{"id":4752,"date":"2015-07-08T17:49:19","date_gmt":"2015-07-08T19:49:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=4752"},"modified":"2015-07-08T17:52:51","modified_gmt":"2015-07-08T19:52:51","slug":"mais-medicos-completa-dois-anos-10-pontos-que-a-imprensa-nao-destacou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/mais-medicos-completa-dois-anos-10-pontos-que-a-imprensa-nao-destacou\/","title":{"rendered":"Mais M\u00e9dicos completa dois anos: 10 pontos que a imprensa n\u00e3o destacou"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatos dois anos, no dia 8 de julho de 2013, o Brasil foi tomado por uma onda de ira corporativista contra um projeto que visava ampliar a oferta de m\u00e9dicos especializados em sa\u00fade da fam\u00edlia no Pa\u00eds. Naquele dia, o governo baixou a MP (Medida Provis\u00f3ria) criando o programa Mais M\u00e9dicos, que previa a importa\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos de diversos pa\u00edses, inclusive cubanos. O CFM (Conselho Federal de Medicina) e a oposi\u00e7\u00e3o ao governo tentaram, de todas as formas, impedir que os estrangeiros viessem suprir a car\u00eancia de profissionais em \u00e1reas rejeitadas pelos m\u00e9dicos brasileiros.<\/p>\n<p>10 pontos que a imprensa n\u00e3o destacou para que as pessoas possam conhecer melhor o programa Mais M\u00e9dicos. Confira.<\/p>\n<p>1. O n\u00famero de m\u00e9dicos na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica do Pa\u00eds foi ampliado em 36%: tinha cerca de 40 mil antes do programa e ganhou 14.462 profissionais, entre eles 11.429 cubanos e 1.187 com diplomas de outros pa\u00edses. A lei priorizou os brasileiros, mas apenas 1.846 se inscreveram na primeira convocat\u00f3ria. Este ano, a situa\u00e7\u00e3o se inverteu e 95% das 4.146 vagas foram ocupadas por m\u00e9dicos brasileiros.<\/p>\n<p>2. Al\u00e9m de serem reconhecidos como excelentes m\u00e9dicos de sa\u00fade da fam\u00edlia, a principal vantagem dos m\u00e9dicos vindos de Cuba, segundo a OPAS, \u00e9 que vieram todos de uma vez, em um pacote. Outra vantagem \u00e9 que qualquer abandono que n\u00e3o seja por raz\u00f5es de sa\u00fade \u00e9 coberto pelo governo cubano, que envia outro profissional sem nenhum custo adicional para o governo brasileiro. A OMS situa o sistema de sa\u00fade cubano entre os 39 melhores do mundo; o sistema de sa\u00fade brasileiro aparece na 125\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio dos brasileiros e profissionais de outros pa\u00edses, os cubanos tamb\u00e9m n\u00e3o escolhem para onde querem ir, \u00e9 o minist\u00e9rio e a OPAS que decidem para onde ser\u00e3o designados.<\/p>\n<p>3. Os m\u00e9dicos cubanos ganham R$3 mil por m\u00eas; os outros R$7 mil do sal\u00e1rio previsto no acordo v\u00e3o para o governo de Cuba. Ainda assim, o pagamento que recebem no Brasil \u00e9 200 vezes superior ao que receberiam em sua ilha natal. Al\u00e9m disso, os munic\u00edpios arcam com todas as despesas: transporte, moradia e alimenta\u00e7\u00e3o. Ou seja, o cubano praticamente n\u00e3o gasta o dinheiro que recebe.<\/p>\n<p>4. Uma avalia\u00e7\u00e3o independente feita em 1.837 munic\u00edpios revelou um aumento de 33% na m\u00e9dia mensal de consultas e 32% de aumento em visitas domiciliares; 89% dos pacientes reportaram uma redu\u00e7\u00e3o no tempo de espera para as consultas. Uma pesquisa feita em 2014 pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), baseada em 4 mil entrevistas em 699 munic\u00edpios, revelou que 95% dos usu\u00e1rios est\u00e3o satisfeitos ou muito satisfeitos com o desempenho dos m\u00e9dicos. 