Redução de horas extras vai diminuir número de policiais nas ruas

A série de cortes de despesas anunciadas pelo governo atingiu a área daSegurança Pública. No final da tarde de ontem, a Secretaria da Fazenda, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou que a Brigada Militar terá uma redução de 40% no total de horas extras dos PMs. Com defasagem de pelo menos 16 mil servidores, a Brigada vinha concedendo a policiais militares a possibilidade de trabalhar até 42 horas a mais por mês. Com a nova medida, é praticamente inevitável não haver redução de PMs nas ruas.

Durante o dia, a Brigada Militar negou a redução, embora todos os indícios apontassem que ela seria inevitável. Pelas mídias sociais, vazou um documento de um batalhão da Capital no qual o comando comunicava os soldados que as horas extras estariam vetadas. O texto foi tratado como “precipitado” pela corporação, que deverá abrir um procedimento administrativo para localizar o autor.

O corte nas horas extras, porém, foi confirmado no final da tarde de ontem, após um reunião entre o secretário da Fazenda, Giovani Feltes e o titular da Secretaria da Segurança Pública, Wantuir Jacini. No encontro, estiveram também, o chefe da Polícia, e o comandante da Brigada Militar.

A ideia é enxugar o máximo possível o caixa do governo, nem que para isso tenha de atingir uma área considerada prioritária e prejudicar a  Brigada Militar. De acordo com a Fazenda, nos próximos dias, técnicos do Tesouro e membros da Segurança Pública vão se reunir para discutir o que o governo chama de “possibilidade de flexibilização” nas horas extras.

Na reunião de ontem, ficou definido ainda a diminuição da diárias da Operação Verão Numa Boa, a antiga Operação Golfinho, na qual há reforço de policiamento no Litoral.

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