{"id":54099,"date":"2022-06-20T11:21:23","date_gmt":"2022-06-20T13:21:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=54099"},"modified":"2022-06-20T11:23:25","modified_gmt":"2022-06-20T13:23:25","slug":"preconceito-lgbtqia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/","title":{"rendered":"PRECONCEITO LGBTQIA+"},"content":{"rendered":"<p><strong>P.R.E.C.O.N.C.E.I.T.O.<\/strong> Palavra de onze letras com quatro s\u00edlabas considerada um substantivo masculino. Tem como significado a opini\u00e3o pr\u00e9-formada de algo ou algu\u00e9m, sem fundamento cr\u00edtico ou l\u00f3gico. Geralmente se manifesta de forma discriminat\u00f3ria perante indiv\u00edduos, cren\u00e7as, tend\u00eancias, comportamentos. E dificilmente voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o sentiu esse palavr\u00e3o sobre determinada pessoa ou coisa.<br \/>\nAceitar as diferen\u00e7as daquilo que n\u00e3o se conhece ou convive \u00e9 necess\u00e1rio para poder estar em sociedade. O problema \u00e9 quando o preconceito se manifesta com raiva e hostilidade, resultando em viol\u00eancia e, em alguns casos, morte. Desse ponto de vista a aceita\u00e7\u00e3o que menciono no in\u00edcio desse par\u00e1grafo, n\u00e3o era a \u00fanica necessidade que um ser humano deveria dispor ao outro, e sim um substantivo masculino, com uma s\u00edlaba a menos do que a palavra que iniciou esse texto e com apenas oito letras: respeito.<\/p>\n<p>De acordo com o Observat\u00f3rio de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil, em 2020, 237 pessoas da comunidade LGBTQIA+ morreram de forma violenta por conta do preconceito. Deste total, mais de 94% das mortes foram homic\u00eddios, o que significa que 224 pessoas foram assassinadas. N\u00e3o parece ser um n\u00famero alarmante e a pesquisa destaca que houve uma queda de 28% em compara\u00e7\u00e3o a 2019. Mas se formos analisar o motivo que legitima esse ataques, \u00e9 inconceb\u00edvel pensar que tantas vidas foram brutalmente tiradas pelo simples fato de amar e ser.<br \/>\nAssumir ser LGBTQIA+ num pa\u00eds que mais mata trans e travestis, que tem sua sexualidade e identidade invisibilizadas e que precisa afirmar a sua exist\u00eancia em espa\u00e7os p\u00fablicos e privados diariamente, \u00e9 sin\u00f4nimo de coragem para uma porcentagem da popula\u00e7\u00e3o. E o preconceito n\u00e3o reside apenas na esfera social, ele tamb\u00e9m penetra em outras camadas essenciais como o judici\u00e1rio, a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dia 17 de maio \u00e9 comemorado o Dia Internacional Contra a LGBTfobia. Essa data foi escolhida porque em 1990, a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) deixou de considerar a homossexualidade como uma doen\u00e7a e a retirou da CID (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as). Compreender que esse ato h\u00e1 31 anos mudou a forma como a sociedade olhava para popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, \u00e9 n\u00e3o negar a realidade de que esse dia tardou a chegar. Hoje, marcado por muita luta e resist\u00eancia, a popula\u00e7\u00e3o caminha pelas avenidas do pa\u00eds para registrar que ainda h\u00e1 muito a ser feito, mas o que j\u00e1 foi conquistado merece o devido reconhecimento.<\/p>\n<p><strong>Estat\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p>Encontrar compreens\u00e3o, acolhimento e uma rede de apoio \u00e9 uma das demonstra\u00e7\u00f5es de afeto mais significativas que um LGBTQIA+ busca, quando encontra-se no momento de revelar sua identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual a sua fam\u00edlia e amigos. O enfrentamento ao preconceito e as viol\u00eancias nesse per\u00edodo perdem um pouco do seu peso e mesmo que n\u00e3o haja uma seguran\u00e7a e integridade total garantida em sociedade, esse movimento de transi\u00e7\u00e3o se torna mais leve.<br \/>\nInfelizmente esse ideal ainda n\u00e3o \u00e9 completamente poss\u00edvel e muitos parentes quando se encontram vivenciando essa realidade, optam por expulsar, oprimir e\/ou violentar o ente que expressa a sua identidade e sexualidade. De acordo com dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2019, dos 329 LGBTQIA+ que foram mortos violentamente, 35,5% desse total das v\u00edtimas foram assassinadas dentro de suas pr\u00f3prias casas, indicando que a viol\u00eancia foi praticada por conhecidos ou familiares.<\/p>\n<p>Tendo esse entendimento, os seguintes infogr\u00e1ficos oferecem um panorama maior do que o preconceito transformado em viol\u00eancia pode gerar. No per\u00edodo compreendido entre 2011 e 2019 o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) registrou, em m\u00e9dia, 1.666 den\u00fancias anuais de viol\u00eancias contra pessoas LGBTQI+.