86% dos entrevistados afirmaram que a qualidade da aten\u00e7\u00e3o melhorou ap\u00f3s a chegada dos profissionais do Mais M\u00e9dicos e 60% destacaram a presen\u00e7a constante do m\u00e9dico e o cumprimento da carga hor\u00e1ria. Queridos por seus pacientes, v\u00e1rios m\u00e9dicos cubanos t\u00eam sido homenageados pelas c\u00e2maras municipais por seu trabalho no Brasil.<\/p>\n<p>5. O programa cobre 3.785 munic\u00edpios, sendo que 400 deles nunca haviam tido m\u00e9dicos. Os 34 distritos ind\u00edgenas contam hoje com 300 m\u00e9dicos; antes n\u00e3o tinham nenhum. Entre os yanomami, por exemplo, houve um aumento de 490 atendimentos em 2013 para 7 mil em 2014, com<br \/>\n15 m\u00e9dicos cubanos dedicados \u00e0 etnia com exclusividade. 99% dos m\u00e9dicos que atendem os \u00edndios no programa s\u00e3o cubanos.<\/p>\n<p>6. Um dos trabalhos mais interessantes desenvolvidos pelos m\u00e9dicos cubanos nas aldeias ind\u00edgenas \u00e9 o resgate da Medicina Tradicional, com o uso de plantas. Na aldeia Kumen\u00ea, no Oiapoque (AP), o m\u00e9dico Javier Lopez Salazar, p\u00f3s-graduado em Medicina Tradicional, atua para recuperar a sabedoria local na utiliza\u00e7\u00e3o de plantas e ervas medicinais, perdida por causa da influ\u00eancia evang\u00e9lica. O m\u00e9dico estimulou os ind\u00edgenas a buscar as canoas defeituosas e abandonadas nas beiras dos rios para transform\u00e1-las em canteiros de uma horta comunit\u00e1ria s\u00f3 com ervas medicinais, identificadas com placas e instru\u00e7\u00f5es para uso.(veja o v\u00eddeo ao final do post)<\/p>\n<p>7. Ao contr\u00e1rio do que os jornais veiculam, os m\u00e9dicos e m\u00e9dicas cubanos n\u00e3o s\u00e3o proibidos de se casar com brasileiros. Existe uma cl\u00e1usula que os obriga a comunicar os casamentos para evitar bigamia em seu pa\u00eds natal, segundo a OPAS. Os casos de romances entre m\u00e9dicos\/as e brasileiros\/as s\u00e3o numerosos. Houve at\u00e9 uma prefeita em Chorroch\u00f3, na Bahia, que se casou com um m\u00e9dico cubano.<\/p>\n<p>8. Desde que o programa Mais M\u00e9dicos come\u00e7ou, 9 m\u00e9dicos cubanos morreram: cinco por enfarto, 3 por c\u00e2ncer e 1 por suic\u00eddio (em 2014, um m\u00e9dico de 52 anos, ainda em treinamento, foi encontrado morto em um hotel de Bras\u00edlia, possivelmente por enforcamento). At\u00e9 agora, somente oito abandonaram o programa e deixaram o pa\u00eds rumo aos EUA.<\/p>\n<p>9. O programa Mais M\u00e9dicos virou modelo no continente e pa\u00edses como a Bol\u00edvia, o Paraguai, o Suriname e o Chile, que tamb\u00e9m sofrem com falta de profissionais, j\u00e1 planejam fazer projetos semelhantes.<\/p>\n<p>10. Al\u00e9m do atendimento de sa\u00fade, o Mais M\u00e9dicos inclui a amplia\u00e7\u00e3o da oferta na gradua\u00e7\u00e3o e na resid\u00eancia m\u00e9dica e a reorienta\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o da carreira. A meta \u00e9 criar, at\u00e9 2018, 11,5 mil novas vagas de gradua\u00e7\u00e3o em medicina e 12,4 mil de resid\u00eancia m\u00e9dica, em \u00e1reas priorit\u00e1rias para o SUS. Os munic\u00edpios onde ser\u00e3o instalados os novos cursos de medicina foram escolhidos de acordo com a necessidade social, ou seja, lugares com car\u00eancia de m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XyrEbTAt4oc[\/youtube]<\/p>\n<p><em>Cynara Menezes<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatos dois anos, no dia 8 de julho de 2013, o Brasil foi tomado por uma onda de ira corporativista contra um projeto que visava ampliar a oferta de m\u00e9dicos especializados em sa\u00fade da fam\u00edlia no Pa\u00eds. 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