Escolas frederiquenses aderem a greve estadual

Representantes dos 42 núcleos do Cpers/Sindicato aprovaram nesta terça-feira, 2, greve dos professores estaduais por tempo indeterminado, a decisão ocorreu em assembleia realizada na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Na pauta aprovada, a categoria definiu ter uma nova assembleia geral nesta sexta-feira, 4  também na Capital, para fazer uma avaliação do movimento.

Em Frederico Westphalen as escolas estaduais estão aderindo a greve e paralisando suas atividades até sexta-feira, dia 4. Os educandários que cancelaram as aulas até o momento foram a Escola Cardeal Roncalli, Cañellas, Sepé Tiaraju, Santo Inácio, Afonso Pena e Nossa Senhora de Fátima, demais escolas do município e também do interior devem definir sua posição até o final desta quarta-feira.  

O Diretor-Geral do 26º Núcleo do Cpers que abrange FW, Ailton Solano Costa de Lima, falou em entrevista à Rádio Comunitária que esta paralisação é inevitável: 

Solano ainda frisou que a região está mobilizada: 

Os professores reivindicam o fim do parcelamento de salários e a retirada das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 256, 257 e 258, que está na Assembleia Legislativa gaúcha (AL/RS) para apreciação. Ao final da assembleia, os professores registraram a presença do presidente da AL/RS, Edegar Pretto (PT), no ato da categoria. 

A presidenta do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, falou sobre as decisões tomadas pelo sindicato:  

O que foi aprovado na assembleia do Cpers:

1) Realizar uma greve geral até sexta-feira, quando será realizada uma nova assembleia;
2) Realizar uma audiência pública contra a criminalização dos movimentos sociais;
3) Definir com eixos políticos contra o ajuste fiscal, parcelamento salarial, Lei Kandir, fora Temer e fora Sartori;
4) Unificar a luta com os municipários e participar do ato deles nesta terça-feira, às 16h, no Paço Municipal;
5) Participar do ato do Fórum de Defesa da Previdência, também nesta terça-feira, na Esquina Democrática, às 16h30min;
6) Realizar ações nas câmaras municipais pressionando os vereadores;
7) Montar varal com contracheques expondo os salários dos professores e funcionários, esclarecendo à população o que representam os salários frente ao que é dado de incentivo fiscal e sonegação no Estado;
8) Moção de solidariedade às duas professoras municipais de Canoas colocadas à disposição por defenderem um aluno do quinto ano agredido pela polícia dentro da própria escola.

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