Cesta básica custa R$ 702,53 em Frederico Westphalen

O Observatório Econômico do curso de Ciências Contábeis da URI, Câmpus de Frederico Westphalen, publicou o Relatório Cesta Básica de abril de 2022, que observa e compara os valores da Cesta Básica Alimentar do município, entre os dois últimos meses. Segundo os dados divulgados, o aumento apresentado foi de 4,32% comparado a março, passando a custar R$ 702,53.

Itens da cesta básica
A cesta básica do brasileiro é composta por 13 itens de caráter alimentício, considerados de necessidade básica à alimentação diária do trabalhador adulto: feijão, arroz, farinha, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, margarina, tomate, café e batata.

Arroz se mantém estável
Na pesquisa, foi observado que, dos 13 produtos, o arroz foi o único que se manteve estável, enquanto a margarina foi o item que apresentou maior redução (0,58%), com o preço médio passando de R$ 18,17/kg, em março, para R$ 18,07/kg em abril, seguida do açúcar cristal, com redução de 0,12%.
Todo o restante dos produtos teve variação de preço alta. O maior acréscimo foi da batata inglesa branca, que apresentou aumento de 34,05% com alteração do preço médio de R$ 4,75/kg, em março, para R$ 6,37/kg em abril. Da mesma forma, o leite integral UHT, que custava em média R$ 4,33/l em março, passou a custar R$ 4,81/l, seguido pela farinha de trigo, que aumentou 5,66%.

Poder de compra do trabalhador diminuiu
O relatório também analisou o valor da Cesta Básica em relação ao salário mínimo. Foi constatado que o aumento do custo proporcionou diminuição no poder de compra do trabalhador. O comprometimento da renda, que era 60,40% em março, aumentou para 63,01% no mês analisado. Assim, resta para o trabalhador R$ 412,51 para atender às demais necessidades básicas como água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer, entre outros.
Segundo o relatório, o valor do salário mínimo útil para atender às necessidades básicas de uma família de quatro pessoas – como habitação, alimentação, vestuário, saúde, despesas pessoais, equipamentos domésticos, transporte, educação e cultura, recreação e despesas diversas deveria ser de R$ 5.901,97, ou seja, 4,87 vezes o salário vigente, de R$ 1.212,00.
Foi analisado também, que o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os itens da cesta básica por um trabalhador remunerado com um salário mínimo aumentou de 132 horas e 52 minutos em março, para 138 horas e 37 minutos em abril, representando 63,01% da jornada de trabalho.

Sobre o relatório
O projeto é coordenado pela professora-doutora Tamara Silvana Menuzzi Diverio, que conta com a colaboração do professor-mestre Luiz Gustavo Zuliani da Silva e das bolsistas Adriana Mazzutti, Maisa Marchesan Strack e Silvia Marli Kempka, além do coordenador do curso, professor-mestre Alzenir José de Vargas.
Como referência para a análise, a base foi o salário mínimo líquido de R$ 1.115,04 (após descontar 8% de contribuição previdenciária do salário bruto). Cabe salientar que, de acordo com o artigo 7º, inciso IV, da Constituição de 1988, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais: “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

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