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/estatistica-1\/\" rel=\"attachment wp-att-54104\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-54104\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/estatistica-1.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/estatistica-1.jpg 582w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/estatistica-1-300x232.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essa mesma interrup\u00e7\u00e3o da estabilidade de registros na s\u00e9rie se deu tamb\u00e9m no n\u00famero de den\u00fancias de les\u00e3o corporal, que atingiu o menor valor no ano de 2019, com queda de quase 50% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/est-2\/\" rel=\"attachment wp-att-54105\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-54105\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/est-2.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/est-2.jpg 585w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/est-2-300x236.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda que o Disque 100 trabalhe apenas com den\u00fancias, e n\u00e3o necessariamente com registros de viol\u00eancias, cabe questionar por que um indicador que se mantinha relativamente est\u00e1vel por quase meia d\u00e9cada tenha tido redu\u00e7\u00e3o t\u00e3o abrupta. Os dados coletados pelo Sinan (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o) que ser\u00e3o expostos adiante, indicam que n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o das notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancias no sistema de sa\u00fade no ano de 2019, indicando que os dados do Disque 100 est\u00e3o provavelmente subestimados.<\/p>\n<p>Os motivos para que as pessoas n\u00e3o recorram ao servi\u00e7o para fazer den\u00fancias podem ser in\u00fameros. As redu\u00e7\u00f5es expressivas nos n\u00fameros de den\u00fancias do Disque 100, ind\u00edcios de que a invisibiliza\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias contra pessoas LGBTQIA+ se aprofundou, se observam tamb\u00e9m nos casos de den\u00fancias mais graves, de homic\u00eddios e tentativas de homic\u00eddios, tendo a s\u00e9rie hist\u00f3rica de registros atingidos em 2019 seu ponto mais baixo, com o menor valor somado de den\u00fancias de ambas as categorias desde 2011.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/3-23\/\" rel=\"attachment wp-att-54107\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-54107\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"559\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/3-1.jpg 559w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/3-1-300x248.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar a aus\u00eancia de dados precisos e fi\u00e9is para que se possa ter total compreens\u00e3o do que a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ enfrenta. Os gr\u00e1ficos acima evidenciam uma parte disso, mas ainda assim encontram-se prejudicados pelo medo ocasionado pelo preconceito, que incapacita esse grupo de registrar e denunciar os abusos e viol\u00eancias sofridos.&nbsp;<\/p>\n<p>Percebendo essa tem\u00e1tica e todos os dados e narrativas constru\u00eddas, essa reportagem tem como objetivo ouvir fontes LGBTQIA+ que passaram pelo momento de assumir quem s\u00e3o perante suas fam\u00edlias, e enfrentaram o preconceito vindo de pessoas que eles pensaram que sempre os aceitariam. Atrav\u00e9s dos relatos de Livi\u00ea, Bruno, Frederico e Maria Helena somos sensibilizados com a pauta e podemos observar uma parte de suas hist\u00f3rias fazendo parte da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.<br \/>\nContamos tamb\u00e9m com as opini\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es profissionais da psic\u00f3loga Luana da Costa Isolan, de 27 anos, formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e pelo defensor p\u00fablico Thiago Oro Caum Gon\u00e7alves, de 30 anos, que atua na profiss\u00e3o na cidade de Frederico Westphalen.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/cats-51\/\" rel=\"attachment wp-att-54101\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-54101\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-1.jpg\" alt=\"\" width=\"647\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-1.jpg 647w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-1-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 647px) 100vw, 647px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Luana \u00e9 uma mulher cis bissexual e que atualmente trabalha em consultorio particular. Em nossa entrevista ela nos contou um pouco sobre a sua trajet\u00f3ria no curso de psicologia, como a profiss\u00e3o enxerga o preconceito e a viol\u00eancia LGBTQIA+, as formas de ajudar a quem necessita de atendimento nesses casos e tamb\u00e9m um pouco do seu processo de aceita\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o de sua sexualidade para com os seus familiares.