12-11T11:52:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=61022"},"modified":"2023-12-11T09:52:09","modified_gmt":"2023-12-11T11:52:09","slug":"uma-mulher-e-agredida-a-cada-27-minutos-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/uma-mulher-e-agredida-a-cada-27-minutos-no-rs\/","title":{"rendered":"Uma mulher \u00e9 agredida a cada 27 minutos no RS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No Rio Grande do Sul, de janeiro a novembro deste ano, foram&nbsp;<strong>47,7 mil registros de les\u00e3o corporal e amea\u00e7a contra mulheres<\/strong>. Os dados s\u00e3o da Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O n\u00famero de ocorr\u00eancias de&nbsp;<strong>les\u00e3o corporal aumentou 9,3%<\/strong>&nbsp;no comparativo com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Foram 17.739 mulheres agredidas nestes 11 meses. \u00c9 como se a cada 27 minutos uma mulher ga\u00facha fosse agredida. Da mesma forma, as notifica\u00e7\u00f5es de&nbsp;<strong>amea\u00e7as subiram 6%<\/strong>. Se considerarmos os registros policiais, a m\u00e9dia \u00e9 de um caso de agress\u00e3o ou amea\u00e7a a cada dez minutos. Por\u00e9m, os estudos de viol\u00eancia dom\u00e9stica indicam que aquilo que \u00e9 reportado \u00e0 pol\u00edcia est\u00e1 longe de representar o n\u00famero real.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferentemente dos casos de feminic\u00eddios, que em geral n\u00e3o s\u00e3o subnotificados, quando se trata de outros tipos de viol\u00eancia, uma&nbsp;<strong>minoria chega ao conhecimento das autoridades<\/strong>. A maioria das mulheres ainda n\u00e3o consegue&nbsp;<strong>romper o sil\u00eancio<\/strong>. \u00c9 por isso que, na vis\u00e3o da delegada Cristiane Ramos, titular da Divis\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Mulher (Dipam) no Estado, a eleva\u00e7\u00e3o dos registros pode ser vista como positiva.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2014 H\u00e1 muita subnotifica\u00e7\u00e3o. Quando a gente tem um aumento no registro me parece que talvez estejam se sentindo mais acolhidas pela rede de atendimento \u2014 avalia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Segundo a delegada, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/policia-civil\/\"><strong>Pol\u00edcia Civil<\/strong><\/a>&nbsp;investiu em cursos de atendimento e enfrentamento aos feminic\u00eddios para qualificar os policiais que atendem \u00e0s v\u00edtimas. Em Porto Alegre, houve aumento do n\u00famero de servidores no plant\u00e3o, na tentativa de reduzir o tempo de espera por atendimento e impedir que as mulheres desistam de registrar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2014 A gente oferecer um atendimento mais c\u00e9lere, mais qualificado, faz com que mais mulheres registrem ocorr\u00eancia. \u00c9 muito positivo isso \u2014 diz a delegada.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Promotora de Justi\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia Contra a Mulher, Ivana Battaglin, ressalta que os dados de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra mulheres t\u00eam aumentado de maneira geral no pa\u00eds. Ela ressalta que a cria\u00e7\u00e3o masculina, que ainda refor\u00e7a estere\u00f3tipos como o de que homens n\u00e3o choram, devem brigar e n\u00e3o demonstrar sentimentos auxiliam a perpetuar a cultura que resulta em conflitos e atos violentos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2014 O aumento tem duas perspectivas:&nbsp;<strong>elas est\u00e3o denunciando mais, mas tamb\u00e9m est\u00e3o sofrendo mais viol\u00eancias<\/strong>. O fato de que se fala mais no assunto mostra \u00e0s mulheres a possibilidade de den\u00fancia. Aquelas que sofriam caladas est\u00e3o come\u00e7ando a falar. Mas tamb\u00e9m est\u00e1 aumentando a viol\u00eancia. As mulheres est\u00e3o mais cientes de seus direitos. Os homens, por outro lado, n\u00e3o est\u00e3o preparados para essa independ\u00eancia. Estamos criando meninos como eram criados h\u00e1 50 anos. N\u00e3o ensinamos outra forma de masculinidade para os homens que n\u00e3o seja a viol\u00eancia \u2014 alerta Ivana.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o, segundo a promotora, \u00e9 com a redu\u00e7\u00e3o de investimentos em pol\u00edticas p\u00fablicas para proteger as mulheres, a n\u00edvel nacional.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Toda a rede precisa estar equipada e trabalhando junto. Tudo exige investimento. Essa mulher precisa ter uma rede de prote\u00e7\u00e3o, de apoio, que passa pela fam\u00edlia, amigos e sobretudo o Estado. \u00c0s vezes precisa sair de onde est\u00e1. \u00c9 um local perigoso. Precisa encontrar creche, vaga na escola para os filhos. Ela precisa de pol\u00edticas p\u00fablicas que fomentem a inclus\u00e3o dela no mercado de trabalho. S\u00e3o muitas as pol\u00edticas que podem auxiliar a mulher a sair da viol\u00eancia. A condena\u00e7\u00e3o do agressor \u00e9 importante, mas t\u00e3o somente ela n\u00e3o vai resolver \u2014 diz a promotora.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Onde pedir ajuda<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Brigada Militar<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<ul>\n<li class=\"unordered-list-item\"><strong>Telefone<\/strong>&nbsp;&#8211; 190<\/li>\n<li class=\"unordered-list-item\"><strong>Hor\u00e1rio<\/strong>&nbsp;&#8211; 24 horas<\/li>\n<li class=\"unordered-list-item\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong> &#8211; atende emerg\u00eancias envolvendo viol\u00eancia dom\u00e9stica em todos os munic\u00edpios. Para as v\u00edtimas que j\u00e1 possuem medida protetiva, h\u00e1 a Patrulha Maria da Penha da BM, que fiscaliza o cumprimento. Patrulheiros fazem visitas peri\u00f3dicas \u00e0 mulher e mant\u00eam contato por telefone.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Rio Grande do Sul, de janeiro a novembro deste ano, foram&nbsp;47,7 mil registros de les\u00e3o corporal e amea\u00e7a contra mulheres. Os dados s\u00e3o da Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado. O n\u00famero de ocorr\u00eancias de&nbsp;les\u00e3o corporal aumentou 9,3%&nbsp;no comparativo com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Foram 17.739 mulheres agredidas nestes 11 meses. \u00c9<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/uma-mulher-e-agredida-a-cada-27-minutos-no-rs\/\" title=\"Read More\"> <span class=\"button\">Read More<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":61023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-61022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61022"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61022\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}