Dia da Mulher: autoras te ajudam a entender o feminismo

O Dia da Mulher está chegando e nessa época, nada melhor do que conhecer exemplos de mulheres inspiradoras. O feminismo e o empoderamento feminino podem ser abordados nas mais diversas formas e a literatura é uma delas. Por isso, montamos uma lista de autoras que quebraram paradigmas, conquistaram seu espaço na sociedade e foram reconhecidas pela qualidade de suas obras. Hoje, essas mulheres com pensamentos ousados são símbolos da luta feminina por igualdade social e grandes nomes literários. Confere:

Clara Averbuck

Escritora feminista gaúcha, iniciou sua trajetória publicando seus textos na internet. Seu primeiro livro, Máquina de Pimball, foi publicado em 2002 e conta a história de Camila, que quebra todos os padrões comportamentais impostos para as mulheres do início do século. XXI, ajudando a romper um tabu de décadas.

Em seguida Clara lançou uma espécie de continuação de Máquina de Pimball, o livro Vida de Gato, que foi publicado no Reino Unido. Além da publicação na Grã Bretanha, a autora já havia sido publicada na europa, em uma coletânea portuguesa chamada “Putas”. 

Clarice Lispector

Escritora e jornalista brasileira, tornou- se um dos maiores nomes da literatura nacional. Clarice estudou Direito, Literatura, Antropologia, Psicologia, e, após a morte de seu pai, deu início a sua carreira de jornalista. As obras da autora são consideradas intimistas e psicológicas, mas também são sociais, filosóficas e existenciais, além de quebrarem o padrão de início, meio e fim. 

Geralmente seus personagens são do gênero feminino situados em centros urbanos e estão colocados em situações limites. Um bom exemplo é A Hora da Estrela, uma das suas principais obras, publicada em 1977. Clarice ficou conhecida mundialmente por suas obras e seu estilo de escrita que foge dos padrões. 

Simone de Beauvoir

A francesa, nascida em 1908, foi uma escritora, filósofa existencialista, intelectual, ativista e professora do século XX. Considerada uma mulher revolucionária, à frente de seu tempo, ela rejeitou padrões, hierarquias e valores da época. Simone teve um relacionamento aberto durante 50 anos com o filósofo Jean Paul-Satre, pois ambos não eram adeptos da monogamia. Teve criação e educação católica, mas mesmo assim optou pelo ateísmo. E foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.

Dentre suas diversas obras está um dos maiores clássicos do movimento feminista O segundo sexo, publicado em 1949. O livro representa uma desconstrução dos padrões impostos pela sociedade da época e foi publicado em dois volumes. 

O primeiro traz a parte filosófica do pensamento e o segundo a ideia fundamental da filosofia existencialista com a frase: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.”

Mary Wollstonecraft

A escritora inglesa desde sempre, em casa, protegia a mãe e as irmãs. Depois de adulta, passou a enfrentar a sociedade, impondo seus pensamentos revolucionários. A luta de Mary Wollstonecraft era por igualdade de gênero, ela foi uma das fundadoras do feminismo. 

Sua principal obra, Uma Reivindicação dos direitos da Mulher, cobrava que as mulheres tivessem uma educação igualitária, pois defendia que as mulheres não eram inferiores, a sociedade que limitava seu conhecimento e possibilidades com a falta de uma educação completa.

Depois de sua morte, movimentos feministas recuperaram seu trabalho que hoje é símbolo da luta das mulheres por direitos iguais. 

Virginia Woolf

Nascida no final do século  XIX, também na Inglaterra, Virginia Woolf foi destaque na literatura moderna do século XX. Considerada intectual, uma escritora inovadora e influente, além de feminista pioneira, Virginia escrevia cartas dramáticas, ensaios, contos e romances e ainda dava palestras em escolas e universidades.

Um Teto Todo Seu e Três Guinéus foram os dois principais ensaios feministas publicados pela autora. O primeiro analisa o papel feminino na literatura. Já no segundo, além do feminismo, ela também aborda o fascismo e a guerra.

Aos 59 anos ela se suicidou, deixando uma carta para o marido onde dizia não conseguir mais lutar contra a depressão. O livro A Viagem foi considerado premonitório, pois nele Virginia reflete sobre sua vida e a protagonista morreu precocemente deixando uma carta ao amado, assim como ela mesma fez 26 anos mais tarde.

 

*Correio do Povo 

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