{"id":3251,"date":"2015-04-13T15:20:00","date_gmt":"2015-04-13T17:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.comunitaria.com.br\/?p=3251"},"modified":"2015-04-13T15:20:00","modified_gmt":"2015-04-13T17:20:00","slug":"promotor-e-suspeito-de-receber-propina-para-regularizar-terrenos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.comunitaria.com.br\/en\/promotor-e-suspeito-de-receber-propina-para-regularizar-terrenos\/","title":{"rendered":"Promotor \u00e9 suspeito de receber propina para regularizar terrenos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um promotor de justi\u00e7a foi denunciado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico por receber propina para regularizar terrenos com problemas ambientais no Rio Grande do Sul. De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o realizada pelo pr\u00f3prio MP, Marcelo Petry e o assessor dele, Luciano Poglia, recebiam parte do dinheiro que os propriet\u00e1rios pagavam a um bi\u00f3logo a t\u00edtulo de consultoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, os supostos crimes ambientais ocorriam no entorno da usina hidrel\u00e9trica do Rio Passo Fundo, em Trindade do Sul, na Regi\u00e3o Norte do estado. Pelo menos 28 moradores teriam pago quantias em dinheiro a intermedi\u00e1rios que procuravam pessoas autuadas pela pol\u00edcia ambiental. A den\u00fancia foi feita pelo procurador-geral de Justi\u00e7a, Eduardo de Lima Veiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda conforme a investiga\u00e7\u00e3o do MP, o esquema funcionava da seguinte forma: o promotor conseguia da pol\u00edcia os relat\u00f3rios apontando os supostos crimes ambientais em condom\u00ednios do entorno da usina. Depois, os intermedi\u00e1rios procuravam os moradores garantindo solu\u00e7\u00e3o para o problema. O pr\u00f3ximo passo era levar essas pessoas at\u00e9 o MP para assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), encerrando os procedimentos. Pelo servi\u00e7o, eles cobravam at\u00e9 R$ 500 mil, que eram divididos com o promotor e o assessor dele. Atualmente lotado em\u00a0Erechim, Marcelo Petry est\u00e1 com as atividades suspensas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal testemunha do esquema era o bi\u00f3logo Marcos Cezar Carabagialle, respons\u00e1vel por procurar agricultores para oferecer a suposta consultoria. Ele fez acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada e disse que recebeu uma lista com nomes e telefones de pessoas que praticaram crimes ambientais. Na casa dele foi apreendida parte da contabilidade do esquema. Ao lado da palavra &#8220;promotor&#8221; aparece o valor de R$ 500.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a segunda den\u00fancia criminal enfrentada por Petry. Ele tamb\u00e9m \u00e9 acusado de comprar vaga em uma promo\u00e7\u00e3o para a cidade de Erechim e teria pago R$ 35 mil ao colega S\u00e9rgio Ant\u00f4nio Bins para ser promovido no lugar dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No esquema dos processos ambientais, tamb\u00e9m foi denunciado o intermedi\u00e1rio Charles Valdir Hass, que teria rela\u00e7\u00f5es comerciais com Petry. O MP afirma ainda que o assessor chegava a comandar audi\u00eancias sem a presen\u00e7a do promotor e que, na condi\u00e7\u00e3o de coordenador de um grupo de escoteiros, era beneficiado com o dinheiro referente a multas ambientais aplicadas pelo MP em\u00a0Nonoai.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um promotor de justi\u00e7a foi denunciado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico por receber propina para regularizar terrenos com problemas ambientais no Rio Grande do Sul. 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