{"id":48159,"date":"2021-06-04T11:27:58","date_gmt":"2021-06-04T13:27:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=48159"},"modified":"2021-06-04T11:27:58","modified_gmt":"2021-06-04T13:27:58","slug":"anvisa-decide-hoje-sobre-importacao-da-sputnik-v-e-covaxin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/anvisa-decide-hoje-sobre-importacao-da-sputnik-v-e-covaxin\/","title":{"rendered":"Anvisa decide hoje sobre importa\u00e7\u00e3o da Sputnik V e Covaxin"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)&nbsp;vai decidir nesta sexta-feira sobre a importa\u00e7\u00e3o das vacinas contra Covid-19 Sputnik V e Covaxin. Reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria analisar\u00e1 novos pedidos de importa\u00e7\u00e3o do imunizante russo, apresentado por governadores, e outra solicita\u00e7\u00e3o semelhante feita pelo governo federal para importa\u00e7\u00e3o da vacina indiana.<\/p>\n<p>Ao todo, os governadores do Nordeste t\u00eam pr\u00e9-contratos para aquisi\u00e7\u00e3o de 65 milh\u00f5es de doses da Sputnik, \u00e0 espera da aprova\u00e7\u00e3o pela Anvisa. O governo federal planeja comprar outras 10 milh\u00f5es de doses.<\/p>\n<p>A primeira decis\u00e3o da Anvisa sobre a importa\u00e7\u00e3o emergencial da Sputnik V aconteceu no final de abril, quando a ag\u00eancia negou o pedido do Maranh\u00e3o e outros estados sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia documentos que comprovassem a seguran\u00e7a da vacina.<\/p>\n<p>Os&nbsp;governadores do Cons\u00f3rcio Nordeste&nbsp;encaminharam \u00e0 Anvisa um relat\u00f3rio t\u00e9cnico pela aprova\u00e7\u00e3o da Sputnik V feito pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade da R\u00fassia, cumprindo uma das exig\u00eancias da ag\u00eancia para autoriza\u00e7\u00e3o excepcional. Mas a documenta\u00e7\u00e3o ainda foi considerada incompleta e novos materiais foram encaminhados para an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O Maranh\u00e3o, assim como os demais estados, entraram com novos pedidos de importa\u00e7\u00e3o, e a Anvisa sinalizou que poderia rever a decis\u00e3o, desde que nova documenta\u00e7\u00e3o fosse apresentada, respondendo \u00e0s quest\u00f5es de seguran\u00e7a levantadas pela ag\u00eancia.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da Anvisa deveria ter sido apresentada at\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (1\u00ba), mas a ag\u00eancia ganhou mais cinco dias depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, em a\u00e7\u00e3o impetrada pelo governo do Maranh\u00e3o, deu um novo prazo para responder \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o no STF, o governo do Maranh\u00e3o questiona a quantidade de documentos pedidos pela Anvisa, alegando que a ag\u00eancia mistura os processos de importa\u00e7\u00e3o, mais simples, com a autoriza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o da Sputnik V no Brasil pela Uni\u00e3o Qu\u00edmica, e pede mais documentos do que o necess\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Vacina indiana<\/strong><\/h3>\n<p>J\u00e1 sobre a&nbsp;vacina indiana Covaxin, a Anvisa n\u00e3o aprovou inicialmente a qualidade do laborat\u00f3rio produtor da vacina, a Bharat Biotech, ap\u00f3s uma inspe\u00e7\u00e3o, e depois de altera\u00e7\u00f5es, a proposta de importa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 reavaliada.<\/p>\n<p>O governo federal tem um acordo para aquisi\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses da Covaxin. Nesta semana, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade atingiu a marca de mais de 100 milh\u00f5es de doses de vacinas dos laborat\u00f3rios contratados distribu\u00eddas \u00e0s Unidades Federativas.<\/p>\n<h3><strong>Veja as vacinas contra Covid aplicadas no Brasil<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Pfizer<\/strong><\/h3>\n<p>Mais de 5,8 milh\u00f5es de doses foram entregues ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade pela farmac\u00eautica desde o fim de abril. At\u00e9 o momento, a pasta recebeu e j\u00e1 distribuiu para todos os estados e DF mais de 3,5 milh\u00f5es de vacinas da Pfizer. Dois contratos firmados entre o governo federal e a farmac\u00eautica garantem 200 milh\u00f5es de doses da vacina da farmac\u00eautica at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<h3><strong>Oxford\/AstraZeneca<\/strong><\/h3>\n<p>A vacina AstraZeneca, desenvolvida a partir de um projeto da Universidade de Oxford, \u00e9 produzida pela Fiocruz (Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz) no Brasil, por meio do Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos). A produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora foi com IFA (ingrediente farmac\u00eautico ativo) importado da China. Mas, ap\u00f3s assinatura de contrato de transfer\u00eancia de tecnologia nesta semana, os insumos tamb\u00e9m ser\u00e3o produzidos no pa\u00eds. At\u00e9 agora foram entregues para distribui\u00e7\u00e3o 47 milh\u00f5es de doses da vacina, sendo 4 milh\u00f5es produzidas na \u00cdndia.<\/p>\n<div>\n<div id=\"denakop-ad-870650174529144\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>CoronaVac<\/strong><\/h3>\n<p>O imunizante produzido pelo Instituto Butantan, em parceria com o laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac, foi o primeiro a ser distribu\u00eddo no pa\u00eds, no in\u00edcio do PNI (Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em 18 de janeiro. O instituto j\u00e1 entregou mais de 47 milh\u00f5es de doses e mant\u00e9m a previs\u00e3o de entrega de 100 milh\u00f5es de doses at\u00e9 30 de setembro. Por falta de insumos importados da China, o Butantan teve que interromper a produ\u00e7\u00e3o em maio por 13 dias. A expectativa \u00e9 entregar mais 5 milh\u00f5es de doses da vacina ao PNI, na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Correio do Povo&nbsp;<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)&nbsp;vai decidir nesta sexta-feira sobre a importa\u00e7\u00e3o das vacinas contra Covid-19 Sputnik V e Covaxin. Reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria analisar\u00e1 novos pedidos de importa\u00e7\u00e3o do imunizante russo, apresentado por governadores, e outra solicita\u00e7\u00e3o semelhante feita pelo governo federal para importa\u00e7\u00e3o da vacina indiana. 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