Professores decide manter greve

Cerca de quatro mil professores estaduais ligados ao Cpers/Sindicato realizaram na manhã desta terça uma Assembleia Geral, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, definindo a manutenção da greve, que iniciou em 5 de setembro de 2017.

A categoria agora deverá elaborar uma contraproposta para apresentar ao governo do Estado ainda sem data definida. 

Reunidos na Praça da Matriz, a presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer, resumiu o encontro mais recente com o governo do Estado, que havia ocorrido no final da tarde de. Disse que os professores são contra aos projetos de venda de ações do Banrisul e da renegociação da dívida do estado com a União. Ao mesmo tempo, destacou que um caminho para conter a crise financeira passa pelo combate à sonegação fiscal.

Sobre o encontro, a categoria considerou positivo a decisão do governo de retirar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 257 (que revogada o pagamento do salário no último dia útil do mês e que o 13º não precisava ser pago até 20 de dezembro) e também não demitir nenhum professor contratado. “Orientamos agora a categoria a discutir na sua base essas propostas para, assim, fazermos uma contraproposta”, destacou Helenir. Assim, enquanto isso, seguem as paralisações nas escolas. Além disso, a presidente acredita ser possível incluir na contraproposta uma posição sobre como se dará o pagamento do 13º salário. “Estamos como sempre dispostos ao diálogo”, sentenciou.

A mobilização foi intensa na Praça da Matriz, complicando a circulação de veículos no entorno. Isso porque os professores tomaram conta da rua e da parte interna da Praça. Ao mesmo tempo, na entrada do Palácio Piratini, o acesso ficou bloqueado com a presença de brigadianos. Após a assembleia, um grupo de professores seguiu para a Assembleia Legislativa para conversar com deputados.

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