{"id":51644,"date":"2022-01-04T10:08:31","date_gmt":"2022-01-04T12:08:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=51644"},"modified":"2022-01-04T10:08:31","modified_gmt":"2022-01-04T12:08:31","slug":"sistema-imunologico-de-vacinados-e-reinfectados-resiste-a-omicron","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/sistema-imunologico-de-vacinados-e-reinfectados-resiste-a-omicron\/","title":{"rendered":"Sistema imunol\u00f3gico de vacinados e reinfectados resiste \u00e0 \u00d4micron"},"content":{"rendered":"<p>Estudos preliminares feitos na \u00c1frica do Sul, nos Pa\u00edses Baixos e Estados Unidos (EUA) revelam que o sistema imunol\u00f3gico dos vacinados ou reinfectados com o SARS-CoV-2 previne casos graves de covid-19.<\/p>\n<p>Liderada por especialistas da \u00c1frica do Sul, a pesquisa concluiu que grande parte da resposta de c\u00e9lulas T, estimuladas pela vacina\u00e7\u00e3o ou por infec\u00e7\u00f5es anteriores, \u00e9 mantida na presen\u00e7a da variante \u00d4micron.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, essa pode ser explica\u00e7\u00e3o para o menor n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos do que em outras ondas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Todos os estudos analisaram linf\u00f3citos, gl\u00f3bulos brancos capazes de lembrar um agente patog\u00eanico e elimin\u00e1-lo do organismo por meses, anos, d\u00e9cadas, ou mesmo ao longo da vida.<\/p>\n<p>A elite desses gl\u00f3bulos brancos s\u00e3o os chamados &#8220;linf\u00f3citos assassinos&#8221; que identificam as c\u00e9lulas infectadas e as matam. Isso evita que o v\u00edrus prolongue a infec\u00e7\u00e3o e cause doen\u00e7a grave. A esse tipo de linf\u00f3cito, conhecido como CD8, s\u00e3o adicionados os CD4, que ajudam a reativar o sistema imunol\u00f3gico em caso de nova infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As pesquisadoras Catherine Riou e Wendy Burgers, da Universidade da Cidade do Cabo, observaram a resposta de linf\u00f3citos T de \u201cmem\u00f3ria\u201d (que lembram como combater o v\u00edrus) em 90 pessoas inoculadas com as vacinas da Pfizer (duas doses), Johnson &amp; Johnson (uma ou duas doses) ou previamente infcetadas.<\/p>\n<p>Os resultados \u2013 ainda preliminares por n\u00e3o terem sido analisados por especialistas independentes \u2013 revelam que a resposta dos linf\u00f3citos \u00e0 \u00d4micron tem intensidade entre 70% e 80% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s variantes anteriores.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a equipe do imunologista Alessandro Sette analisou as c\u00e9lulas brancas de 86 pessoas vacinadas com Moderna, Pfizer e Janssen. Os resultados, tamb\u00e9m preliminares, mostram que at\u00e9 90% da resposta permanece intacta com a \u00d4micron.<\/p>\n<p>Nos Pa\u00edses Baixos, outro estudo preliminar com 60 profissionais de sa\u00fade vacinados com Pfizer, Moderna AstraZeneca ou Janssen revela que a imunidade medida pelos gl\u00f3bulos brancos contra a \u00d4micron \u00e9 t\u00e3o elevada quanto as outras variantes.<\/p>\n<p>Esses resultados contrastam com os estudos de imunidade realizados at\u00e9 agora, que se concentraram em anticorpos. Essas prote\u00ednas s\u00e3o produzidas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o ou vacina\u00e7\u00e3o e podem impedir que o v\u00edrus entre nas c\u00e9lulas. V\u00e1rios estudos mostraram que a efic\u00e1cia dos anticorpos contra a \u00d4micron \u00e9 muito menor do que a registrada com as outras variantes.<\/p>\n<p>Com o grande n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es pela variante \u00d4micron, registrada em muitos pa\u00edses, haver\u00e1 muitas hospitaliza\u00e7\u00f5es por curto per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>Os novos dados parecem confirmar o que est\u00e1 sendo observado em v\u00e1rios pa\u00edses: a \u00d4micron infeta pessoas vacinadas ou j\u00e1 infectadas, mas tem menos possibilidade de escapar aos leuc\u00f3citos que ainda s\u00e3o capazes de identificar as c\u00e9lulas e elimin\u00e1-las antes que causem a doen\u00e7a grave.<\/p>\n<p>Isso pode explicar como a \u00c1frica do Sul teve 80% menos de hospitaliza\u00e7\u00f5es com a \u00d4micron do que com as cepas anteriores. \u00c9, no entanto, muito cedo saber o real impacto da nova variante do SARS-CoV-2 nas hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos.<\/p>\n<p><strong>Pulm\u00f5es&nbsp;<\/strong><br \/>\nUm grupo de cientistas da Universidade de Hong Kong descobriu que a \u00d4micron se replica 70 vezes mais rapidamente do que a Delta nas vias \u00e1reas humanas, mas \u00e9 muito mais lenta na infec\u00e7\u00e3o do tecido pulmonar, o que pode sugerir menor gravidade da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo os estudos, o SARS-CoV-2 entra nas c\u00e9lulas que revestem o nariz, a garganta e as vias respirat\u00f3rias superiores de forma diferente; portanto, apesar de ter sido encontrada em grandes quantidades nas vias respirat\u00f3rias, a concentra\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u00e9 menor no tecido pulmonar.<\/p>\n<p>Uma equipe que analisa a \u00d4micron descobriu uma prote\u00edna essencial encontrada nas c\u00e9lulas do pulm\u00e3o, chamada TMPRSS2, que impede a nova variante de entrar e infectar as c\u00e9lulas pulmonares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos preliminares feitos na \u00c1frica do Sul, nos Pa\u00edses Baixos e Estados Unidos (EUA) revelam que o sistema imunol\u00f3gico dos vacinados ou reinfectados com o SARS-CoV-2 previne casos graves de&#8230;<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":50454,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6172,33,37],"tags":[],"class_list":["post-51644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","category-noticias","category-saude"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}