{"id":37476,"date":"2019-10-30T17:33:52","date_gmt":"2019-10-30T19:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=37476"},"modified":"2019-10-30T17:33:52","modified_gmt":"2019-10-30T19:33:52","slug":"governo-central-tem-menor-deficit-para-setembro-em-quatro-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/governo-central-tem-menor-deficit-para-setembro-em-quatro-anos\/","title":{"rendered":"Governo Central tem menor d\u00e9ficit para setembro em quatro anos"},"content":{"rendered":"<p>Com a ajuda dos dividendos de bancos p\u00fablicos, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) obteve, em setembro, o menor d\u00e9ficit prim\u00e1rio em quatro anos. No m\u00eas passado, as contas ficaram negativas em R$ 20,372 bilh\u00f5es. O resultado foi 14% melhor que o do mesmo m\u00eas do ano passado, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA).<\/p>\n<p>Para meses de setembro, o resultado foi o melhor desde 2015, quando o Governo Central tinha registrado d\u00e9ficit de R$ 7,182 bilh\u00f5es. Nos nove primeiros meses do ano, o Governo Central acumula d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 72,469 bilh\u00f5es. Esse \u00e9 o melhor resultado para o per\u00edodo desde 2015 (d\u00e9ficit de R$ 24,564 bilh\u00f5es).<\/p>\n<h3>D\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/h3>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio \u00e9 o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento de juros da d\u00edvida p\u00fablica. O resultado veio melhor que as expectativas dos analistas de mercado. Na pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo m\u00eas pelo Minist\u00e9rio da Economia, as institui\u00e7\u00f5es financeiras estimavam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 22,4 bilh\u00f5es para setembro.<\/p>\n<p>O Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o deste ano estabelece que o Governo Central fechar\u00e1 2019 com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 139 bilh\u00f5es. Para alcan\u00e7ar essa meta, o governo teve de contingenciar (bloquear) R$ 30 bilh\u00f5es do Or\u00e7amento no fim de mar\u00e7o. Nos \u00faltimos meses, a equipe econ\u00f4mica liberou recursos, gra\u00e7as aos dividendos de estatais e a recursos do petr\u00f3leo.&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2019-10\/governo-libera-r-727-bi-do-orcamento-com-recursos-do-petroleo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O total contingenciado em outubro<\/a>&nbsp;estava em R$ 17,111 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3>Dividendos<\/h3>\n<p>Em setembro, as receitas subiram R$ 3,6 bilh\u00f5es acima da infla\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. O principal motivo foi o pagamento de R$ 5 bilh\u00f5es de dividendos de bancos oficiais \u2013 R$ 3 bilh\u00f5es da Caixa Econ\u00f4mica Federal e R$ 1,8 bilh\u00e3o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/p>\n<p>Os dividendos s\u00e3o a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas. No caso das estatais federais, o principal acionista \u00e9 o Tesouro Nacional, que recebe os recursos e refor\u00e7a o caixa.<\/p>\n<p>Pela nova pol\u00edtica de pagamento, os bancos p\u00fablicos passaram a recolher os dividendos no pr\u00f3prio ano, baseados no lucro do primeiro semestre. Segundo o Tesouro, a mudan\u00e7a n\u00e3o representa uma antecipa\u00e7\u00e3o porque a pol\u00edtica se tornar\u00e1 permanente, com os bancos submetidos a um limite m\u00e1ximo de dividendos que podem repassar \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n<h3>Ajuste<\/h3>\n<p>No acumulado do ano, o ajuste fiscal est\u00e1 ocorrendo pelo lado dos gastos. At\u00e9 setembro, as receitas l\u00edquidas subiram 0,5% descontando a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo IPCA. As despesas totais acumulam queda de 1,1% tamb\u00e9m descontando a infla\u00e7\u00e3o. As maiores redu\u00e7\u00f5es de gastos foram registradas nas despesas discricion\u00e1rias (n\u00e3o obrigat\u00f3rias), com queda de R$ 15 bilh\u00f5es descontado o IPCA, nos subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es (R$ 3,2 bilh\u00f5es) e na compensa\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento (R$ 2,9 bilh\u00f5es). As despesas com o funcionalismo subiram R$ 2 bilh\u00f5es acima da infla\u00e7\u00e3o, mas a maior alta ocorreu nos gastos com a Previd\u00eancia Social, com alta de R$ 12,5 bilh\u00f5es acima do IPCA.<\/p>\n<h3>Previd\u00eancia<\/h3>\n<p>A Previd\u00eancia Social registrou d\u00e9ficit recorde de R$ 165,254 bilh\u00f5es de janeiro a setembro. O d\u00e9ficit foi parcialmente compensado pelo super\u00e1vit de R$ 93,166 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional. O Banco Central teve d\u00e9ficit de R$ 381 milh\u00f5es, resultando no super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 72,469 bilh\u00f5es do Governo Central acumulado do ano.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas, os gastos de custeio (manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica) ca\u00edram 7% nos nove primeiros meses do ano, descontada a infla\u00e7\u00e3o. O maior recuo, no entanto, foi registrado nos investimentos federais (obras p\u00fablicas e compra de equipamentos), que somaram R$ 27,351 bilh\u00f5es de janeiro a setembro, com queda de 17% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Tesouro voltou a divulgar as estat\u00edsticas do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). Nos nove primeiros meses do ano, o programa executou R$ 13,913 bilh\u00f5es, com retra\u00e7\u00e3o de 16,5% em valores corrigidos pelo IPCA.<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a ajuda dos dividendos de bancos p\u00fablicos, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) obteve, em setembro, o menor d\u00e9ficit prim\u00e1rio em quatro anos. 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