Estado registra alta em feminicídios no mês de janeiro

O número de feminicídios no Rio Grande do Sul em janeiro aumentou de três casos em 2019 para 10 neste ano. Entre as vítimas, apenas uma contava com medida protetiva concedida pelo Judiciário. Ou seja, na quase totalidade os casos só chegaram às autoridades quando ações preventivas já não eram mais possíveis, acendendo um alerta para a importância da denúncia.

A situação reflete um dos principais obstáculos à atuação das forças de segurança para evitar feminicídios. Embora a maioria desses crimes seja o ponto final de um ciclo crescente de agressões anteriores, também na maioria dos casos nenhuma informação que permitisse a adoção de ações para preveni-los chega às polícias.

Conforme a delegada Cristiane Ramos, respondendo pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), essa realidade reforça o papel fundamental das denúncias, seja das próprias vítimas ou de parentes, amigos ou vizinhos, para a identificação e repressão de agressores.

“A mulher, muitas vezes, está há tanto tempo inserida em um ciclo de violência que nem percebe. Por isso, o suporte da família e de amigos muitas vezes é essencial para ela romper esse ciclo e tomar coragem de fazer a denúncia. Quanto antes a comunicação às autoridades é feita, menores são as chances de se chegar ao ponto de uma tentativa de feminicídio”, explica a delegada.

As denúncias podem ser feitas por qualquer um que depare com casos de agressões, sem a necessidade de se identificar, tanto por meio do Disque 100 quanto pelo Disque Denúncia 181. Nesse último canal, também há possibilidade de fazer a comunicação pela internet, no site da SSP, no Denúncia Digital 181.

 

*Editado com informações da Ascom-SSP
(Imagem ilustrativa)

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