{"id":50798,"date":"2021-11-17T16:15:22","date_gmt":"2021-11-17T18:15:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=50798"},"modified":"2021-11-17T16:15:22","modified_gmt":"2021-11-17T18:15:22","slug":"pandemia-estabiliza-em-novo-patamar-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/pandemia-estabiliza-em-novo-patamar-no-rs\/","title":{"rendered":"Pandemia estabiliza em novo patamar no RS"},"content":{"rendered":"<p>A pandemia do novo coronav\u00edrus no Rio Grande do Sul estabilizou num novo plat\u00f4 desde o come\u00e7o de setembro. Ap\u00f3s o momento mais tr\u00e1gico da crise alcan\u00e7ar o pico em mar\u00e7o, cair vertiginosamente at\u00e9 o in\u00edcio de maio e aumentar novamente, desde junho o n\u00famero de novos casos e interna\u00e7\u00f5es hospitalares come\u00e7ou a baixar e mant\u00e9m em patamar estabilizado.<br \/>\nA m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes tem sido de 20 pessoas por dia. A quantidade de pacientes internados em leitos cl\u00ednicos tem variado em torno de 450 pessoas, mesmo n\u00famero de pacientes na UTI.<br \/>\nA melhora dos dados da pandemia no Estado acompanhou o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, conforme era esperado. Por\u00e9m, desde setembro, apesar da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o prosseguir, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 inalterada.<br \/>\nRonaldo Hallal, infectologista e consultor da Sociedade Riograndense de Infectologia, diz haver uma s\u00e9rie de vari\u00e1veis para entender o momento. A come\u00e7ar por ainda ter pessoas com imunidade natural devido ao pico da pandemia no primeiros meses do ano.<br \/>\n\u201cDevemos ter o efeito da imunidade daquela onda no primeiro semestre, que foi devastadora e que \u00e9 poss\u00edvel, pela exposi\u00e7\u00e3o de um grupo grande da sociedade, que isso tenha algum efeito junto com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o. Algum n\u00edvel de imunidade ainda residual gerado por aquele cen\u00e1rio, junto com avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, reduzindo a consequ\u00eancia mais devastadora da variante Delta, que se observa em alguns lugares da Europa\u201d, explica.<\/p>\n<p>GRANDE CIRCULA\u00c7\u00c3O<br \/>\nPor outro lado, destaca a grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas atualmente, o que mant\u00e9m um contingente ainda elevado de pessoas que contraem a doen\u00e7a. \u201c\u00c9 esse conjunto, como se fossem elementos de uma balan\u00e7a que est\u00e3o postos e que nos mant\u00e9m nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<br \/>\nHallal adota a precau\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio da pandemia no RS para os pr\u00f3ximos meses. A presen\u00e7a da variante Delta, com algum potencial escape da vacina\u00e7\u00e3o, pode causar nos pr\u00f3ximos meses um aumento nos indicadores da pandemia.<br \/>\nAinda que um novo aumento possa acontecer, o infectologista destaca haver um \u201cdegrau\u201d entre a curva de novas infec\u00e7\u00f5es, estabilizada ainda em n\u00edveis elevados, em rela\u00e7\u00e3o a interna\u00e7\u00e3o em UTI, bem mais baixa. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que isso diga respeito \u00e0 mudan\u00e7a, do ponto de vista imunol\u00f3gico, relacionada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o e \u00e0 vacina. Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que esse \u2018degrau\u2019 se alargue ao longo do tempo, \u00e0 medida que a vacina\u00e7\u00e3o avance\u201d, explica.<br \/>\nO consultor da Sociedade Riograndense de Infectologia acredita que, em algum momento, a pandemia se tornar\u00e1 uma endemia, com taxas de preval\u00eancia mais baixa e possivelmente restrita a grupos mais expostos, como profissionais de sa\u00fade, idosos e popula\u00e7\u00f5es que n\u00e3o conseguem evitar aglomera\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que a covid-19 permane\u00e7a como uma doen\u00e7a, s\u00f3 que com outro contorno epidemiol\u00f3gico.\u201d<\/p>\n<p>INCERTEZA<br \/>\nHallal diz ainda n\u00e3o ter uma estimativa do que poder\u00e3o ser os n\u00edveis permanentes da crise da covid-19 no futuro, entre interna\u00e7\u00f5es e mortes. S\u00e3o muitos fatores interagindo constantemente, com vari\u00e1veis sendo modificadas ao longo do tempo. \u201cProvavelmente n\u00e3o veremos casos zero de covid-19 e ocupa\u00e7\u00e3o zero de UTI, certamente veremos mais baixo do que vemos agora.\u201d<br \/>\nA incerteza, daqui pra frente, seguir\u00e1 sendo a possibilidade de novas variantes do v\u00edrus, com muta\u00e7\u00f5es que possam escapar das vacinas e de tratamentos emergentes que est\u00e3o surgindo, como os de anticorpos monoclonais e rem\u00e9dios antivirais. Por outro lado, o infectologista destaca a expectativa para uma nova gera\u00e7\u00e3o de vacinas que consigam prevenir e tratar diversas variantes, al\u00e9m da efic\u00e1cia contra as formas graves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: Sul21<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia do novo coronav\u00edrus no Rio Grande do Sul estabilizou num novo plat\u00f4 desde o come\u00e7o de setembro. 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