Queiroga irá prestar depoimento pela terceira vez na CPI da Covid-19

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD), marcou para o próximo dia 18 o novo depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A oitiva será um dia antes da leitura do relatório final, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB), e dois dias antes da votação do documento, em 20 de outubro, quando os trabalhos serão finalizados.
Este será o terceiro depoimento de Queiroga à CPI. A reconvocação é debatida há semanas entre os senadores do grupo majoritário, com incentivo maior do vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede), mas não havia consenso entre os parlamentares.
A aprovação do requerimento de convocação de Queiroga foi a notícia sobre a retirada de pauta da reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) do item que previa a discussão sobre o relatório contrário ao uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina em pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença que foi elaborado pelo grupo técnico.
O documento estava pronto para discussão e concluiu que “azitromicina e hidroxicloroquina não mostraram benefício clínico e, portanto, não devem ser utilizados no tratamento ambulatorial de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19”.
O ministro Queiroga é pressionado desde que assumiu o cargo para rever os protocolos de tratamento de pacientes com Covid-19. Em sua primeira ida à CPI, evitou falar de forma contrária sobre a cloroquina, dizendo que era preciso aguardar análise da Conitec. A postura do ministro se dá diante do fato de o presidente Jair Bolsonaro ser um dos grandes incentivadores do uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19.
O senador Tasso Jereisati (PSDB) afirmou que o ministro sofreu uma transformação radical e, nos últimos 15 dias, passou a prejudicar de maneira concreta o processo de combate à Covid. O parlamentar pontuou que o ministro negou a necessidade de vacinação de adolescentes, criando confusão e insegurança, e, sem seguida, que “faz um papelão na ONU”. Ele refere-se ao gesto obsceno feito por Queiroga a manifestantes contrários a Bolsonaro.

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