{"id":42962,"date":"2020-10-19T17:16:26","date_gmt":"2020-10-19T19:16:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=42962"},"modified":"2020-10-19T17:16:26","modified_gmt":"2020-10-19T19:16:26","slug":"numero-de-mortes-violentas-aumenta-71-no-1o-semestre-diz-anuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/numero-de-mortes-violentas-aumenta-71-no-1o-semestre-diz-anuario\/","title":{"rendered":"N\u00famero de mortes violentas aumenta 7,1% no 1\u00ba semestre, diz anu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>No primeiro semestre deste ano, as mortes violentas intencionais aumentaram 7,1% no pa\u00eds, seguindo a tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o iniciada no \u00faltimo trimestre de 2019. De acordo com o 14\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), foram registradas 25.712 ocorr\u00eancias, contra 24.012 da primeira metade de 2019. Ou seja, a cada dez minutos, uma pessoa perdeu a vida, v\u00edtima de assassinato.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1391020&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1391020&amp;o=node\"><\/p>\n<p>S\u00e3o consideradas mortes violentas intencionais o homic\u00eddio doloso, a les\u00e3o corporal seguida de morte, o latroc\u00ednio e as mortes decorrentes de interven\u00e7\u00e3o policial. Os homic\u00eddios dolosos (8,3%) e as mortes decorrentes de interven\u00e7\u00e3o policial (6%) foram os que mais tiveram aumento. De 2019 para 2020, o n\u00famero de casos passou de 20.105 para 21.764&nbsp; e de 3.002 para 3.181, respectivamente.<\/p>\n<p>De modo inverso, caiu o total de v\u00edtimas de les\u00e3o corporal seguida de morte (-7,9%), de 407 para 375 e de v\u00edtimas de latroc\u00ednio (-13,6%), de 832 para 719. Devido \u00e0s medidas de isolamento e distanciamento social, os epis\u00f3dios de crimes patrimoniais apresentaram redu\u00e7\u00e3o de -24,2%, taxa resultante da diferen\u00e7a entre 680.359 casos de 2019 e os 515.523 de 2020.<\/p>\n<p><strong>PANDEMIA&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a&nbsp;diretora-executiva do FBSP, Samira Bueno, a institui\u00e7\u00e3o trabalha &#8220;mais com hip\u00f3teses&#8221; do que com certezas para tentar compreender os dados compilados no relat\u00f3rio, tendo em vista que a pandemia de covid-19 ainda \u00e9 um contexto in\u00e9dito. Apesar de reconhecer que a an\u00e1lise requer um n\u00edvel de assimila\u00e7\u00e3o&nbsp;da conex\u00e3o entre elementos, ela aponta alguns fatores que podem ter correspond\u00eancia com a realidade constatada:<\/p>\n<p><em>&#8220;De um lado, a gente v\u00ea o que indica o fim da tr\u00e9gua de grupos criminosos, ou seja, um aumento de conflitos relativos ao tr\u00e1fico internacional de drogas e armas, que \u00e9 o que reverbera principalmente no Norte do pa\u00eds, e no Nordeste, que s\u00e3o rotas importantes do tr\u00e1fico, especialmente de coca\u00edna e outras drogas. Ent\u00e3o, essa mudan\u00e7a de rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7a entre grupos criminosos, essas disputas se acirram durante a pandemia e isso acaba produzindo muitas mortes.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;De outro lado, temos um incremento nos casos de viol\u00eancia&nbsp;dom\u00e9stica, de viol\u00eancia interpessoal, que refletem nos casos de feminic\u00eddio. Os casos de feminic\u00eddio v\u00eam crescendo ao longo de v\u00e1rios anos, e isso n\u00e3o \u00e9 exclusivo desse momento em que estamos vivendo. Mas, ao que tudo indica, a pandemia acentuou a viol\u00eancia, na medida em que s\u00e3o mais mulheres&nbsp;que j\u00e1 viviam situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, na viol\u00eancia, e passam mais tempo com seus agressores.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Segundo a diretora, o estancamento generalizado da criminalidade, imaginado para o per\u00edodo da crise sanit\u00e1ria, n\u00e3o se confirmou.<\/p>\n<h6>Reivindica\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia e prote\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, a alta no \u00edndice de mortes violentas intencionais foi observada em 21 unidades federativas. O maior crescimento desse tipo de crime ocorreu no Cear\u00e1, que quase dobrou o n\u00famero de casos (96,6%). O patamar muito acima da m\u00e9dia nacional foi um comportamento partilhado por outros 13 estados: Para\u00edba (19,2%), Maranh\u00e3o (18,5%), Esp\u00edrito Santo (18,5%), Sergipe (16,8%), Alagoas (15,1%), Paran\u00e1 (14,8%), Santa Catarina (14%), Rond\u00f4nia (13,4%), Tocantins (12,5%), Pernambuco (11,8%), Rio Grande do Norte (11,8%), Bahia (10,1%) e S\u00e3o Paulo (8,2%).<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio indica que estado do Cear\u00e1 enfrentou uma crise na seguran\u00e7a p\u00fablica, no in\u00edcio deste ano, marcado pela greve da Pol\u00edcia Militar, ocorrida em fevereiro. A paralisa\u00e7\u00e3o da categoria, que durou 13 dias, gerou &#8220;impactos importantes&#8221; nos indicadores de seguran\u00e7a da regi\u00e3o, de acordo com o FBSP..<\/p>\n<p>Para o diretor-presidente do f\u00f3rum, Renato S\u00e9rgio de Lima, o que se v\u00ea no Brasil \u00e9 a naturaliza\u00e7\u00e3o de agress\u00f5es. &#8220;<em>A gente continua sendo um pa\u00eds profundamente violento, onde n\u00e3o conseguimos resolver, enfrentar o problema de forma satisfat\u00f3ria. Continuamos a banalizar a vida&#8221;,<\/em> disse. Ele destacou que o relat\u00f3rio tem como refer\u00eancia mais de 60 fontes de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se restringindo a analisar somente a base de dados de autoridades policiais.<\/p>\n<p><em>*Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro semestre deste ano, as mortes violentas intencionais aumentaram 7,1% no pa\u00eds, seguindo a tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o iniciada no \u00faltimo trimestre de 2019. De acordo com o 14\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), foram registradas 25.712 ocorr\u00eancias, contra 24.012 da primeira metade de<\/p>\n<div class=\"read-more-wrapper\"><a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/numero-de-mortes-violentas-aumenta-71-no-1o-semestre-diz-anuario\/\" title=\"Read More\"> <span class=\"button\">Read More<\/span><\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":42969,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[4666,4638,4694],"class_list":["post-42962","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-comunitariafw","tag-fredericowestphalen","tag-segurancapublica"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42962\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}