Cpers aprova greve do magistério por tempo indeterminado

A assembleia do Cpers Sindicato aprovou, na manhã desta terça-feira, 5, por tempo indeterminado, greve do magistério gaúcho. A medida foi tomada em virtude da parcela de R$ 350 paga pelo governo gaúcho aos servidores. A decisão foi tomada no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. 

Cpers também aprovou que não vai recuperar os dias parados até que o governo realize por completo o pagamento dos salário. A categoria agora faz uma caminhada em direção ao Palácio Piratini.

 Nessa segunda, professores e funcionários de escolas estaduais do Rio Grande do Sul aderiram a uma nova campanha para denunciar os atrasos de salário e passaram a registrar boletins de ocorrência em delegacias de polícia de várias cidades, com denúncias do parcelamento de salários por José Ivo Sartori. Nos documentos, eles registram o descumprimento do artigo 35 da constituição estadual: “O pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos do Estado e das autarquias será realizado até o último dia útil do mês do trabalho prestado”.

O terceiro depósito, de R$ 170,00, aguardado para a última sexta-feira, também não foi feito ontem e pode não se concretizar nesta terça-feira. A Secretaria da Fazenda sustenta o cronograma previsto originalmente, de quitar as nove parcelas até o dia 13.

Segundo integrantes da Fazenda, não há previsão de ingresso de receitas novas no Tesouro do Estado, salvo a possibilidade de crescimento, até o dia 8, no saldo dos depósitos judiciais, situação prejudicada pelo feriado do dia 7, na quinta-feira. Os recursos que mensalmente reforçam o caixa nos dias 9 e 10 irão se concretizar apenas no dia 11, em função do final de semana, que coincidirá com as datas.

Representantes do 26º Núcleo do Cpers que abrange Frederico Westphalen e região participaram da assembleia na manhã de hoje em Porto Alegre e a partir da decisão da assembleia, fica aberto a cada escola definir por aderir a greve ou não. Os educandários devem se reunir durante essa terça-feira para definir seu posicionamento. A orientação do Cpers é que, como a greve foi definida em uma assembleia soberana, as escolas devem acatar a decisão e fortalecer o movimento.

C.P. 

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