Mais Médicos: “Ninguém foi obrigado a nada”

Os questionamentos sobre a formação profissional dos médicos cubanos e as condições impostas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para dar continuidade ao programa Mais Médicos no Brasil com os profissionais  de Cuba levou o Governo cubano a encerrar sua participação no programa no país e solicitar o retorno à ilha dos 8.332 mil especialistas que atuam no Brasil.

No Rio Grande do Sul, são cerca de 285 médicos cubanos em atuação nas mais diferentes regiões. Após a decisão de Cuba, alguns argumentos pró e contra a atuação do futuro governo levantaram questões sobre o tema. Na manhã desta segunda-feira, 19, a médica cubana Yessie Medina, que atua em Frederico Westphalen há 6 anos, concedeu entrevista durante o programa Ponto de Vista. Medina pontuou o sentimento de tristeza pela falta de conhecimento sobre a verdadeira relação dos médicos com a população brasileira e esclareceu alguns pontos sobre o programa Mais Médicos. 

Formação dos Médicos

Sobre as dúvidas levantadas quanto à qualificação dos médicos cubadas, Drª Medina explicou que  a formação dos profissionais se realiza das mesma forma do que no Brasil e em outros lugares do mundo:

Em Cuba, há 25 faculdades de medicina, todas públicas, e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil. A duração do curso de medicina em Cuba, a exemplo do Brasil, é seis anos em período integral, depois o estudante deve fazer especialização, que dura de três a quatro anos.

Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas, em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário, são aceitos nas faculdades de medicina.

“Ninguém é obrigado a nada”

Os controversos comentários sobre a situação dos médicos cubanos no Brasil também foram esclarecidos pela Drª Medina. Sobre a relação entre os profissionais e o governo cubano Medina explicou que “nenhum médico foi obrigado a vir ao Brasil, e que a decisão foi voluntária.”:

O país caribenho enviava profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde desde 2013 e anunciou fim da parceria na última semana. De acordo com o anúncio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que intermediava a cooperação entre os países, os médicos devem deixar o Brasil até o fim do ano.

Confira entrevista completa com a Drª Yessie Medina: 

#AOVIVO Acompanhe a entrevista com a médica Medina Yessie, falando sobre o Programa Mais Médicos 👇

Publicado por Rádio Comunitária em Segunda, 19 de novembro de 2018

 

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