Multidão se mobiliza em apoio a Cássio Silva

Centenas de pessoas se reuniram em frente ao Fórum de Frederico Westphalen na tarde desta quarta-feira, 6, em apoio ao jovem Cássio Fernando Silva, de 27 anos, morador de Vicente Dutra. Cássio foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica ainda em 2012, doença degenerativa sem cura que enfraquece os músculos. 

Durante esta tarde ocorre a audiência na qual a família luta judicialmente para que o  plano de saúde de Cássio reembolse o valor de um  tratamento realizado em São Paulo ao qual quer dar continuidade.

Dos sintomas iniciais, em 2012, até hoje, a família consultou, além de especialistas do Estado, médicos de Santa Catarina e do Paraná, que foram unânimes ao diagnosticarem Cássio com esclerose lateral amiotrófica. No entanto, um médico de São Paulo solicitou, pela primeira vez, uma biópsia muscular. Com o resultado, ofereceu um diagnóstico divergente e uma esperança para o rapaz: sequelas de meningoencefalite bacteriana, um tipo de meningite passível de solução. 

A terapia neuromuscular de três anos oferecida pelo especialista paulista envolve um suplemento manipulado e uma terapia multidisciplinar. Mas o custo é alto: R$ 135 mil ao mês. A família conseguiu arcar com quase um ano tratamento, e Cássio chegou a apresentar melhoras na locomoção, na fala, na respiração e na coordenação motora. Mas acabaram os recursos para custear o acompanhamento. 

Cássio solicitou cobertura ao Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE), mas teve o pedido negado. Em nota o plano de saúde afirma que não disponibiliza o tratamento e que não recebeu documentação técnica comprovando que a terapia em São Paulo é a única a trazer melhoras. Acrescentou que, após ter sido citado judicialmente, ofereceu serviço homecare multidisciplinar, mas que a família não anexou ao processo o laudo médico descrevendo os serviços necessários ao tratamento.

Já a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) diz, também em nota, que o IPE nunca negou assistência e que, inclusive, disponibiliza todos os serviços requisitados no serviço domiciliar: fisioterapia motora, funcional e respiratória e acompanhamento por terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, cardiologista, neurologista, nutricionista e terapeuta cognitivo. A PGE acrescenta ainda que, para oferecer a terapia, é preciso que a família anexe os documentos exigidos em juízo. A mãe de Cássio, Marilene Antunes, no entanto, diz que apresentou todas as documentações exigidas e que aguarda o IPE realizar perícia médica com o filho. 

A audiência para definir se o plano de saúde arcará com as despesas do tratamento iniciou às 15h e segue durante esta tarde. 

Com informações: Gaúcha

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