- Evandro Wirganovicz, irmão da amiga
O irmão da amiga foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por homicídio simples e ocultação de cadáver.
Ele já cumpriu a pena, que foi extinta em janeiro de 2024, e está solto.
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O desaparecimento do menino Bernardo Uglione Boldrini completa 11 anos nesta sexta-feira (4). Dias depois, o corpo da criança de 11 anos foi encontrado sem vida, tornando o crime, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, um dos casos policiais de maior repercussão no estado.
Nesta reportagem, o g1 relembra o caso, os condenados e mostra qual a situação dos principais personagens do caso.
Bernardo Boldrini desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, o menino foi visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo. Dias depois, o pai de Bernardo procurou uma emissora de rádio de Porto Alegre para pedir ajuda nas buscas pelo menino.
Seu corpo foi encontrado 10 dias depois, em Frederico Westphalen, enterrado às margens de um rio.
O atestado de óbito diz que a morte do menino ocorreu no dia 4 de abril de “forma violenta”, segundo a família materna. O documento não apontou a causa da morte, mas o texto diz que teria sido de forma violenta e que o corpo estava “em adiantado estado de putrefação”.
A investigação determinou que o pai Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a amiga Edelvânia Wirganovicz, eram os responsáveis pela morte do menino.
Os três foram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Eles também foram acusados de ocultação de cadáver.
A polícia também indicou Evandro Wirganovicz na participação do crime. As autoridades consideraram que o terreno onde o corpo de Bernardo foi encontrado era de difícil escavação, o que poderia indicar a participação de um homem.
Em 2019, os quatro foram a júri popular em Três Passos: após cinco dias e 50 horas de julgamento, o júri decidiu pela condenação dos quatro réus:
O médico foi condenado a 31 anos e 8 meses de prisão por homicídio quadruplamente qualificado e falsidade ideológica. Boldrini foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.
Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto. Em março de 2024, Boldrini foi selecionado para uma vaga no programa de residência médica do Hospital Universitário, mantido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Ele não tinha, até o momento, impedimento para exercer a medicina. Em fevereiro de 2025 porém, Leandro teve o registro cassado pelo Conselho Federal de Medicina (Cremers). Após, foi desligado do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).
A madrasta foi condenada a 34 anos e 7 meses de prisão por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Atualmente, ela cumpre pena em regime fechado no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Ela só terá direito ao regime semiaberto em 2026 e à liberdade condicional, em 2035.
A amiga foi condenada a 22 anos e 10 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Em maio de 2022, Edelvânia foi para o regime semiaberto. Em 2023, uma decisão do juízo da 2ª Vara de Execuções Criminais da comarca de Porto Alegre, determinou que Edelvânia utilizasse tornozeleira eletrônica em razão da falta de vagas no sistema prisional.
Em fevereiro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, determinou que ela retorne ao regime semiaberto, onde está atualmente.
A defesa, em contato com o g1, se manifestou afirmando que irá recorrer a decisão.
O irmão da amiga foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por homicídio simples e ocultação de cadáver.
Ele já cumpriu a pena, que foi extinta em janeiro de 2024, e está solto.
