{"id":56029,"date":"2022-11-11T13:10:37","date_gmt":"2022-11-11T15:10:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=56029"},"modified":"2022-11-11T13:10:37","modified_gmt":"2022-11-11T15:10:37","slug":"ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos\/","title":{"rendered":"IBGE: renda m\u00e9dia de trabalhador branco \u00e9 75,7% maior que de pretos"},"content":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgado hoje (11) mostra a cor como fator relevante na diferencia\u00e7\u00e3o do rendimento mensal m\u00e9dio dos trabalhadores no pa\u00eds em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em m\u00e9dia. Esse valor \u00e9 75,7% maior do que o registrado entre os pretos, que \u00e9 de R$ 1.764. Tamb\u00e9m supera em 70,8% a renda m\u00e9dia de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.<\/p>\n<p>Mesmo entre pessoas com n\u00edvel superior completo, persiste uma dist\u00e2ncia significativa. Nesse grupo, o rendimento m\u00e9dio por hora dos brancos foi cerca de 50% maior que o dos pretos e cerca de 40% superior ao dos pardos. Al\u00e9m disso, embora representem 53,8% dos trabalhadores do pa\u00eds, pretos e pardos ocuparam em 2021 apenas 29,5% dos cargos gerenciais.<\/p>\n<p>Os brancos tamb\u00e9m t\u00eam sido menos afetados pelo desemprego. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o em 2021 para eles \u00e9 de 11,3%. Entre a popula\u00e7\u00e3o preta \u00e9 de 16,5% e para a popula\u00e7\u00e3o parda, de 16,2%.<br \/>\nOs dados revelam ainda diferen\u00e7as na informalidade: apenas os brancos se situam abaixo do \u00edndice nacional de 40,1%. Segundo o IBGE, &#8220;a informalidade no mercado de trabalho est\u00e1 associada, muitas vezes, ao trabalho prec\u00e1rio e \u00e0 aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o social&#8221;. Ela envolve trabalhadores que podem enfrentar dificuldades para acesso a direitos b\u00e1sicos, como a aposentadoria e a garantia de remunera\u00e7\u00e3o igual ou superior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 bastante distinta no recorte por cor. Entre os brancos, 18,6% est\u00e3o abaixo da linha da pobreza, isto \u00e9, vivem com menos de US$ 5,50 por dia conforme uma das classifica\u00e7\u00f5es do Banco Mundial. O percentual praticamente dobra entre pretos (34,5%) e pardos (38,4%).<\/p>\n<p>Intitulado Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, o estudo faz um cruzamento de dados extra\u00eddos de mais 12 pesquisas do pr\u00f3prio IBGE. Ele est\u00e1 em sua segunda edi\u00e7\u00e3o. A primeira, divulgada em 2019, foi mais enxuta: indicadores sobre mercado de trabalho e distribui\u00e7\u00e3o de rendimento, por exemplo, n\u00e3o integraram o levantamento. De acordo com o IBGE, &#8220;as desigualdades raciais s\u00e3o importantes vetores de an\u00e1lise das desigualdades sociais no Brasil, ao revelar no tempo e no espa\u00e7o a maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica das popula\u00e7\u00f5es de cor ou ra\u00e7a preta, parda e ind\u00edgena&#8221;.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgado hoje (11) mostra a cor como fator relevante na diferencia\u00e7\u00e3o do rendimento mensal m\u00e9dio dos trabalhadores no pa\u00eds em 2021&#8230;.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":56031,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[47,39],"tags":[],"class_list":["post-56029","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-economia"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56029\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}