{"id":46296,"date":"2021-03-16T14:43:21","date_gmt":"2021-03-16T16:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=46296"},"modified":"2021-03-16T14:43:21","modified_gmt":"2021-03-16T16:43:21","slug":"rio-grande-do-sul-tem-cinco-linhagens-predominantes-do-coronavirus-e-duas-causam-preocupacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/rio-grande-do-sul-tem-cinco-linhagens-predominantes-do-coronavirus-e-duas-causam-preocupacao\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul tem cinco linhagens predominantes do coronav\u00edrus, e duas causam preocupa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul tem atualmente cinco linhagens do coronav\u00edrus que s\u00e3o predominantes:&nbsp;B.1.1.28, P2, B.1.1.33, P1 e B.1.1.61. No total, foram identificadas 20, segundo o 4\u00ba Boletim Gen\u00f4mico elaborado pelo governo do Estado. No entanto, s\u00e3o essas cinco variantes que s\u00e3o as mais frequentes em solo ga\u00facho. De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (Cevs), Cynthia Goulart, as linhagens que mais preocupam s\u00e3o as que circulam de maneira mais r\u00e1pida: P1 e P2.&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cAs variantes v\u00e3o dominando porque s\u00e3o mais r\u00e1pidas. Se circulam mais r\u00e1pido, tamb\u00e9m come\u00e7am a gerar novas muta\u00e7\u00f5es mais rapidamente. O que nos preocupa atualmente \u00e9 a P1, mas, categoricamente, neste momento do RS, a predomin\u00e2ncia nestes v\u00edrus que est\u00e3o aqui n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com os pacientes que vieram do Norte do pa\u00eds para ser atendidos solidariamente no RS\u201d,<\/em> explicou Cynthia durante a primeira edi\u00e7\u00e3o do Papo Cient\u00edfico, promovido nesta ter\u00e7a-feira pelo governo estadual.&nbsp;<\/p>\n<p>Outro especialista presente no programa foi Richard Steiner Salvato, do Laborat\u00f3rio Central do Estado (Lacen-RS). Salvato destacou que a distribui\u00e7\u00e3o das linhagens n\u00e3o \u00e9 heterog\u00eanea, o que demonstra uma oscila\u00e7\u00e3o ao longo do per\u00edodo pand\u00eamico. <em>&#8220;A gente v\u00ea que a distribui\u00e7\u00e3o da linhagem por m\u00eas durante a pandemia n\u00e3o \u00e9 heterog\u00eanea. Algumas predominaram no in\u00edcio da pandemia, mas foram perdendo lugar para outras que passaram a predominar. Hoje, no \u00faltimo boletim, temos cinco linhagens predominantes\u201d,<\/em> afirmou o especialista do Lacen.&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, a epidemia se deu a partir de duas linhagens, a B.1.1.28 e a B.1.1.33, que, provavelmente, surgiram em fevereiro de 2020. Entre as que mais causam preocupa\u00e7\u00e3o no RS, a P1, est\u00e1 associada \u00e0 explos\u00e3o de casos de Covid-19 em Manaus, no Amazonas, devido \u00e0 alta capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o e de transmissibilidade. No entanto, o registro da P1 detectado em Gramado, na Serra, ocorreu em 14 de janeiro de 2021, dez dias antes de os primeiros pacientes do Norte do pa\u00eds serem transferidos ao Rio Grande do Sul para receber tratamento hospitalar.<\/p>\n<h3><strong>N\u00e3o h\u00e1 imunidade ap\u00f3s a primeira infec\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Salvato ainda fez um alerta a quem j\u00e1 teve o coronav\u00edrus e se curou. Pessoas que tenham se contaminado pela Covid-19 em algum momento n\u00e3o podem se considerar imunes \u00e0 reinfec\u00e7\u00e3o pela doen\u00e7a. \u201c<em>Tivemos casos em que a quantidade de anticorpos diminuiu. As reinfec\u00e7\u00f5es ocorrem independentemente das variantes. Ent\u00e3o, temos de continuar nos cuidando, usando m\u00e1scara. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o das medidas de distanciamento\u201d,<\/em> destacou Salvato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Correio do Povo&nbsp;<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul tem atualmente cinco linhagens do coronav\u00edrus que s\u00e3o predominantes:&nbsp;B.1.1.28, P2, B.1.1.33, P1 e B.1.1.61. 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