Necropsia aponta que frederiquense foi morta com 14 golpes de faca

A morte de Dirlei Cavalheiro, de 37 anos, chocou Frederico Westphalen e a região na semana passada. A mulher desapareceu na tarde da segunda-feira, 29 de maio, e seu corpo foi encontrado apenas na tarde da sexta-feira, 2, em um matagal próximo ao rio da Várzea, em FW. 

O suspeito e autor confesso do crime foi preso na madrugada do sábado, 3, após a PC frederiquense solicitar e o Judiciário do município autorizar ainda na noite da sexta-feira a prisão temporária do homem. De acordo com o Delegado de FW, Eduardo Ferronatto Nardi, a necropsia no corpo de Dirlei confirmou que ela foi morta na tarde da segunda-feira, conforme a suspeita da polícia e o próprio relato do suspeito de autoria do crime. 

De acordo com o laudo do médico legista, Dirlei Cavalheiro foi morta com 14 golpes de faca, desferidos na região superior das costas, pescoço e no lado esquerdo do peito. Ainda conforme Nardi, as investigações apontam que ela foi morta dentro do apartamento do suspeito, localizado na rua do Comércio, no Centro de FW. A faca utilizada pelo autor do crime possuía cerca de 15 centrímetros de lâmina, conforme a PC frederiquense. 

Conforme o delegado Nardi, o suspeito relatou aos policiais ter cometido o crime motivado por ciúmes, já que conforme o homem, eles possuíam um relacionamento afetivo extraconjugal. A Polícia Civil confirma que vítima e suspeito se conheciam e que Dirlei frequentava o apartamento do homem. 

Ainda de acordo com o relato de Nardi, após cometer o crime o suspeito colocou a mulher em uma caixa de papelão e a retirou do apartamento, colocando a caixa dentro de um Ford/Ka de cor preta, com placas de Pomerode (SC). Após isso, o corpo foi transportado até a ponte sobre o rio da Várzea, onde o homem colocou Dirlei em um matagal a cerca de 10 metros ou 15 metros da BR-386. Ela foi encontrada na margem esquerda da rodovia, no sentido Iraí/FW. Toda a ação, desde a morte até o corpo ser deixado no matagal, ocorreu durante a tarde da segunda-feira.

Diante dos fatos, a PC trabalha com a hipótese de crime premeditado, já que o suspeito ligou para a vítima para que ela o encontrasse no apartamento dele, e por ele já possuir na residência a caixa de papelão. Ele ficará preso por 30 dias, até que a Polícia Civil conclua as investigações e requeira a prisão preventiva do suspeito. 

O Alto Uruguai
Foto: Divulgação Polícia Civil

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