Sociedade de Infectologia defende Lockdown como única maneira de evitar colapso do sistema de saúde no RS

Diante da “grave situação epidemiológica da covid-19 no Rio Grande do Sul”, a Sociedade Rio-grandense de Infectologia divulgou nota afirmando considerar que as medidas adotadas até o momento serão insuficientes para conter a pandemia no Estado. A situação está evoluindo, de acordo com o texto, para um grave comprometimento do atendimento dos pacientes infectados pelo coronavírus.

O infectologista Alexandre Zavascki, um dos profissionais que assina o alerta, considera o lockdown — o modelo mais severo de restrições para funcionamento de serviços e circulação de pessoas — como a forma capaz de se tentar evitar o colapso do sistema de saúde.

— Entendemos que é a única maneira de mudar a direção da curva de forma mais rápida, e isso não significa que seja rápido — destaca Zavascki, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O médico observa que a população não tem condições, entretanto, para assimilar medida tão drástica neste momento.

— O alerta é no sentido de nos prepararmos, enquanto sociedade e governos, para o confinamento. Enquanto isso, temos de aceitar e cumprir medidas mais restritivas — completa o infectologista.

A nota da sociedade, com data de domingo (12), considera os números de mortos e contaminados em Porto Alegre — com destaque para os óbitos por covid-19, que duplicaram em duas semanas — e no Estado, ressaltando que a epidemia está em crescimento “acelerado”, “determinando impacto na capacidade de atendimento hospitalar, em unidades de terapia intensiva”.

“A velocidade de propagação gera demanda adicional ao sistema de saúde, que já enfrentava sobrecarga prévia, impactando na assistência a outras doenças. A diminuição de recursos humanos por adoecimento de profissionais é uma realidade e agrava ainda mais a situação dos hospitais”, acrescenta o comunicado.

A diretoria da instituição finaliza a manifestação alegando esperar que “medidas mais rigorosas sejam consideradas e organizadas antes do atingimento do colapso do sistema de saúde, cenário que acarretará diversas mortes evitáveis”.

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