{"id":49022,"date":"2021-07-23T09:40:59","date_gmt":"2021-07-23T11:40:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=49022"},"modified":"2021-07-23T09:40:59","modified_gmt":"2021-07-23T11:40:59","slug":"quase-20-dos-brasileiros-de-50-a-59-anos-ainda-nao-se-vacinaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/quase-20-dos-brasileiros-de-50-a-59-anos-ainda-nao-se-vacinaram\/","title":{"rendered":"Quase 20% dos brasileiros de 50 a 59 anos ainda n\u00e3o se vacinaram"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Primeira faixa et\u00e1ria a ter a vacina\u00e7\u00e3o contra covid-19&nbsp;autorizada fora do grupo priorit\u00e1rio, a popula\u00e7\u00e3o entre 50 e 59 anos ainda tem cerca de 20% sem receber uma dose sequer de imunizante no Brasil. Um levantamento feito pelo&nbsp;R7&nbsp;com base nos dados mais recentes disponibilizados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostra que cerca de 24,2 milh\u00f5es integram esse grupo, mas 4,53 milh\u00f5es (18,7%) n\u00e3o tomaram a primeira dose ou a vacina de dose \u00fanica da Janssen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em compara\u00e7\u00e3o com os idosos, h\u00e1 uma diferen\u00e7a significativa. A popula\u00e7\u00e3o acima de 60 anos soma 31,2 milh\u00f5es, dos quais apenas 1,56 milh\u00e3o (5%) n\u00e3o tomaram dose alguma. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ainda fazer uma an\u00e1lise s\u00f3lida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s idades mais jovens, j\u00e1 que a vacina\u00e7\u00e3o abaixo de 50 anos come\u00e7ou h\u00e1 poucas semanas em boa parte do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do SIVEP-Gripe (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a faixa et\u00e1ria de 50 a 59 anos passou a concentrar as mortes por covid-19 nos \u00faltimos dois meses, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o dos idosos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"denakop-ad-4165530067834\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es) Carla Domingues, este deveria ser o grupo mais engajado em se vacinar. &#8220;De 50 a 60 anos, \u00e9 o grupo que mais tem comorbidades depois dos idosos. [&#8230;] \u00c9 um grupo sensibilizado \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, porque tem risco de ter complica\u00e7\u00f5es pela doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carla acrescenta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar com clareza o que causou essa taxa de n\u00e3o vacinados, mas diz que \u00e9 preciso identificar se h\u00e1 diferen\u00e7as regionais e por classe social, j\u00e1 que deslocamentos e disponibilidade para ir se vacinar podem ter efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m aponta a falha de uma comunica\u00e7\u00e3o uniforme por parte do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. &#8220;Infelizmente, o que a gente est\u00e1 vendo, com os idosos houve toda uma divulga\u00e7\u00e3o maior, uma busca desses grupos. Os estados est\u00e3o nessa competi\u00e7\u00e3o para ver quem termina de vacinar primeiro e est\u00e3o deixando um monte de gente para tr\u00e1s. N\u00e3o terminou um grupo e j\u00e1 est\u00e3o vindo outros. Eu at\u00e9 acho que tem que abrir para que a gente n\u00e3o fique com vacina parada, mas n\u00e3o pode ficar deixando (grupos com baixa cobertura vacinal) ad eternum.&#8221;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"denakop-ad-789863169395843\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dica Fl\u00e1via Bravo, da diretoria da SBIm (Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es), acrescenta que adultos saud\u00e1veis e adolescentes, tradicionalmente, vacinam-se menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o \u00e9 simplesmente recusa. Existe essa situa\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica e tradicional de que \u00e9 dif\u00edcil levar essas pessoas para vacina\u00e7\u00e3o de um modo geral. Em qualquer pa\u00eds, as taxas de cobertura vacinal dos adultos s\u00e3o mais baixas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela pondera, todavia, que o fato de a covid-19 ser um assunto presente no dia a dia e que afeta a sociedade como um todo deveria ser um est\u00edmulo na busca pela imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A comprova\u00e7\u00e3o disso \u00e9 esse clamor popular por vacinas, as filas&#8230; S\u00e3o aquelas pessoas que vivenciaram na pele o que a covid consegue fazer e que est\u00e3o a\u00ed. A minoria s\u00e3o aqueles que n\u00e3o conseguem ter empatia ou negam as evid\u00eancias todas. N\u00e3o s\u00e3o nem evid\u00eancias cient\u00edficas, s\u00e3o evid\u00eancias de vida.&#8221;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"denakop-ad-803387644959352\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os que se recusam a tomar vacina por convic\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma pequena parcela no Brasil, na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas. Estima-se que em torno de 3% da popula\u00e7\u00e3o seja antivacina. Mas at\u00e9 eles devem ser beneficiados indiretamente com o aumento da cobertura vacinal, explica Fl\u00e1via.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente tem que pautar as estrat\u00e9gias sabendo que antivacinista existe para qualquer vacina, a gente busca percentual de cobertura confiando que aqueles 25% que est\u00e3o de fora, ali dentro est\u00e3o os anti-vax [express\u00e3o em ingl\u00eas para antivacina]. Eles acabam se beneficiando da imunidade de comunidade.&#8221;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira faixa et\u00e1ria a ter a vacina\u00e7\u00e3o contra covid-19&nbsp;autorizada fora do grupo priorit\u00e1rio, a popula\u00e7\u00e3o entre 50 e 59 anos ainda tem cerca de 20% sem receber uma dose sequer de imunizante no Brasil. 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