Souza Paiol mantinha 116 trabalhadores escravizados em colheita de palha

 A Souza Paiol foi responsabilizada por manter 116 trabalhadores escravizados na colheita de palha para os cigarros de sua empresa. As pessoas, que incluíam cinco adolescentes, um de apenas 13 anos, não tinham nenhum direito trabalhista, dormiam em alojamentos péssimos e não recebiam equipamentos de proteção individual.

Além disso, eram obrigados a pagar pelos materiais de trabalho que deveriam ser dados pelo empregador, como as facas usadas para separar a palha da espiga, as pedras para amolá-las e até as fitas adesivas usadas pelos trabalhadores para protegerem os dedos.

 o flagra aconteceu durante uma fiscalização trabalhista em uma fazenda em Água Fria de Goiás (GO), a 140 quilômetros de Brasília. Segundo relato do grupo, eles trabalhavam com fome, pois a jornada começava às 5h e eles não tinham direito a café da manhã – a primeira marmita chegava apenas às 11h.

Eles também não recebiam itens de higiene básicos, como sabão ou papel higiênico. Durante a colheita, em plena pandemia, precisavam beber água da mesma garrafa. Os alojamentos eram superlotados e grande parte dos trabalhadores não tinha tomado vacina contra a Covid-19. “Se ficassem doentes e não trabalhassem, era descontado R$ 15 pela marmita”, destaca Campos.

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