Exposição itinerante leva arte até agências bancárias e órgãos públicos

Já pensou ir até a sua agência bancária e dar de cara com uma exposição de arte? Essa é a proposta criada pela artista plástica e arte-educadora Valéria Pinheiro, com o objetivo de aproximar o público ao mundo das artes. A exposição itinerante Série Esperança é composta por seis quadros, que passarão por órgãos públicos e agências bancárias de Frederico Westphalen e outros municípios da região.

A Série Esperança foi lançada no dia 1º de maio e já passou pela Vitrola Café, pela sede da prefeitura de Vicente Dutra e na agência da Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, ficando 15 dias em cada local.  A partir de segunda-feira, 22, a exposição estará na agência da Cresol, em Frederico Westphalen.

Valéria destaca o que motivou a criação de uma exposição itinerante. “Acredito que muitas pessoas que frequentam os bancos e órgãos públicos nunca tiveram contato com a arte, por isso, o objetivo é fazer com que a arte vá até as pessoas”, afirma.

Os seis quadros que compõem a exposição representam seis crianças de diferentes etnias e continentes. Ao redor da imagem de cada criança, a artista pintou várias saudações nas linguagens de cada continente. “Minha intenção era colocar palavras que refletissem valores humanos e possibilitassem a reflexão”, salienta.

 

Projeto Arte Sem Fronteiras

Junto da exposição, Valéria busca arrecadar fundos para auxiliar nas ações do projeto Arte sem Fronteiras, da qual é coordenadora. O projeto, que faz parte da ONG Fraternidade sem Fronteiras, atende cerca de mil crianças de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil e em alguns países da África.

De acordo com Valéria, o Arte Sem Fronteiras surgiu em 2017 durante sua visita a Moçambique, cidade onde está localizada a sede da ONG. O trabalho realizado com as crianças busca contribuir para o desenvolvimento humano, por meio da inclusão nas Artes, educação, cultura, esporte, lazer e geração de renda.

Valéria fala com paixão sobre a forma como a arte é capaz de sensibilizar. “É incrível como a arte consegue emancipar as crianças, elas começam a melhorar a autoestima e se inserir na sociedade. A arte dá a liberdade para pensar diferente”, destaca.

Durante o período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Valéria está em Frederico Westphalen, mas garante que o contato com as crianças em Moçambique continua. “A sede da ONG possui internet, por isso estou todos os dias conversando com eles, mantendo contato e tirando dúvidas sobre as atividades”, conta.

A ONG Fraternidade sem Fronteiras possui cerca de 17 mil “padrinhos”, que realizam doações mensais para a compra de comida e itens de necessidade básica das crianças. Além disso, o projeto busca apoiadores para manter o trabalho realizado, podendo partir de pessoas físicas, entidades privadas e públicas, grupos e escolas.

O trabalho da arte-educadora pode ser acompanhado pelo Facebook e no Instagram. A página “Projeto Artes sem Fronteiras”, no Facebook, também divulga as ações realizadas pelas crianças.

Nesta sexta-feira, 19 , Valéria participou de um bate-papo no instagram da Rádio Comunitária, conversando sobre as atividades realizadas pelo projeto. 

*Texto: Débora Franke

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