Projeto fomenta a fruticultura na região

Dentre as várias iniciativas para desenvolver o agronegócio, a Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG apoiou o Projeto Horti – Fruticultura do Norte Gaúcho, beneficiando 32 produtores de frutas dos municípios de Alpestre, Ametista do Sul, Frederico Westphalen e Planalto. O convênio, realizado em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Sul (Sebrae) e Prefeituras de Frederico Westphalen, Planalto e Alpestre, objetivou a cooperação técnica e financeira para executar o projeto.

O encerramento da ação em Frederico Westphalen, aconteceu na noite de segunda-feira, 16, na residência do produtor Ademar Azevedo do Prado Junior, morador da linha Mazzonetto, na presença de representantes da Sicredi, do Sebrae e alguns agricultores envolvidos no projeto.

 

A ajuda que gerou resultados positivos

O produtor e técnico-agropecuário, Ademar Azevedo do Prado Junior, havia desistido de morar na região pelas dificuldades financeiras que a família enfrentava e foi trabalhar em Mafra/SC. Na época, seus pais escolheram residir em Porto Alegre. Por não conseguirem boa renda em seus trabalhos, optaram por voltar à propriedade, na linha Mazzonetto, e iniciaram a diversificação da produção em maio de 2017. Construíram a primeira estufa e começaram a plantação de morangos de maneira orgânica. Porém, pela falta de experiência, perderam toda a produção. Com isso, a família avaliou que precisava se capacitar e diversificar para conseguir sobreviver, e partiu para o cultivo também de tomate e hortaliças, que deu certo e fez as vendas aumentarem.

Na propriedade de um hectare, onde estão distribuídas sete estufas, moradia, um galpão e quatro açudes, atualmente são produzidos morango, tomate italiano, tomate cereja, pimentão, couve-flor, brócolis, repolho, alface crespa, rúcula, pepino, tempero verde e outros itens que somam 25 variedades no total. Mais de 90% da comercialização é feita através de grupos do aplicativo de whatsapp – os clientes fazem a encomenda e os produtos são entregues na casa ou no trabalho dos interessados. Os outros cerca de 10% são disponibilizados a um restaurante e uma sorveteria em FW.

Para conseguir ampliar a produção e também melhorar a entrega, a família contou com a ajuda da Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG para financiamento na compra de um tratorito – trator pequeno para fazer canteiros dentro das estufas – o que permitiu que o negócio se mantivesse ativo, pois antes este trabalho era feito de forma manual, o que exigia um tempo muito maior de serviço. Mais recentemente, o aporte financeiro da cooperativa foi para a aquisição de um caminhão HR, utilizado nas entregas, o que proporcionou mais qualidade na distribuição, já que o veículo usado anteriormente a esta finalidade era muito pequeno, e em dias de chuva os produtos molhavam e se deterioravam com mais facilidade, prejudicando a lucratividade. “Com o caminhão, conseguimos transportar mais quantidade de caixas e os alimentos chegam ao consumidor igual saíram da propriedade”, explica Junior.

O produtor justifica a importância da cooperativa para sua família. “Se não fosse o Sicredi, não teríamos como dar andamento aos trabalhos, porque não tínhamos condições de tirar do bolso os valores para as duas aquisições. Com as compras, conseguimos melhorar a entrega ao cliente, agilizar nosso trabalho na produção e, consequentemente, ampliamos a diversificação do que produzimos, gerando mais rentabilidade”, disse.

 

Rastreabilidade

Sempre primando pela qualidade, as famílias se adequaram à gestão da rastreabilidade – permite monitorar o movimento de produtos ao longo da cadeia de produção – uma das exigências do mercado. Esta foi uma das maiores ações do projeto, pelo controle do que é cultivado e também pelo correto gerenciamento da propriedade.

Além disso, visando ampliar a comercialização, surgiu a necessidade das famílias do projeto implantarem o QR Code – uma forma do cliente acessar e ver todas as informações dos produtos. Isso é uma exigência de alguns mercados maiores. Em um futuro próximo, o QR Code deverá ser instituído nos produtos comercializados pelo grupo.

– Com estas demandas implantadas, a nossa ideia é ampliar a produção e a comercialização. Como não utilizamos nenhum tipo de agroquímico – que é um dos nossos diferenciais –, sabemos que o nosso produto tem um valor maior, queremos buscar esta valorização no mercado e ter mais lucratividade – conclui Junior.

 

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