{"id":42112,"date":"2020-08-25T17:14:09","date_gmt":"2020-08-25T19:14:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=42112"},"modified":"2020-08-25T17:14:09","modified_gmt":"2020-08-25T19:14:09","slug":"unicef-diz-que-pandemia-afeta-mais-familias-com-crianca-e-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/unicef-diz-que-pandemia-afeta-mais-familias-com-crianca-e-adolescente\/","title":{"rendered":"Unicef diz que pandemia afeta mais fam\u00edlias com crian\u00e7a e adolescente"},"content":{"rendered":"<p>Os efeitos socioecon\u00f4micos da crise sanit\u00e1ria causada pela covid-19 no Brasil impactaram mais as fam\u00edlias com crian\u00e7as ou adolescentes. Dados de uma pesquisa realizada pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) indicam que, desde a confirma\u00e7\u00e3o da chegada do novo coronav\u00edrus (covid-19) ao Brasil, no fim de fevereiro, essas fam\u00edlias v\u00eam sendo mais afetadas pela redu\u00e7\u00e3o de rendimentos e a outros aspectos negativos da pandemia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1314742&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1314742&amp;o=node\"><\/p>\n<p>A pesquisa Impactos Prim\u00e1rios e Secund\u00e1rios da Covid-19 em Crian\u00e7as e Adolescentes foi feita pelo Ibope, entre os dias 3 e 18 de julho, por telefone, ouviu 1.516 entrevistas com pessoas de todo o pa\u00eds, com idade superior a 18 anos. Dos entrevistados, 60% n\u00e3o residiam com crian\u00e7as ou adolescentes, e 40% moravam com algu\u00e9m com menos de 17 anos.<\/p>\n<p>Enquanto 55% do total de entrevistados afirmaram que o rendimento familiar tinha diminu\u00eddo no m\u00eas anterior \u00e0 entrevista, entre as fam\u00edlias com crian\u00e7as e adolescentes esse percentual foi de 63%. E ao passo que 37% dessas fam\u00edlias mais afetadas perderam at\u00e9 metade de seus rendimentos, 79% das que n\u00e3o residem com crian\u00e7as ou adolescentes afirmaram ter perdido menos da metade de sua renda. Al\u00e9m disso, enquanto do total de entrevistados 46% pediram o aux\u00edlio emergencial de R$ 600, entre os que t\u00eam crian\u00e7as ou adolescentes em casa esse percentual chegou a 52%.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa deixa claro que os impactos econ\u00f4micos e sociais da pandemia afetam mais crian\u00e7as, adolescentes e suas fam\u00edlias\u201d, disse a chefe de Pol\u00edticas Sociais, Monitoramento e Avalia\u00e7\u00e3o do Unicef no Brasil, Liliana Chopitea, em nota divulgada pelo fundo.<\/p>\n<p>\u201cSuas fam\u00edlias [que residiam com crian\u00e7as e adolescente] tiveram as maiores redu\u00e7\u00f5es de renda; a qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o que recebem piorou, e muitos de seus direitos est\u00e3o em risco. \u00c9 fundamental entender esses impactos e priorizar os direitos de crian\u00e7as e adolescentes na resposta \u00e0 pandemia\u201d, disse a representante adjunta da organiza\u00e7\u00e3o no Brasil, Paola Babos, referindo-se a outros aspectos avaliados na pesquisa, como a seguran\u00e7a alimentar e nutricional.<\/p>\n<h4>H\u00e1bitos alimentares<\/h4>\n<p>Questionados se, em suas casas, h\u00e1bitos alimentares tinham sofrido mudan\u00e7as a partir de 24 de fevereiro, quase a metade dos entrevistados (49%) respondeu que sim. J\u00e1 entre os que moram com crian\u00e7as e adolescentes, esse percentual foi de 58%. Ainda entre os entrevistados desse segundo grupo, 31% disseram que passaram a consumir mais alimentos industrializados, como macarr\u00e3o instant\u00e2neo, bolos, biscoitos recheados, achocolatados, alimentos enlatados, refrigerantes e bebidas a\u00e7ucaradas, contra apenas 18% dos que n\u00e3o t\u00eam crian\u00e7as em casas e que afirmaram ter passado a consumir alimentos menos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>A pesquisa revela que 21% dos entrevistados passaram por algum momento em que os alimentos acabaram e n\u00e3o havia dinheiro para as compras. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais preocupante entre aqueles que residem com crian\u00e7as e adolescentes, em que o percentual dos que enfrentaram semelhante situa\u00e7\u00e3o chegou a 27%.<\/p>\n<p>A pesquisa encomendada pela Unicef tamb\u00e9m abordou a situa\u00e7\u00e3o do ensino durante a pandemia. Dos entrevistados que moram com crian\u00e7as ou adolescentes de 4 a 17 anos, que estavam matriculados em escolas p\u00fablicas ou privadas antes da pandemia, 91% disseram que eles continuaram realizando em casa as atividades pedag\u00f3gicas, sendo 87% com a ajuda da internet.<\/p>\n<p>Para as representantes da Unicef, com a pandemia, as desigualdades podem se agravar, prejudicando ainda mais \u00e0quelas fam\u00edlias que j\u00e1 se encontravam em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que os programas regulares de prote\u00e7\u00e3o social incluam, de maneira sustent\u00e1vel, todas as fam\u00edlias vulner\u00e1veis. Por isso, [os programas] precisam ser focalizados nas [fam\u00edlias] que mais precisam, aquelas com crian\u00e7as, que j\u00e1 apresentavam altos \u00edndices de vulnerabilidades, acentuadas pela pandemia. Em momentos de planejamento fiscal e or\u00e7ament\u00e1rio, \u00e9 fundamental olhar a prote\u00e7\u00e3o social n\u00e3o como um gasto e sim como um investimento no presente e no futuro do Pa\u00eds\u201d, defende Liliana Chopitea.<\/p>\n<p><em>* Com informa\u00e7\u00f5es do Unicef Brasil<br \/>\n(Foto: Fouad Choufany\/UNICEF)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os efeitos socioecon\u00f4micos da crise sanit\u00e1ria causada pela covid-19 no Brasil impactaram mais as fam\u00edlias com crian\u00e7as ou adolescentes. 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