<br \/>\n\u201cA psicologia tem um dever hist\u00f3rico com as minorias, n\u00e3o s\u00f3 o p\u00fablico LGBTQIA+ como outras minorias, por em diversas d\u00e9cadas ter contribu\u00eddo para a estigma\u00e7\u00f5es dessas condi\u00e7\u00f5es e ter contribu\u00eddo tamb\u00e9m com o silenciamento de muitas pessoas durante muitos anos, considerando que fosse algo errado. Acredito que como psic\u00f3logos, precisamos estar ativos na luta anti-lgbtfobia.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/cats-52\/\" rel=\"attachment wp-att-54102\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-54102\" src=\"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-2.jpg\" alt=\"\" width=\"737\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-2.jpg 737w, https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cats-2-300x211.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Thiago \u00e9 um homem cis h\u00e9tero e que encontrou na defensoria p\u00fablica uma forma de contribuir no enfretamento aos preconceitos, n\u00e3o somente da causa LGBTQIA+ como de outras minorias, que necessitam de assist\u00eancia jur\u00eddica. Ele relata que ap\u00f3s ter trabalhado um per\u00edodo em Porto Alegre, notou em Frederico Westphalen uma certa flexibilidade para demandar sobre essas quest\u00f5es pela cidade residir uma universidade \u201cpois as unis s\u00e3o centros de cultura\u201d. Ele nos relatou que j\u00e1 atuou em casos que envolviam pessoas LGBTQIA+ e afirmou sua realiza\u00e7\u00e3o em poder trabalhar na causa.<\/p>\n<p>\u201cA Defensoria \u00e9 muito complicada pois acabamos fazendo o padr\u00e3o, mas seguidos temos esses casos especiais. Minha maior realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 poder continuar fazendo. Na defensoria a palavra principal \u00e9 acolhimento, a minha realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional \u00e9 poder estar dando segmento a isso, e assim, agradecer a oportunidade e que bom que voc\u00eas est\u00e3o trazendo essa pauta\u201d.<br \/>\nFalar sobre preconceito e viol\u00eancia LGBTQIA+ \u00e9 um ato necess\u00e1rio para que cotidianamente, essa tem\u00e1tica seja enfraquecida. N\u00e3o se trata de \u201cmimimi\u201d quando nos referimos a dor do outro. A seguir apresentamos quatro hist\u00f3rias de pessoas que fazem dessa problem\u00e1tica, uma conversa identit\u00e1ria de vida.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________________<\/p>\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-group\">\n<div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Esta reportagem busca compreender o processo das fontes em assumirem suas identidades e sexualidades perante seus familiares, e a forma em como este preconceito foi enfrentado.<\/em><br \/>\n<em>Realizada pelos alunos B\u00e1rbara Linhares, Bruna Lopes, Lav\u00ednia Machado e Marcos Pellegatti, do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen, a mat\u00e9ria faz parte de uma das avalia\u00e7\u00f5es da Disciplina de Laborat\u00f3rio de Reportagem Convergente 2021\/2.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong><br \/>\nB\u00e1rbara Linhares<br \/>\nBruna Lopes<br \/>\nLav\u00ednia Machado<br \/>\nMarcos Pellegatti<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Entrevistas:<\/strong><br \/>\nB\u00e1rbara Linhares<br \/>\nBruna Lopes<br \/>\nLav\u00ednia Machado<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Escrita, edi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o de textos:<\/strong><br \/>\nB\u00e1rbara Linhares<br \/>\nLav\u00ednia Machado<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Redes Sociais:<\/strong><br \/>\nBruna Lopes<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Infografia:<\/strong><br \/>\nMarcos Pellegatti<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Design:<\/strong><br \/>\nMarcos Pellegatti<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P.R.E.C.O.N.C.E.I.T.O. Palavra de onze letras com quatro s\u00edlabas considerada um substantivo masculino. Tem como significado a opini\u00e3o pr\u00e9-formada de algo ou algu\u00e9m, sem fundamento cr\u00edtico ou l\u00f3gico. Geralmente se manifesta de forma discriminat\u00f3ria perante indiv\u00edduos, cren\u00e7as, tend\u00eancias, comportamentos. E dificilmente voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o sentiu esse palavr\u00e3o sobre determinada pessoa ou coisa. Aceitar as diferen\u00e7as daquilo<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/preconceito-lgbtqia\/\" title=\"Read More\"> <span class=\"button\">Read More<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":54103,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[47,28],"tags":[],"class_list":["post-54099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-destaque"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}